O Rock é de Deus: entre mitos, pactos e a verdade esquecida da guitarra

Entre mitos, pactos e acordes

Segundo Raul Seixas — ou alguém que atribuiu a ele — “o diabo é o pai do rock”. Talvez ele tenha dito isso, talvez não. Mas o fato é que a frase pegou — e ajudou a perpetuar uma das maiores distorções culturais já contadas. A ideia de que o rock nasceu de um pacto demoníaco vem de muito antes de Raul.

 

Nos anos 1930, um jovem negro do Mississippi chamado Robert Johnson foi acusado de vender a alma ao diabo em troca de talento musical. O mito dizia que ele foi até uma encruzilhada à meia-noite, entregou a alma e voltou tocando guitarra como ninguém. Décadas depois, Hollywood transformou essa lenda em filme: “A Encruzilhada” (1986), com Ralph Macchio e Steve Vai, reforçando o imaginário do músico que faz pacto para tocar melhor.

 

 

Mas há uma ironia nisso tudo: a história real do rock é exatamente o oposto. O rock nasceu da dor e da fé. Antes de Johnson, já existia Sister Rosetta Tharpe, uma mulher negra e evangélica que, nos anos 1930, misturou gospel, blues e guitarras elétricas — criando, sem saber, a base do que viria a ser o rock and roll. Rosetta tocava com distorção antes de qualquer homem. Cantava sobre Deus e salvação, fazendo o público dançar como se o céu estivesse no palco.

 

 

Enquanto isso, os Estados Unidos ainda viviam a segregação racial. Os brancos não queriam ouvir “música de preto”, mas começaram a se render ao som que vinha das igrejas e dos bares. Quando Elvis Presley apareceu nos anos 1950, levando aquele ritmo às rádios “limpas”, o rock explodiu — e a indústria o embranqueceu, apagando por um tempo os nomes de quem o criou.

 

Aí está o verdadeiro pacto do rock: não com o diabo, mas com o sistema — o pacto da apropriação, da distorção cultural e da censura do sagrado popular. E ainda assim, o rock sobreviveu. Ele foi profanado, vilanizado, domesticado, mas nunca perdeu sua alma.

 

Sombras e Símbolos: o ocultismo e a estética do mistério no rock

Desde os primórdios, o rock sempre flertou com o oculto — não por devoção, mas por curiosidade e provocação. Nos anos 60 e 70, The Beatles, Led Zeppelin, David Bowie e Black Sabbath exploraram símbolos esotéricos, alquímicos e místicos como forma de questionar o senso comum e expandir os limites da arte.

 

 

O ocultismo entrou como linguagem, não como religião. Para muitos músicos, o interesse por esses temas representava a busca por conhecimento e transcendência — algo que a cultura dominante evitava discutir. Jimmy Page, por exemplo, estudou Aleister Crowley não para adorar demônios, mas para explorar os mistérios da consciência e da criação.

 

O rock sempre foi território do proibido. Ao usar símbolos do oculto, ele questionou dogmas e expôs a hipocrisia de uma sociedade que teme o que não entende. O choque era parte da mensagem — fazer as pessoas pensarem sobre o bem, o mal e o poder que as ideias exercem sobre nós.

 

No fim, o uso desses símbolos apenas reforça a dualidade que sempre definiu o rock: a busca por luz em meio à escuridão. Porque mesmo quando fala sobre sombras, o verdadeiro artista continua procurando o mesmo que todos nós — a verdade.

 

A Dor e a Luz: quando o desespero também fala com Deus

Nos anos 90, o grunge trouxe de volta o peso existencial do rock. Alice in Chains, Nirvana, Soundgarden e Pearl Jam não falavam de demônios, mas de vazios reais. Depressão, solidão, perda de propósito — temas que ecoavam a dor de uma geração desconectada. Embora muitos vissem apenas tristeza, havia ali uma espécie de oração não declarada.

 

 

O grunge expôs o lado humano que a religião muitas vezes tenta esconder: dúvida, fracasso, raiva, culpa. Essa sinceridade — essa necessidade de gritar quando ninguém mais escuta — é também um ato espiritual. Porque só quem encara a própria escuridão pode encontrar a luz.

 

A música cristã, por outro lado, caminha pelo mesmo terreno, mas com outro olhar. Enquanto o grunge descreve o abismo, a fé aponta a ponte. Ambos reconhecem a dor: um clama por respostas, o outro encontra consolo. No fim, tanto o grunge quanto a música cristã falam da mesma jornada — a tentativa de compreender o que significa existir. A diferença é que um grita “por quê?”, e o outro responde “porque há esperança”.

 

Redenção no Palco: quando o rock encontra a fé

O rock sempre foi terreno fértil para crises existenciais — e também para reencontros espirituais. Nos últimos anos, vários nomes lendários do gênero declararam publicamente sua fé, mostrando que rebeldia e crença não são opostos, mas faces da mesma busca.

 

Alice Cooper, um dos símbolos do shock rock, é hoje um cristão assumido e costuma dizer que “o verdadeiro rebelde é aquele que segue a Cristo num mundo que o rejeita”. Dave Mustaine, líder do Megadeth, redescobriu a fé após vencer o alcoolismo e os excessos do metal. Já Brian “Head” Welch, guitarrista do Korn, abandonou a banda em 2005, se converteu, e anos depois voltou — transformando sua experiência em testemunho público de superação.

 

 

Mais recentemente, Jacoby Shaddix, vocalista do Papa Roach, revelou em entrevistas que encontrou em Deus a força para se manter sóbrio e reconciliar-se com a própria história. São exemplos que mostram como o rock, mesmo nas sombras, continua sendo uma linguagem de salvação — não de perdição.

 

Esses artistas provam que a fé não é o fim da rebeldia, mas a sua evolução. No fundo, o rock sempre falou sobre redenção — só mudam as palavras, os riffs e as cicatrizes.

