Receber um convite da MTV para fazer um unplugged em meados dos anos 90 era o ápice para qualquer banda e para o Nirvana não foi diferente. Mas, Kurt Cobain era um astro diferente de todos os outros e não cedia facilmente às pressões do famoso canal de televisão, fazendo com que o show fosse ousado, icônico e histórico, sendo o segundo álbum mais vendido da história no formato.
A MTV, como sempre, queria um show cheio de hits e com convidados ilustres da cena Grunge. Para eles, era óbvio que Kurt (assim como vários outros artistas e bandas) selecionaria um repertório com as músicas mais conhecidas do Nirvana e também convidaria nomes como Eddie Vedder ou Chris Cornell para fazer parte do show. Porém, não contavam com a ousadia de Kurt e com seu jeito excêntrico.
O único hit que rolou foi Come As You Are. Além de músicas não tão conhecidas, Kurt e companhia aproveitaram para divulgar o recém lançado In Utero (1993), tocando algumas faixas dele, além de ousados seis covers. Dessas releituras, apenas The Man Who Sold the World, música de David Bowie, era conhecida; as demais eram de bandas da cena underground como Vaselines ou Meat Puppets, além também de uma faixa músico de Folk chamado Leadbelly.
Além de tocar músicas da desconhecida banda Meat Puppets, Kurt ainda convidou os músicos da banda para subirem ao palco e tocarem com o Nirvana. A MTV aceitou a contragosto, pois tinha medo que esse unplugged fosse um fracasso, mas também não queria perder a oportunidade de ter uma das mais importantes bandas da época nesse tão famoso show do canal.
Kurt estava nervoso. Vinha de momentos ruins em sua vida, muita dependência química e sérios problemas estomacais. Além disso, seu relacionamento com Counrtney Love parecia não estar tão bem, talvez por isso aquele último fôlego cantado na faixa Where Did You Sleed Last Night tenha sido tão marcante e icônico a ponto do músico se recusar a voltar e fazer um bis.
De qualquer forma, não foi fácil, mas o show aconteceu e se tornou um sucesso de vendas. As ousadas escolhas da banda se mostraram bem interessantes e fizeram o Nirvana conseguir realizar um grande show. Talvez Kurt o imaginasse como uma grande despedida, dado todo o formato escolhido, desde seu repertório até sua decoração.
O canal da Iara Igutino Youtube contou detalhes desse show e de seus bastidores. Não deixe de assisti-lo acima para saber mais sobre o que aconteceu nessa grande apresentação da banda.
Digão fala com a Rockstage Brasil, em um bate-papo pra lá de descontraído realizado no último sábado (10/06), Digão fala sobre sua carreira, Ivete Sangalo, música em geral, Rodolfo, Canisso, disco novo e claro… mais Raimundos!
Ouça a Entrevista com Digão
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James Hetfield respondeu à infame pergunta: “o Rock and Roll está morto?”.
Em participação no programa de TV americano The Project, o vocalista falou exatamente sobre ser considerado o “inventor” de um subgênero do Metal, o Thrash. Só que, lá pro meio da entrevista, o apresentador Waleed Aly diz que “entende o argumento” de que o Rock morreu, mas afirma que o Metal continua vivo.
Rock na visão de James Hetfield:
O vocalista do Metallica resume, em frases curtas e objetivas, o que significa o espírito e o estilo de vida do Rock, que é imortal:
É uma música para ‘desajustados’. Ainda é uma sensação de underground. É como música para rebeldes. É algo pelo qual você precisa lutar. Sabe, todas as décadas – as pessoas dizem – ‘o Rock morreu’. Isso […] é como combustível!”
“Messengers: The Guitars Of James Hetfield” – Este é o nome do livro de aproximadamente 400 páginas de James Hetfield que será disponibilizado dia 17 de outubro.
A obra irá oferecer uma visão detalhada sobre cada instrumento do músico. Messengers contará com três edições: a padrão de capa dura, limitada em caixa autografada e limitada em caixa de luxo. A pré-venda já está disponível.
“James compartilha a emoção e elementos técnicos das ferramentas escolhidas que moldaram sua jornada musical singular, incluindo instrumentos exóticos, Gibsons vintage e itens únicos personalizados. Ele também revela muitos segredos de estúdio, incluindo os principais amplificadores e equipamentos que esculpem seu tom e criam seu som”, revela o sumário do projeto (via Theprp).
“Cada guitarra em destaque é acompanhada por exuberantes retratos do aclamado fotógrafo Scott Williamson, exibindo detalhes íntimos que só podem ser vistos se seguradas em suas próprias mãos. Abrange mais de quarenta guitarras, desde as originais guerreiras da estrada com cicatrizes de batalha, as confiáveis de estúdio até as duradouras favoritas da turnê. Essas guitarras inestimáveis forjaram mais de quatro décadas de história da música”.
Vamos aguardar mais atualizações sobre o livro do James Hetfield!
Recentemente, Wes Scantlin voltou a ser notícia por um incidente em que tentou invadir sua antiga casa em Hollywood Hills, Los Angeles. De acordo com o site “Blabbermouth”, Scantlin perdeu a casa em 2015 por não quitar a hipoteca e foi preso após a tentativa de invasão.
O incidente foi compartilhado por uma mulher no TikTok, que afirma ter chamado a polícia depois de encontrar o vocalista acampado do lado de fora da casa. Ela relatou que Scantlin começou a ameaçar a empregada que ela contratou e foi preso por causa de um mandado ativo contra ele.
Essa não é a primeira vez que Wes Scantlin é preso. O cantor tem histórico de prisões por posse de substâncias ilícitas, violência doméstica, vandalismo e brigas. Em 2015, a banda Puddle of Mudd teve que cancelar uma turnê depois que Scantlin foi preso por vandalismo durante um show em Michigan.
Apesar dos problemas pessoais de Scantlin, a banda continua a se apresentar. Em 2019, eles lançaram seu último álbum de estúdio, “Welcome to Galvania”. No mesmo ano, a banda fez uma turnê pelos Estados Unidos com outras bandas de rock como Saliva e Trapt.
Embora a banda ainda tenha uma base de fãs leais, muitos se questionam se os comportamentos problemáticos de Scantlin irão impactar a carreira do Puddle of Mudd no futuro. Afinal, o comportamento dos membros da banda, especialmente do vocalista, pode afetar sua imagem e reputação no mundo da música, podendo ter um impacto negativo sobre a carreira do grupo.
Puddle of Mudd é uma banda americana de rock formada em Kansas City em 1991. A banda ganhou destaque no início dos anos 2000 com hits como “Blurry”, “She Hates Me” e “Control”. No entanto, a banda também tem sido alvo de controvérsias ao longo dos anos, principalmente devido ao comportamento problemático do vocalista Wes Scantlin.
O baixista Canisso, do Raimundos, morreu, nesta segunda-feira (13), aos 57 anos.
A informação foi confirmada pela filha de Canisso, Lorena, pelas redes sociais e pelo empresário da banda, Denis Porto, à CNN.
De acordo com um stories publicado no Instagram de Lorena, Canisso – nome artístico de José Henrique Campos Pereira – sofreu um acidente doméstico onde após um desmaio, caiu e foi levado a um hospital, onde veio a falecer.
Canisso era o baixista fundador do Raimundos e gravou os maiores sucessos da banda durante os anos 90.
A Rockstage deseja muita força a família, banda e amigos. Sem dúvida uma grande perda para o rock nacional.
Lançado em 1992, Singles, ou Vida de Solteiro para os brasileiros, é um filme de comédia romântica dirigido por Cameron Crowe e estrelado por um elenco de jovens talentos, incluindo Bridget Fonda, Campbell Scott, Kyra Sedgwick e Matt Dillon. O filme se passa em Seattle nos anos 90, em um momento em que a cidade estava no auge do movimento grunge.