 

Assim como lá fora, o Brasil também tem várias histórias de conversão. Rodolfo Abrantes, ex-vocalista do Raimundos, viveu tudo o que o rock tinha de excessos — sucesso repentino, vícios e vazio — até encontrar um novo propósito em sua fé. Sua conversão chocou parte do público, mas revelou algo que muitos artistas sentem e poucos têm coragem de admitir: o palco não preenche o que só o espírito pode curar.

 

 

Hoje, Rodolfo segue sua caminhada solo, com músicas que misturam peso, reflexão e espiritualidade, mantendo a mesma intensidade — mas agora voltada para um propósito maior.

 

A jornada dele, assim como a de Alice Cooper, Mustaine, Welch e tantos outros, mostra que o rock não precisa negar suas raízes para se reconciliar com a luz. Porque, no fim, o verdadeiro som da alma sempre foi o mesmo — sincero, imperfeito e profundamente humano.

 

O Rock Cristão no Brasil: entre fé, resistência e distorção

Nos anos 1980, enquanto o rock nacional dominava as rádios com Legião Urbana, Barão Vermelho e Paralamas, outro movimento surgia nas sombras: o rock cristão. Em meio à redemocratização e à sede de liberdade, dentro das igrejas surgiam músicos que queriam unir fé e contracultura — e foram vistos com desconfiança pelos dois lados.

 

Bandas como Rebanhão, Kadoshi, Oficina G3, Rosa de Saron e Fruto Sagrado mostraram que o rock podia carregar uma mensagem espiritual sem perder o peso e a integridade musical. Enfrentaram censura, críticas e o estigma de “rebeldes de igreja”, mas abriram caminho para uma geração inteira de artistas que viam o palco como púlpito e o amplificador como ferramenta de fé.

 

O Rebanhão, nos anos 80, foi pioneiro em unir rock progressivo, letras bíblicas e crítica social — algo impensável para o meio evangélico da época. Já o Oficina G3, nos 90, deu ao rock cristão uma identidade moderna e internacional, provando que a espiritualidade também podia soar como um power trio de arena.

 

 

Curiosamente, o rock cristão brasileiro repetiu a trajetória do rock original: nasceu marginal, foi tachado de profano e só depois foi reconhecido como legítima expressão da alma humana.

 

Hoje, o som de fé e distorção vive um novo ciclo — menos institucional e mais autêntico. Artistas independentes, muitas vezes fora das igrejas, resgatam a ideia de que o rock é, acima de tudo, busca. E toda busca sincera é, de algum modo, divina.

 

Deus, Guitarras e Verdade

Como diz a canção “God Gave Rock And Roll To You”, composta por Russ Ballard e regravada pelo Kiss em 1991: “coloque seus sentimentos na música, porque Deus te deu o rock’n’roll pra isso.”

 

 

O rock não pertence ao diabo — ele pertence à alma humana. E toda alma, mesmo ferida, é obra divina, de Deus.

 

Que Deus abençoe você — e o Rock n’ Roll.
– Rikky

 

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Carlos Pontes lança o videoclipe de “IAgora”

O animado e contagiante videoclipe foi produzido pelo próprio Carlos Pontes, utilizando ferramentas de inteligência artificial para geração de imagens.

 

O resultado você pode conferir aqui na Rockstage Brasil.

 

Sobre Carlos Pontes

Clique aqui e saiba mais sobre Carlos Pontes na Rockstage Brasil.

 

 

Angra confirmado como headliner do festival ProgPower nos EUA

O Angra foi confirmado como a atração principal do tradicional festival ProgPower USA, que será realizado em 2024. A data integra a aguardada turnê do próximo álbum do grupo, Cycles of Pain, que será lançado em novembro. A banda sobe ao palco no dia 04 de setembro, para encerrar a noite em grande estilo.

 

 

A relação da banda com o tradicional festival é antiga. O Angra se apresentou no ProgPower nos anos de 2002, 2005, 2015 e 2018, sempre com shows memoráveis, e agora levará ao território americano a turnê de divulgação do novo trabalho. A edição 2024 do festival terá também atrações como Leprous, Dark Tranquility e Scar Symmetry, entre outros.

 

O guitarrista e fundador do Angra, Rafael Bittencourt, comenta o anúncio: “Ser convidado a retornar ao festival ProgPower, em Atlanta, é um marco extraordinário para o Angra. Vindos do Brasil, carregamos o espírito de nossa nação diversificada e vibrante em nossa música, e cada apresentação do ProgPower tem sido uma ponte entre nossos corações e os incríveis fãs que nos abraçaram do outro lado do mundo. Com o lançamento do nosso novo álbum, este momento parece um alinhamento entre destino, dedicação, e o apoio inabalável de nossa família global. Será nossa quinta aparição no ProgPower, uma celebração inesquecível de unidade, música e poder de transcender fronteiras”.

 

O Angra lança o 10º álbum de estúdio da carreira, Cycles of Pain, no dia 03 de novembro, pela gravadora europeia Atomic Fire. O trabalho trará participações especiais de renomados artistas como Amanda Somerville, Lenine, Vanessa Moreno e Juliana D’Agostini. O primeiro single divulgado foi “Ride Into the Storm”, e na sexta-feira (15 de setembro), chega às plataformas de streaming a faixa “Tide of Changes”, junto a um cinematográfico videoclipe. O disco está disponível na pré-venda em diversos formatos, pela NerdStore.

 

Produzido, mixado e masterizado por Dennis Ward (que trabalhou em álbuns clássicos do Angra como Rebirth e Temple of Shadows), Cycles of Pain marca um novo capítulo na vitoriosa carreira do grupo, com mais de trinta anos de estrada. Aclamado desde os anos 1990 como um dos grandes nomes do metal brasileiro com alcance mundial, o Angra, empresariado pela Top Link Music, atualmente conta com os guitarristas Rafael Bittencourt e Marcelo Barbosa, o baixista Felipe Andreoli, o vocalista Fabio Lione (Rhapsody, Vision Divine) e o baterista Bruno Valverde.

 

As datas da turnê do álbum Cycles of Pain estão disponíveis no site oficial da banda.

 

Sessão Pipoca: “Almost Famous” é diversão garantida!

Almost Famous (Quase Famosos, no Brasil) é um filme americano de comédia dramática de 2000, dirigido por Cameron Crowe, que também escreveu o roteiro. O filme é semiautobiográfico, baseado na própria experiência de Crowe como um adolescente que viajou com a banda Stillwater em 1973.

 

 

O filme conta a história de William Miller (Patrick Fugit), um adolescente de 15 anos que escreve para a revista Rolling Stone. Miller é um grande fã de rock and roll e sonha em ser um jornalista musical. Ele consegue um emprego como assistente de Lester Bangs (Philip Seymour Hoffman), um jornalista veterano e alcoólatra.

 

 

Bangs envia Miller em uma turnê com a Stillwater, uma banda de rock and roll em ascensão. Miller se apaixona por Penny Lane (Kate Hudson), uma groupie da banda. Ele também faz amizade com os membros da banda, incluindo Stillwater (Billy Crudup), Russell Hammond (Jason Lee) e Jeff Bebe (John C. Reilly).

 

Miller descobre que a vida de uma estrela do rock não é tão glamourosa quanto parece. Ele vê a banda lutando com drogas, álcool e ego. Ele também vê o lado negro da fama, incluindo a perseguição dos paparazzi e a pressão da mídia.

 

Almost Famous foi um sucesso de crítica e de bilheteria. O filme foi elogiado por sua direção, roteiro, atuação e trilha sonora. O filme também foi indicado a duas estatuetas do Oscar: Melhor Roteiro Original e Melhor Atriz Coadjuvante (Kate Hudson).

 

Aqui estão alguns dos pontos fortes e fracos do filme:

 

Pontos fortes:

  • Direção de Cameron Crowe: Crowe é um diretor talentoso que cria um filme envolvente e divertido. Ele tem um olho para os detalhes e consegue capturar o espírito da época de 1970.
  • Roteiro de Cameron Crowe: Crowe escreveu um roteiro inteligente e perspicaz. Ele captura a essência da experiência adolescente e a magia da música rock.
  • Atuação de Patrick Fugit: Fugit é excelente como William Miller. Ele é carismático e convincente e transmite a emoção do personagem.
  • Trilha sonora: A trilha sonora do filme é excelente. Ela inclui canções de bandas de rock famosas, como Led Zeppelin, Black Sabbath e The Who.

 

Pontos fracos:

  • O filme pode ser um pouco longo para alguns espectadores.
  • O filme é um pouco indulgente com as drogas e o álcool.
  • No geral, Almost Famous é um filme divertido e emocionante que vale a pena assistir. É uma boa história sobre a realização dos sonhos, a magia da música rock e o poder da amizade.

OUTONO divulga videoclipe soturno do single “Night of the Hunter”

Com letra foi inspirada no clássico filme noir de 1955, The Night Of The Hunter, o mais recente single da banda OUTONO ganhou um lyric video especial com cenas do referido filme. O trabalho de produção e edição ficou a cargo de Guto Diaz e Fabiano Cavassin, integrantes da banda.

 

 

O filme, dirigido por Charles Laughton, é estrelado por Robert Mitchum no papel de um serial killer que se passa por um padre, que encanta os cidadãos de uma pequena cidade do interior e persegue um casal de crianças, com o objetivo de botar as mãos em 10 mil dólares roubados pelo pai delas. Antes de morrer, o pai havia escondido o valor dentro da boneca da menina e pedido para que ambos não contassem a ninguém sobre o paradeiro do dinheiro.

 

A trama – e as cenas do clássico filme – serviram de inspiração para a OUTONO, que ganhou visibilidade com a faixa, que veio na sequência de outros singles impactantes, como “Confessional”, “Brighter than The Sun” e “Shades Before Dawn”. Junto aos lançamentos, a banda segue fazendo apresentações ao vivo, nas quais toca outras canções inéditas de seu já vasto repertório.

 

A fusão de diferentes expressões artísticas, como a música e o cinema, promove um valioso intercâmbio cultural, como explica Guto Diaz: “Não somente o cinema e a literatura, mas as artes em geral, manifestações culturais e a própria realidade servem de inspiração para a nossa música. Não é a primeira vez que me baseio em temas tirados do cinema ou da literatura. Algumas músicas do álbum de estreia da The Secret Society, Rites Of Fire, são alguns exemplos: ‘Deciduous’ (Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis), ‘Mephistofaustian Transluciferation’ (filme Fausto, de Jan Švankmajer), ‘Memento Mori’ (Bobók, de Dostoiévski), e por aí vai. Acho que a grande vantagem é poder absorver ideias nesse intercâmbio de inspiração entre as diversas artes”.

 

A OUTONO, formada pelo baixista e vocalista Guto Diaz, pelo guitarrista Fabiano Cavassin e pelo baterista Wlad Zechner, carrega consigo grande experiência adquirida no decorrer das décadas. No passado, alguns deles estiveram em bandas importantes como Primal e The Secret Society, com as lançaram discos icônicos e dividiram palco com gigantes como Dee Snider, Europe e The Sisters of Mercy, entre muitos outros.

 

Deixe-se abraçar pelas gentis e soturnas melodias da OUTONO, que segue intenso ritmo de trabalho. Siga o grupo nas redes sociais @outono_band e fique atento aos futuros lançamentos.