A história segue um grupo de amigos que vivem em um complexo de apartamentos e estão passando por problemas em suas vidas amorosas e profissionais. Entre eles, estão Steve (Campbell Scott), um músico em ascensão que se apaixona por Linda (Kyra Sedgwick), uma mulher que está mais focada em sua carreira do que em um relacionamento; e Janet (Bridget Fonda), uma jovem que está em busca de seu verdadeiro amor.
O filme é uma visão única da vida em Seattle nos anos 90 e captura perfeitamente o espírito da época. O movimento grunge é o pano de fundo para a história e a trilha sonora apresenta bandas como Pearl Jam, Soundgarden, Alice in Chains e Mudhoney, entre outras.
O elenco é excelente, com destaque para Bridget Fonda, que oferece uma performance incrível como a sonhadora Janet.
O filme também apresenta algumas participações especiais, incluindo Eddie Vedder e Chris Cornell, membros de bandas icônicas da cena grunge de Seattle.
Singles é um filme divertido e cativante que oferece um vislumbre da vida em Seattle nos anos 90, um momento único na história da música e da cultura popular. É um clássico do gênero e definitivamente vale a pena assistir para os fãs de comédias românticas e do movimento grunge.
Vale lembrar que durante o filme é possível ver trechos de shows de Alice in Chains e Soundgarden.
Mas como realmente era viver em Seattle?
A vida dos jovens em Seattle na década de 90 era influenciada por vários fatores, incluindo a música, a moda, a tecnologia e a cultura geral da época.
Os jovens eram atraídos pelas bandas de rock alternativo como Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden e Alice in Chains, que se apresentavam em clubes locais e atraíam uma multidão de fãs.
A moda da época também era muito importante para os jovens em Seattle. A cultura do grunge influenciou a moda, com roupas desgastadas, camisas xadrez, calças jeans rasgadas e botas de trabalho sendo itens populares.
Além disso, a tecnologia estava começando a se tornar uma grande parte da vida cotidiana dos jovens em Seattle nos anos 90. A cidade era o lar da Microsoft e da Amazon, empresas que se tornariam gigantes da tecnologia e impulsionariam o crescimento da indústria de tecnologia da região.
Que tal assistir ao documentário Hype! e saber mais sobre a cena grunge de Seattle?
Mick Thomson se envolveu em uma briga feia e precisou sair de casa dentro de uma ambulância, em 2015. A pessoa que colocou Thomson no hospital foi seu próprio irmão, Andrew. Os Thomsons estavam tomando umas brejas em uma casa em Clive, IOWA, quando começaram uma briga iniciada por motivos ainda desconhecidos. A batalha bêbada progrediu para o jardim da frente da residência, e em dado momento, houve o uso de facas. Os dois não prestaram queixa sobre o ocorrido, no Boletim de ocorrência da polícia consta “conduta desordenada por briga”. Como será que anda nosso amigo Thomson? Será que os irmãos se acertaram? Foram apenas alguns pontos? Segue o mistério.
Brincadeiras à parte o knotfest segue bombando e a edição brasileira do evento para 2023 promete muito. Vida longa à todos os Maggots (denominação utilizada para quem é fã do slip).
Aqui vai um vídeo do nosso campeão (old but gold)…
O frontman do Nirvana e líder do Hole só se apresentaram juntos em uma ocasião – e há gravação disso.
Como era de se esperar, um show como este só poderia ter acontecido sob uma circunstância especial. A aparição ocorreu durante um evento beneficente, chamado Rock Against Rape (em tradução livre, “Rock Contra o Estupro”)
Onde e quando Kurt Cobain e Courtney Love se apresentaram juntos?
O Club Lingerie, em Hollywood, Estados Unidos, foi o local da performance, realizada em 8 de setembro de 1993.
Por ter sido uma ocasião sem tanto ensaio, Kurt Cobain e Courtney Love fizeram apenas um curto set em formato acústico. Na verdade, começou com a própria Courtney, que tocou sozinha duas músicas do Hole: “Doll Parts” e “Miss World”, que seriam disponibilizadas futuramente no segundo álbum da banda, Live Through This (1994).