Rockarioca Convida #2 traz Carbona (toca Back to Basics) & Os Vulcânicos

O coletivo Rockarioca, fundado em 2020 com alguns dos mais relevantes artistas de rock do Rio de Janeiro, promove o ROCKARIOCA CONVIDA #2 – com as bandas CARBONA (toca Back to Basics) & OS VULCÂNICOS na quinta-feira 10 de agosto no LA ESQUINA (Mem de Sá, 61 – Lapa/RJ).

 

 

O evento mensal, que acontece todas as 2ªs quintas-feiras do mês no La Esquina, traz em sua segunda edição as bandas CARBONA – com 11 discos, um DVD e mais de 20 anos de estrada, a banda vai tocar na íntegra o disco Back to Basics de 1999, que acaba de ser lançado em vinil na Itália – e OS VULCÂNICOS, banda que vira monstro no palco e leva o público à loucura com seu punk garage rock.

 

 

CARBONA
“No final de 1999 o CARBONA lançou seu segundo disco, “Back to Basics”, pela 13 records. O álbum acabou ficando marcado como o mais importante da primeira fase da banda, quando ainda cantava em inglês. A partir de 2002, no seu sexto disco, o CARBONA cantou em português, e as músicas em inglês foram naturalmente saindo do set.

 

Em 2023 o selo italiano Radiation Records relançou o “Back to Basics” em uma edição caprichada em vinil branco, e o trio, com a presença do baterista Pedro (atualmente morando nos EUA) marcou dois shows comemorando o fato e relembrando pela primeira vez em duas décadas essas músicas.”

 

OS VULCÂNICOS
“Retomando a lascividade do rock de garagem, tocado com a intensidade e urgência do punk rock, em 2020, Os Vulcânicos lançam pela Abraxas Records, seu novo Ep, Deus Monstro. As 5 faixas ganham nova abrasividade e letras em português com o retorno de Alam Ribeiro (voz/guitarra) dividindo os vocais com Filipe “Ratão” Proença (voz/baixo), Dony Escobar (guitarra/voz) e Zozio Leão (bateria/ voz).

 

Iniciado em 2009, o grupo lança “Os Vulcanicos” (2010) e “El Truco” (2013) ainda em trio, sendo então responsáveis por dar vida a uma região quase esquecida no bairro da Lapa, tocando e organizando eventos semanalmente, onde também recebiam outras bandas e artistas. Durante a pandemia do COVID-19 lançaram ainda o single/vídeo da música Pântanos (2021).

 

LINKS

– Ouça Carbona

– Ouça Os Vulcânicos

– Conheça ROCKARIOCA

 

SERVIÇO

– Evento: Rockarioca Convida #2
– Shows: Carbona (toca Back to Basics) + Os Vulcânicos
– Quando: Quinta-feira 10 de agosto – das 19h30 às 23H
– Onde: La Esquina (Av Mem de Sá, 61 – Lapa/RJ)
– Ingressos: R$30 no dia / R$20 adiantado no Sympla

Em tom de despedida, Kevin Martin, do Candlebox fala sobre o novo álbum e futuro da banda

A 30 anos na estrada, a contar do lançamento do seu álbum de estreia auto-intitulado “Candlebox”, Kevin Martin ( vocalista da banda) diz que está pronto para se afastar da indústria musical.

 

Eles lançarão o álbum “The Long Goodbye” no próximo dia 25 (Agosto) marcando a despedida da banda.

 

Kevin Martin diz ainda, estar se sentindo muito bem com o novo álbum, destacando o lançamento da faixa “Punks” que fala sobre o começo difícil de bandas que surgem como uma “grande novidade”  porém fadadas ao “fracasso”.

 

“Quando você é faz parte da segunda leva de uma cena musical, ninguém realmente espera que você se saia bem”, diz Kevin. Embora todas as críticas ao Candlebox o incomodassem na época, ele diz que acabou encontrando um lado positivo.

 

“Se eles estão falando sobre nós, isso significa que eles estão pensando em nós, o que significa que eles provavelmente nos ouviram.” completa, Kevin.

 

“The Long Goodbye”

“É um álbum incrivelmente diferente para nós. E eu acho que as pessoas vão ficar agradavelmente surpresas ou vão absolutamente odiar cada grama dele. Mas sempre fomos um pouco polarizadores com os discos que lançamos. Por que parar agora?” diz Kevin.

 

Enquanto não chega a hora do lançamento de “The Long Goodbye”, confira o vídeo do single “Punks”

 

 

Assista também…

– Kevin Martin, vocalista do Candlebox, fala exclusivamente com a Rockstage Brasil

Angra revela tracklist do álbum Cycles Of Pain e confirma lançamento do single “Ride Into The Storm”

Angra revela tracklist do álbum Cycles Of Pain e confirma lançamento do single “Ride Into The Storm”. Faixa será disponibilizada nas plataformas digitais e com com videoclipe no YouTube no dia 04 de agosto

 

O Angra, que lança em novembro o 10º álbum de estúdio da carreira, Cycles of Pain, revelou mais detalhes sobre esse tão aguardado trabalho. O disco, que será lançado mundialmente pela renomada gravadora europeia Atomic Fire, trará doze faixas inéditas, e conta com uma série de convidados, incluindo Amanda Somerville, em “Tears of Blood”, os artistas brasileiros Lenine (“Vida Seca”), Vanessa Moreno em “Tide Of Changes – Part II” e “Here In The Now”, e Juliana D’Agostini no piano, também em “Tears Of Blood”.

 

Antes da chegada de Cycles of Pain às lojas, o Angra solta no dia 04 de agosto o single e videoclipe de “Ride Into The Storm”, primeira música do álbum a ser disponibilizada aos fãs.  Faça o pré-save aqui: https://angra.afr.link/rideintothestormPR

 

 

 

O guitarrista e fundador do grupo, Rafael Bittencourt, analisa:

 

“Esse é um registro muito especial para nós por várias razões: primeiramente, muito se passou desde nosso último lançamento, em 2018. Nos últimos cinco anos  vivemos muitas dores pessoais e coletivas, desafios, frustrações, glórias e sucesso, numa montanha-russa de emoções que viraram um caldeirão gigante de assuntos e inspirações. No ano de 2019 faleceu meu pai e, poucos meses após, o Andre Matos, que foi um impacto em minha vida. Conheço as dificuldades dos meus companheiros de banda também. A pandemia deixou marcas em todos nós, lidando diariamente com a sombra da doença e da morte. Portanto, esse é um álbum denso, de vivências e dores acumuladas. Acredito que este álbum fará a diferença na vida de muita gente e estabelecerá um novo padrão dentro do nosso estilo”, conta.

 

O álbum Cycles of Pain está disponível na pré-venda: https://angra.afr.link/cyclesofpainPR

 

O álbum Cycles of Pain foi produzido, mixado e masterizado por Dennis Ward, amigo de longa data da banda, afinal, trabalhou em álbuns clássicos do Angra como Rebirth e Temple of Shadows. As gravações foram realizadas nos estúdios Sonastério e Elephant Office no Brasil, enquanto a mixagem e masterização foram feitas no The TrakShak, na Alemanha. A capa foi concluída por Erick Pasqua, enquanto Jonathan Canuto cuidou do layout.

 

Cycles Of Pain - Arte de Capa do Angra
Cycles Of Pain – Arte de Capa

 

“A combinação de elementos – um anjo da morte com asas brilhantes e desgastadas adornadas com símbolos religiosos e pagãos, uma floresta escura com fogo e chuva, a prevalência de elementos brasileiros – transmite uma narrativa mais profunda sobre o tema do álbum e a interpretação musical. Transmite a ideia de que a dor é uma experiência recorrente e transformadora, abrangendo aspectos espirituais e terrenos e nos encorajando a mergulhar nas profundezas de nossa própria dor, explorar suas muitas dimensões e encontrar força e cura na jornada desses ciclos”, explica o baixista Felipe Andreoli.

 

Confira a tracklist de Cycles of Pain, que será lançado em 3 de novembro, nos formatos CD em acrílico, digipack, vinil em diversas cores e no formato digital:

 

  1. Cyclus Doloris
  2. Ride Into The Storm
  3. Dead Man On Display
  4. Tide Of Changes – Part I
  5. Tide Of Changes – Part II
  6. Vida Seca
  7. Gods Of The World
  8. Cycles Of Pain
  9. Faithless Sanctuary
  10. Here In The Now
  11. Generation Warriors
  12. Tears Of Blood

 

O Angra está na estrada há mais de trinta anos, inclusive, está realizando shows pelo Brasil para celebrar essa marca histórica. Em agosto, o quinteto realiza uma apresentação acústica em Curitiba, na Ópera de Arame, para a gravação do primeiro DVD acústico. Aclamado desde os anos 1990 como um dos grandes nomes do metal brasileiro com alcance mundial, o Angra, empresariado pela Top Link Music, atualmente conta com os guitarristas Rafael Bittencourt e Marcelo Barbosa, o baixista Felipe Andreoli, o vocalista Fabio Lione (Rhapsody, Vision Divine) e o baterista Bruno Valverde. Em grande fase, o Angra promete iniciar um novo capítulo de sua jornada com Cycles of Pain.

 

Angra
www.angra.net
www.instagram.com/angraofficial

 

Top Link Music
www.toplinkmusic.com
www.instagram.com/toplinkmusic

Os últimos dias de Layne Staley

De todas as bandas de Seattle do final dos anos 1980 e início dos anos 1990, sempre pareceu que o Alice in Chains rumava para um outro caminho sonoro. Claro, muito desse movimento ‘grunge’ viu as bandas fornecerem sua própria opinião sobre o que quer que o grunge fosse (Clique aqui e leia nosso artigo sobre a história do grunge).

 

Alice in Chains, sempre beirava o metal, o glam metal em particular. A banda teve seu início a partir das cinzas de uma banda anterior chamada Alice N ‘Chains, que gostava muito de hard rock, glam e speed metal.

 

 

Alice in Chains teve uma excelente carreira no mundo do rock alternativo e foi formado em 1987 por Jerry Cantrell, Sean Kinney, Mike Starr e Layne Staley, embora Starr fosse substituído por Mike Inez em 1993. O primeiro álbum da banda,  Facelift , seria fortemente influenciado pelo glam metal, embora tenha começado a fazer ondas na cena grunge de Seattle que se seguiu.

 

 

Vários registros magníficos se seguiram, incluindo a obra-prima da banda,  Dirt, em 1992, bem como o suposto EP acústico  Jar of Flies, em 1994, e seu terceiro trabalho de estúdio,  Alice In Chains.

 

Discografia Alice In chains

 

O vício de Layne Staley

No entanto, a banda experimentou um longo período de inatividade a partir de 1996, devido ao uso extensivo de drogas de Layne Staley.

 

Em entrevista à  Rolling Stone naquele ano, Staley disse :

 

“As drogas funcionaram para mim por anos, e agora estão se voltando contra mim, agora estou caminhando pelo inferno, e isso é uma merda. Eu não queria que meus fãs pensassem que heroína era cool.”

 

Com a morte de Kurt Cobain, Staley inicialmente ficou sóbrio com o medo de que pudesse ocorrer o mesmo (e também por pressão da mídia e dos colegas de banda) mas logo recaiu no vício. Ele frequentou várias instalações de reabilitação, mas nunca conseguia ficar limpo por muito tempo. No final de 1996, a namorada de Staley, Demri Lara Parrott, morreu de overdose de drogas, e Staley foi posteriormente colocado sob vigilância de suicídio 24 horas. Ele então caiu em uma depressão profunda e escura.