O líder do Nirvana subiu ao palco em seguida sob a seguinte apresentação por parte da esposa: “este é o meu marido Yoko”, em referência a Yoko Ono, viúva de John Lennon. Love ainda chegou a pedir que o público acompanhasse a performance de forma bastante atenta, pois seria “a primeira e a última vez” que aquilo aconteceria.
De fato, nunca mais foi possível assistir aos dois juntos no mesmo palco. Kurt Cobain morreu em 5 de abril de 1994, aos 27 anos de idade. Fora a apresentação no Club Lingerie, o máximo que se pôde ter foram backing vocals gravados por Cobain em Live Through This, do Hole. – há quem diga que ele tenha composto músicas para o disco, mas essa informação nunca foi confirmada por nenhuma parte envolvida.
Confira neste artigo a história do movimento grunge em 9 músicas!
No final da década de 80 o rock and roll não parecia mais real
Assim como o punk veio para dar uma oxigenada de toda aquela mesmice sonora sintetizada do progressivo que permeava o rock da época, desta vez, o cheiro persistente do hair metal e o poser metal dominavam. Não havia um lugar claro para onde ir depois.
Até que sonoridades de bandas como Bundle Of Hiss e Gruntruck surgiram.
Chegando como um raio, a nova onda do rock grunge foi uma lufada de ar fresco. No espaço de algumas semanas, calças justas e spray de cabelo estavam fora de casa, e os fãs estavam amarrando seus Doc Martens e vestindo suas camisas de flanela mais encardidas. A música era o mais importante, no entanto.
Pegando os sons do rock and roll e punk da velha escola, esses artistas viam o rock and roll como uma mentalidade de vale-tudo, com canções que podiam atingir como uma marreta ou tocadas em um violão.
Shows em porões e garagens lotavam. Foi necessário abrir casas de shows de rock para atender a demanda da quantidade de gente amontoada nestes lugares.
Mesmo que a música fosse um pouco difícil de entender, o que as palavras tinham a dizer quase não importava. Era sobre como a música fazia você se sentir, e mesmo que você não conseguisse definir o que eles estavam dizendo, você sabia que eram alguns dos sentimentos mais intensos da Terra.
1. This is Shangrila – Mother Love Bone
No início, nenhum dos nativos de Seattle queria se tornar grande. No início do grunge, eles eram apenas um bando de garotos pegando seus instrumentos e descobrindo o que queriam ser. No entanto, surgiu uma primeira apresentação relevante para a indústria – Mother Love Bone – esta banda tinha muito potencial aos grandes empresários fãs do bom hard rock garage.
Embora o termo ‘grunge‘ veio através de conceitos firmados no Gruntruck (leia sobre a banda clicando aqui), Mark Arm em entrevistas entre outras expressões interessantes, ‘This is Shangri La’ foi o um grande marco para alguns dos sons mais aventureiros de Seattle, combinando tudo, desde rock de arena a funk rock, até mesmo um pouco de humor polvilhado na mistura.
2. Touch Me I’m Sick – Mudhoney
A declaração de missão por trás da maioria das bandas grunge era irritar o rock and roll regular. Embora o Mudhoney possa ter começado nos mesmos clubes que nos deram o Mother Love Bone, eles eram a contraparte punk do rock de arena do Mother Love Bone.
Em ‘Touch Me I’m Sick’, Mark Arm não se importa em que tom ele está cantando, procurando fazer barulho suficiente para quebrar todo o lugar no chão. Enquanto a maioria dos roqueiros grunge tem refrões altos para amarrar suas músicas, Arm menciona sentir-se enjoado enquanto lamenta essa faixa, cruzando os limites entre o punk hardcore e os gritos bêbados.