 

O autor David de Sola, responsável pelo recente livro Alice In Chains: The Untold Story (adquira o livro clicando aqui), divulgou recentemente uma pequena história sobre o relacionamento dos dois e o casamento que acabou não acontecendo.

 

Leia na íntegra, abaixo:

 

Pessoas que conheciam os dois geralmente concordam (e me dizem) que Layne nunca superou a morte de Demri. Ele já era bem recluso em 1996, mas após a morte dela, só gravou algumas faixas (com a banda Despiseley Brothers, duas músicas do Alice In Chains, e um cover de Pink Floyd para uma trilha sonora de filme). Ele ia gravar vocais de apoio para uma música do Taproot, mas seu corpo foi encontrado logo antes de uma sessão de gravações acontecer.

 

A última vez que a Kathleen Austin – mãe de Demri – viu Layne foi em 1997. Ele queria um urso de pelúcia que a Demri tinha com ela no hospital. Austin pegou o urso de volta após ele ter sido encontrado com os demais pertences de Layne após sua morte. Ela também tinha o anel de noivado da Demri, dado por Layne. O noivado foi cancelado, mas ela chegou a escolher um vestido. Eles tinham escolhido o Kiana Lodge na Bainbridge Island como o local do casamento, e esse foi o motivo pelo qual o funeral para a família e amigos de Layne foi feito lá, em 2002.

 

Mike Starr disse que ele seria o padrinho no casamento de Layne e Demri. Nem a mãe de Demri nem o padrasto de Layne puderam confirmar isso. Estava pensando nos dois ontem e hoje, e o que poderia ter sido. Descansem em paz, Layne e Demri.

 

Demri Parrot e Layne Staley
Layne e sua namorada – Demri Parrot – que veio a falecer de overdose de drogas

 

Em abril de 1997, Staley comprou um apartamento no University District de Seattle. Infelizmente, Staley raramente deixaria este apartamento nos anos seguintes. No entanto, Jerry Cantrell afirmou que ele e outros membros do Alice in Chains costumavam sair com Staley no apartamento.

 

Jerry Cantrell: “Eu ia até a casa dele, e ele ficava brincando comigo, ele escrevia o tempo todo. eu também. Ele tocava coisas para mim; Eu tocava coisas para ele, vice-versa.”

 

Por volta de 1999, Staley vivia com uma dieta de heroína, cocaína e suplemento alimentar, Endure. Ele passava o tempo jogando videogame, pintando e dormindo. Dizia-se que ele ia à Toys ‘R’ Us comprar jogos e voltava sozinho para casa. O baterista do Alice in Chains, Sean Kinney, uma vez se abriu sobre o afastamento de Staley da sociedade e sua depressão.

 

Kinney disse : “Chegou a um ponto em que ele se manteve tão trancado, tanto física quanto emocionalmente. Continuei tentando contato. Três vezes por semana, como um relógio, eu ligava para ele, mas ele nunca atendia. Toda vez que eu estava na área, eu estava na frente de sua casa gritando por ele. Mesmo que você pudesse entrar no prédio dele, ele não abriria a porta. Você telefonava e ele não atendia. Você não pode simplesmente chutar a porta e agarrá-lo, embora muitas vezes eu tenha pensado em fazer isso. Mas se alguém não se ajudar, o que, realmente, qualquer outra pessoa pode fazer?”

 

Layne Staley é encontrado morto

Em abril de 2002, foi relatado pelos contadores de Staley que nenhum dinheiro foi retirado de sua conta bancária em duas semanas. A polícia foi chamada e visitou o apartamento de Staley com sua mãe, Nancy McCallum, onde descobriram que o corpo de Staley havia começado a se decompor, pesando apenas 39 quilos. A autópsia revelou que Staley morreu de overdose de speedball – uma mistura de heroína e cocaína.

 

Resta saber se algum dos amigos de Staley fez um esforço genuíno para salvar seu amigo de sua destruição iminente. Eles claramente estavam preocupados o suficiente. O ex-baixista do Alice in Chains, Mike Starr, foi a última pessoa a ver Staley e, ao tentar ajudar seu ex-vocalista, os dois discutiram porque Starr se ofereceu para ligar para o 911. Staley ficou furioso e Starr foi embora, para nunca mais ver seu amigo novamente.

 

Na entrevista final de Staley antes de sua morte, ficou claro em que estado ele havia se metido.

 

Ele disse: “Eu sei que estou morrendo. Eu não estou indo bem. Não tente falar sobre isso com minha irmã Liz. Ela saberá disso mais cedo ou mais tarde. Esse maldito uso de drogas é como a insulina que um diabético precisa para sobreviver. Não estou usando drogas para ficar chapado como muitas pessoas pensam. Eu sei que cometi um grande erro quando comecei a usar essa merda. É uma coisa muito difícil de explicar.”

 

“Eu sei que estou perto da morte”, acrescentou Staley. “Eu usei crack e heroína por anos. Eu nunca quis terminar minha vida dessa maneira. Eu sei que não tenho chance. É tarde demais. Eu nunca quis aprovar essa porra de uso de drogas. Não tente entrar em contato com nenhum membro do Alice in Chains. Eles não são meus amigos.”

 

 

A presença de Staley no mundo do rock alternativo fez muita falta, não apenas desde sua morte em 2002, mas desde o início de seu isolamento em 1996. Ele era um vocalista genuinamente talentoso que compartilhou com o mundo sua trágica história de vício e depressão por meio de faixas icônicas como ‘Down In A Hole’, ‘Junkhead’ e ‘Dirt’. Como seu contemporâneo, Kurt Cobain, ele faz falta tragicamente, embora sua estrela continue brilhando no céu e em nossos corações.

 

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Com o surgimento do rock and roll no final da década de 50 nos EUA e, especialmente, a famosa beatlemania dos anos 60, a cena musical do Rio Grande do Sul nunca mais foi a mesma. Neste artigo apresentamos 15 bandas e artistas que foram muito importantes para a cena roqueira gaúcha.