Os sons de Seattle ainda não estavam sendo tocados nas casas dos Estados Unidos, mas esses eram os primeiros passos para algo mais abrasivo. O Grunge pode ter prosperado com riffs pesados, mas o Mudhoney também tinha um grande respeito pelos Stooges em sua música, gerando conexões.
3. Smells Like Teen Spirit – Nirvana
Sempre houve um debate sobre onde o grunge realmente começou. Pode ter começado no final dos anos 80 com bandas como Bundle Of His entre outras bandas que ainda estavam tentando encontrar seu som, ou pode ter começado quando o Mother Love Bone se formou. Uma coisa que não está em debate: ‘Smells Like Teen Spirit’ explodiu a cena.
Depois de fazer um álbum de estreia bastante decente com Bleach, nem mesmo Kurt Cobain estava preparado para o que aconteceu com essa música, tornando-se um grito de guerra para jovens desprivilegiados que só queriam algo melhor do que escutar a banda Poison pela milésima vez.
Apesar de se tornar uma pedra angular da cultura dos anos 90, isso se tornou um albatroz no pescoço de Cobain, que odiava a produção brilhante de Butch Vig no disco, apesar dos fãs o chamarem de a próxima voz de sua geração.
Então, novamente: Você não consegue ser uma das maiores bandas do mundo se não tiver boas músicas, e essa faixa tocou a Geração X bem na ferida.
4. Hunger Strike – Temple of The Dog
Após a morte do Andy Wood, os outros membros do Mother Love Bone não sabia se eles seriam uma banda novamente. Em um esforço para consolar seus amigos músicos, Chris Cornell do Soundgarden sugeriu a criação do Temple of the Dog, com os membros sobreviventes da banda criando um álbum com ele em homenagem à memória de Wood.
Embora ‘Say Hello 2 Heaven‘ possa ser a mais emocionante do álbum, ‘Hunger Strike‘ foi uma indicação melhor de onde a banda iria seguir. No meio da gravação, a banda encontrou um cantor surfista de San Diego chamado Eddie Vedder, que fez um dueto com Cornell nesta faixa.
Ouvir esses dois gigantes do rock alternativo se chocando já é surreal, mas… esse supergrupo não foi feito para durar. O Soundgarden tinha compromissos a cumprir, e o início do Pearl Jam já estava em andamento.
5. Man In the Box – Alice in Chains
É estranho colocar todas as bandas de Seattle sob o guarda-chuva do grunge. Soundgarden e Pearl Jam estavam acostumados a tocar rock and roll que enchiam arenas, enquanto Kurt Cobain sempre manteve suas credenciais punk no Nirvana.
Quanto ao Alice in Chains, juntamente com o Gruntruck, a banda foi o mais próximo que a cena de Seattle chegou de uma banda de metal genuína, como disse Jerry Cantrell em uma entrevista para MoPOP Awards: “Somos mais parecidos com alumínio.”
Os bons tempos não foram feitos para durar muito tempo. À medida que a banda se tornou mais popular, suas vidas pessoais continuaram em espiral, levando a álbuns com letras extremamente intensas e capas que se complementam na história da banda, e sonoridades densas onde parece que eles estavam praticamente à beira da morte, como Jar of Flies.
No entanto, a banda conseguiu se reerguer com a entrada de William DuVall. Ainda hoje em dia, do que restou da cena, nenhuma outra banda se parece com o som destes caras, com misturas de vocais gregorianos e riffs agressivos e melancólicos.
6. Black – Pearl Jam
A morte de Mother Love Bone lançou uma mortalha sobre o Pearl Jam inicialmente, mas Eddie Vedder ajudou a colocá-los de volta nos trilhos. Então, novamente, Vedder também tinha sua própria parcela de demônios, e ele estava explorando algo muito mais vulnerável em ‘Black‘.
Embora a maior parte de Ten seja uma escuta brutal de uma perspectiva lírica, essa música mostra Vedder com o coração na manga. Embora Vedder pareça aceitar o fato de que sua amante não quer mais vê-lo, você pode sentir a emoção se esvaindo dele a cada nota sustentada, soando praticamente à beira das lágrimas durante a performance de palco.
O verdadeiro soco no estômago vem no final da música, onde Vedder espera que algum dia essa pessoa tenha uma vida linda, apenas para desejar que ele ainda estivesse nela de alguma forma. O som do grunge pode não ter feito baladas bregas, mas não há nada brega em se tornar tão vulnerável.
7. Spoonman – Soundgarden
De todas as bandas que surgiram em Seattle, o Soundgarden foi a primeira a ser apontada para o estrelato. A voz de Chris Cornell estava lentamente se tornando uma das vozes mais poderosas do rock and roll (posteriormente, levou o sétimo lugar na lista de melhores vozes do rock, pela revista Rolling Stone) mas as coisas tomaram um rumo diferente quando o Nirvana se tornou a maior banda do mundo. Embora o Soundgarden tenha sido o último dos ‘Big Four‘ do grunge a ter sucesso mainstream, eles aproveitaram ao máximo o que tinham quando lançaram ‘Spoonman‘.
Na sequência de clássicos como ‘Black Hole Sun‘, esta parece a resposta de Seattle para ‘Black Dog’ do Led Zeppelin, com Chris Cornell batendo em seus lamentos de Robert Plant. Embora essa tenha sido uma das maiores canções de sua carreira, ela também é cheia de surpresas, como o compasso 7/4 que faz você dar uma volta antes de entrar no ritmo principal.
Depois de passar quase uma década abrindo os dentes no underground, este foi o momento em que o Soundgarden passou de estrelas mais brilhantes de Seattle a reis do rock and roll. Como demoraram tanto para chegar ao horário nobre, ‘Spoonman’ é o que acontece quando você deixa uma banda vagar livremente no estúdio.
8. Interstate Love Song – Stone Temple Pilots
Ao falar sobre as maiores bandas grunge de todos os tempos, fica um pouco estranho falar sobre a banda californiana Stone Temple Pilots. Por mais sucesso que obtiveram na época, alguns puristas de Seattle pensaram que o preguiçoso barítono de Scott Weiland era uma cópia de Eddie Vedder. Embora houvesse algumas semelhanças definidas, nem mesmo o Pearl Jam poderia ter escrito algo tão alegre quanto ‘Interstate Love Song’.
Comparada a todas as outras músicas grunge, essa música é quase mais próxima do country em sua construção, fazendo você se sentir como se tivesse acabado de pousar em uma estrada que não leva a lugar nenhum. Apesar de ser considerado garoto-propaganda, há muito mais acontecendo por baixo da superfície aqui, como Dean DeLeo usando acordes de jazz nos versos.
Enquanto a maioria das bandas grunge estavam canalizando pessoas como Neil Young, é assim que o grunge teria soado se os Eagles o tivessem escrito. O grunge pode sempre ter sido uma rebelião contra o mainstream, mas não há nada de errado em escrever uma boa música de vez em quando.
9. Touch Peel and Stand – Days Of The New
A maioria dos fãs do grunge não sabia o que fazer após a morte de Kurt Cobain. A notícia de seu suicídio chocou o mundo do rock, e alguns fãs ainda estão se recuperando da perda repentina de um de seus ícones. A cena grunge estava pronta para dominar o mundo, então o que você faz quando o “líder” faz uma coisa dessas? A resposta é: você continua avançando. Embora Days of the New esteja bem na fronteira entre o grunge e o pós-grunge, sua abordagem única ao gênero os diferencia de seus contemporâneos.
Aderindo principalmente a violões, ‘Touch Peel and Stand’ é o som final da frustração, quando Travis Meeks finalmente deixa de lado suas inibições e diz a essa pessoa anônima o que ele realmente pensa deles.
Então, novamente… O som da voz de Meeks se torna uma espécie de teste decisivo ao longo dos anos, já que as bandas continuaram copiando Eddie Vedder e Scott Stapp para criar o temido “yarl”.