 

1. Bixo da Seda

No final da década de 1960, com o surgimento da psicodelia e do tropicalismo, algumas bandas locais seguiram esta trilha. Entre estas se destacou o Liverpool, que depois nos anos 1970 se converteria no Bixo da Seda.

 

A banda chegou a alcançar certo reconhecimento nacional, viajando pelo Brasil com o seu trabalho autoral, participando de festivais de música, conseguindo, eventualmente, um contrato de gravação que a faria mudar-se para o Rio de Janeiro.

 

 

 

2. Garotos da Rua

Garotos da Rua foi uma banda brasileira de Rock’n’Roll, formada por músicos da cidade do Rio Grande, em 1983. A banda fez muito sucesso nas rádios e tinha como frontman o eterno Bebeco Garcia.

 

A banda alcançou sucesso nacional nos anos 80 com a canção “Tô de Saco Cheio”, que tornou-se um clássico do Rock gaúcho.

 

 

3. TNT

O TNT surgiu em meados dos anos 80 em Porto Alegre como uma banda tipicamente adolescente, com seus integrantes tendo a idade variando entre 17 e 18 anos e contando com a dupla compositora Charles Master e Flávio Basso, que compuseram a maioria das músicas lançadas no primeiro disco da banda.

 

Ao contrário de bandas que estavam em ascensão em outros estados brasileiros (Ira!, Legião Urbana e Titãs, por exemplo), que tinham a política como tema constante, o TNT fazia um som que tratava principalmente das desilusões amorosas no cotidiano.

 

 

4. Os Cascavelletes

Os Cascavelletes foi uma banda gaúcha de rock and roll, formada em Porto Alegre, no ano de 1985 e que teve um tempo muito curto de duração, mas continua sendo muito influente até os dias atuais pelo o seu som irreverente e com letras polêmicas.

 

Os Cascavelletes surgiram quando Flávio Basso (contrabaixo e voz) – que mais tarde se tornaria o gênio incompreendido Júpiter Maçã – ex TNT juntaram-se a Frank Jorge ex-Prisão de Ventre; e atual Graforréia Xilarmonica (guitarra e backing vocal). Existem várias teorias sobre o motivo referente a saída de Flávio Basso do TNT. Uma delas seria pela divergência referente à sonoridade e aos temas abordados nas composições, que por algumas vezes poderiam conflitar com os tabus vigentes na época.

 

De acordo com Basso e Van Soria, o termo “Cascavelletes” é uma junção das palavras “cascavel” e “Marvelettes“, quarteto feminino americano formado na década de 1960, inspirados no trocadilho “beat/beatles“.

 

 

5. Os Replicantes

Em 1983, na contramão de toda sonoridade da capital gaúcha da época dos anos 80 – surgiram Os Replicantes.

 

Os Replicantes fazem um punk rock diretamente influenciado por bandas punks européias. O nome da banda é uma referência aos andróides do filme Blade Runner, de 1982, de Ridley Scott, no qual os “replicantes” do filme eram andróides muito parecidos com os seres humanos, que enfadavam os humanos na Terra.

 

A banda está na ativa desde 1983 e já passou por várias trocas de formação. Atualmente, conta com Júlia Barth nos vocais, Cláudio Heinz na guitarra, Heron Heinz no baixo e Cléber Andrade na bateria.

 

Ao longo de sua história, a banda de punk rock registrou mais de cem canções, que foram divididas em mais de uma dezena de álbuns. E, por sua importância para o gênero, já fez três turnês europeias e tocou em diversos festivais de rock pelo país.

 

 

 

Letra de Festa Punk (Os Replicantes)

Quero uma festa que não tenha Stones
Gosto muito deles, mas quero os Ramones
Quero uma festa que não tenha Beatles
Se é pra recordar prefiro Sex Pistols

Quero uma festa punk
Quero uma festa punk
Quero uma festa punk
Quero uma festa punk

Quero uma festa em que eu possa dançar
Clash, Undertones e GBH
Discharge no banheiro, Exploited na cozinha
Conflict na escada e Vibrators no sofá

Quero uma festa punk
Quero uma festa punk
Quero uma festa punk
Quero uma festa punk

Quero uma festa com os Kennedys
Eles é que sabem o que é hardcore
Depois pra resfriar, pra afastar os Junkies
Poguear um monte ouvindo Circle Jerks

Quero uma festa punk
Quero uma festa punk
Quero uma festa punk
Quero uma festa punk

 

 

6. Engenheiros do Hawaii

A história do Engenheiros do Hawaii começa lá em 1985, em Porto Alegre. A banda contava com o gênio Humberto Gessinger, Marcelo Pitz, Carlos Maltz, Augusto Licks entre outros músicos na formação.

 

Basicamente era uma banda estudantil que curtia ficar em casa discutindo Camus ou Andy Warhol criaram letras filosóficas, críticas e profundas, dignas de discussões em mesas de bar. Nas composições, os filósofos Nietzsche, Sartre e Camus, além de autores, como George Orwell, Carlos Drummond de Andrade, Moacyr Scliar, Ferreira Gullar e Rimbaud eram fontes de inspiração para escrever as letras.

 

Amados por muitos e odiados por alguns, difícil mesmo é negar a importância, expressividade e contribuição dos Engenheiros para o rock nacional.

 

A sonoridade da banda é bastante permeada por influências do rock progressivo, passando pela jovem guarda, bossa-nova e tropicalismo. Principalmente no primeiro disco, de acordo com críticos, era possível notar influências do The Police e Paralamas do Sucesso.

 

 

7. Nenhum de Nós

Nenhum de Nós é uma banda de pop rock brasileira do estado do Rio Grande do Sul fundada em 1986. Em 1988, a música de trabalho do primeiro disco, Camila, Camila torna-se um hit nacional, chegando ao 3° lugar na parada brasileira. Com mais de 3 décadas de carreira, 13 álbuns de estúdio, 5 álbuns ao vivo e três DVDs, a banda já fez mais de 2000 shows e vendeu mais de 3,5 milhões de discos.

 

 

8. Tequila Baby

Tequila Baby é uma banda de punk rock brasileira formada na cidade de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul, no ano de 1994. A Banda já contou com variadas formações e tem como principais integrantes Duda Calvin no vocal e James Andrew na guitarra. Atualmente a banda está em um hiato indeterminado. Em 1996 lançou o primeiro disco, do qual se destacaram as faixas “Balada sangrenta” e “Sexo Algemas e cinta-liga”.

 

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De lá pra cá, Tequila Baby já dividiu o palco com outras bandas importantes do cenário punk, entre elas, NOFX (Assista o documentário Punk in Drublic clicando aqui), Marky Ramone (chegando a gravar um DVD Ao Vivo no Bar Opinião, importante casa de show de Porto Alegre), The Intruders e Bad Religion.

 

 

9. Cachorro Grande

A Cachorro Grande é uma daquelas bandas de rock que parece ter saído de um túnel-do-tempo e que nasceu para dar uma oxigenada no rock n roll nacional. Influenciados pelas principais bandas clássicas britânicas de rock n roll – Beatles, Stones, Kinks, Yardbirds, The Who entre outras, a banda entrega uma sonoridade que resgata o bom e velho rock n roll gaúcho lá do início dos anos 80, assim como tantas outras, como Os Efervescentes, TNT, Cascavelletes e muitas outras.

 

O nome Cachorro Grande veio do fato que, no início da banda, ainda sem músicas próprias, fazia parte do repertório do grupo, covers de bandas como The Rolling StonesThe Beatles. Para escolher quais canções tocar, era uma “briga de cachorro grande”, expressão usada no Rio Grande do Sul para se referir a algo muito complicado. Então, o nome da banda ficou Cachorro Grande.

 

 

 

10. Acústicos e Valvulados

Para os apaixonados e simpatizantes por rock gaúcho dos anos 1990, a banda Acústicos & Valvulados foi uma das figuras marcantes da época. Formada em 1991 na cidade de Porto Alegre, a banda conta com cinco discos gravados em estúdio, o grupo lançou também, em 2007, um álbum acústico. Em 2008 foi lançado, pelo selo Olelê Music, o DVD Acústico, ao Vivo e a Cores, gravado no Clube Leopoldina Juvenil em Porto Alegre.

 

A banda é composta atualmente por Rafael Malenotti (vocal), Alexandre Móica (guitarra), Diego Lopes (baixo e teclado), Paulo James (bateria), Luciano Leães (teclado) e Daniel Mossmann (guitarra e baixo). A formação original contava com Roberto Abreu, baixista que não integra mais a banda. Diego Lopes, Luciano Leães e Daniel Mossmann vieram na segunda formação.

 

 

 

11. Cowboys Espirituais

Formado em 1997 pelo cantor e compositor Julio Reny e o guitarrista Marcio Petracco, Cowboys Espirituais é um supergrupo de country rock de Porto Alegre, Rio Grande do Sul formado por Júlio Reny (Expresso Oriente), Márcio Petracco (TNT) e Frank Jorge (Graforréia Xilarmônica).

 

 

12. Graforréia Xilarmônica

Graforréia Xilarmônica é uma banda brasileira de rock alternativo formada em 1987, em Porto Alegre, inspirada na Jovem Guarda e nos grupos estrangeiros dos anos 60. A banda criou um som bem humorado, divertido e despreocupado, com alguns toques de música nativista do Rio Grande do Sul.

 

 

13. Bidê ou Balde

A banda foi criada no final da década de 90, em Porto Alegre, RS. Influenciada principalmente pelo Rock da década anterior, a iniciativa partiu do vocalista Carlinhos Carneiro e do guitarrista Rossato.

 

O nome da banda não tem uma justificativa certa. A cada vez que são questionados sobre isso, os membros do grupo dizem uma razão diferente. A principal é que eles foram influenciados por bandas que também começam seus nomes com a letra B (Beck, Blitz ou B-52’s). Era pra se chamar “Bidê”, mas a outra metade da banda preferia “Balde”. Então por semanas ficaram nesse dilema: Bidê ou Balde? Acabaram por deixar as duas palavras “BIDÊ OU BALDE”.

 

 

 

14. Cartolas

Cartolas é uma banda brasileira, com influências de rock and roll e MPB, formada em 2003 na cidade de Canoas, no Rio Grande do Sul. A banda foi ganhadora do festival “Claro que é Rock” de 2005 e do Prêmio Açorianos de Música, o maior certame de música do Rio Grande do Sul, em 2007, na categoria melhor disco pop, tendo recebido três indicações para o prêmio, entre elas melhor instrumentista e melhor vocalista.

 

 

15. Identidade

Identidade é uma banda de rock de Porto Alegre, que mesmo depois de 17 anos de história não se cansou de meter o pé na estrada. Com quatro discos lançados e um DVD, os caras já percorreram muitos quilômetros pela América levando o tesão do rock and roll consigo.

 

Com shows eufóricos, riffs eletrizantes e melodias rockeiras, a banda já tocou em festivais como Planeta Atlântida, Bananada, Aniversário Ipanema FM, Aniversario Radio Pop Rock, Gig Rock, Morrostock, entre outros. Em 2013 lançou o DVD 3X Rock, ao lado d’Os Replicantes e Acústicos e Valvulados, com sold out.

 

Em setembro de 2015 fizeram seu primeiro Tour fora do Brasil. Realizaram três shows na Argentina ao lado dos Inmigrantes. Participaram também do Projeto Latino América 360 ao qual reuniu três bandas de países diferentes.

 

 

 

 

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