Graduado em letras, professor de português, músico, compositor, redator, divulgador musical, produtor de conteúdo, editor, curador musical e influenciador digital.
Retomar a carreira e fazer o que ama, não é todo mundo que está disposto a isso. O músico Fernóliver está e em 2025 provou isso lançando um EP de releituras de singles que já havia lançado, mas agora com uma nova roupagem. Sua sonoridade traz influências de Rock Alternativo, Pop Rock e Post Grunge, flertando com bandas como Incubus, por exemplo.
Além de boa sonoridade instrumental, as letras reflexivas e os bons refrãos também marcam presença em seu trabalho.
Clique abaixo para ouvir o EP Nossos Dias (2025) agora mesmo.
As novas releituras trazem influências modernas para o som, flertando até com elementos de Post Rock e elementos Eletrônicos. Mas, além das boas releituras, há uma faixa inédita: Nossos Dias – Acústico.
Além de Fernóliver nos vocais, violão e guitarras, a banda que o acompanha conta com: Bruno Ric’s na bateria, Léo Fox na guitarra e Nelson Rodrigo no baixo.
Para saber mais sobre Fernóliver, basta clicar abaixo.
Nos dias de hoje, muitas pessoas não prestam atenção no que estão lendo e nem no que estão cantando. Infelizmente, a leitura passou a ser algo superficial, formando uma geração de pessoas que não sabe interpretar as informações que recebe. Kurt Cobain pareceu perceber isso há mais de 30 anos quando lançou a faixa In Bloom.
Trazendo uma letra com frases desconexas e aleatórias, você só consegue entender o que o músico quer realmente dizer quando a faixa chega ao refrão, descrevendo alguém que ama cantar certas músicas, mas não entende nada do que elas dizem. É uma crítica direta a pessoas que podem até ser criticadas, mas não percebem por não prestarem atenção no que está sendo dito e na postura da banda.
Um grande exemplo dessa situação é Axl Rose, o líder da banda de Hard Rock chamada Guns N’ Roses. O vocalista apareceu usando um boné do Nirvana e elogiando o som da banda em uma entrevista, chegando até a convidar Kurt Cobain e sua banda para uma turnê em conjunto; convite prontamente recusado pelo Nirvana. Para Kurt, Axl representava tudo o que ele ia contra: alguém machista que trata mal as mulheres e pessoas de menor poder aquisitivo.
Ver pessoas como Axl Rose gostando de seu trabalho, mas não entendendo a postura da banda e suas letras é o que pode ter motivado Kurt a escrever In Bloom. Não que ele a tenha feito pensando em Axl, até porque quando Kurt a escrevera não tinha nem ideia de que um dia sua banda seria muito conhecida, mas saber que existem pessoas que se dizem fãs da banda mas não entendem suas letras e, mesmo assim, as saem cantando por aí incomodava muito o líder do Nirvana.
O refrão de In Bloom critica severamente esse tipo de gente, tratando-os com bastante ironia.
Sempre achamos que temos muito tempo, até que, de repente, o tempo acaba. A música Semana que Vem da Pitty traz uma reflexão muito séria sobre isso: sobre não deixar de fazer o que se pode fazer agora porque não temos controle do nosso tempo.
A faixa é bem reflexiva e faz parte do álbum de estreia da Pitty, o Admirável Chip Novo (2003).
Muitas vezes fazemos questão de ajudar os outros, de fazer tudo o que podemos para agradar os demais e acabamos nos deixando de lado. Infelizmente, essa escolha faz com que nossos sonhos, nossas vontades e nossas escolhas fiquem para um depois que pode nem chegar a acontecer. Procrastinamos sonhos, metas, objetivos, passeios, férias e, no fim, pagamos com o que temos de mais valioso: nosso tempo. E ele não volta.
A letra da música de Pitty reflete exatamente sobre isso. Muitas vezes ficamos esperando a “hora perfeita”, mas ela parece nunca chegar. Acabamos sufocando nossos sonhos em prol de prazeres momentâneos e passageiros, acabamos adiando nossa vida e nem conseguimos perceber se na verdade estamos vivendo ou apenas sobrevivendo.
Escolhas. Muitas vezes, achando que estamos fazendo o certo, vamos deixando para depois o que nos faria feliz e, de repente, esse depois não chega e o tempo se acaba. A vida é um sopro e amanhã já pode ser tarde demais, pode nem existir.
Quem nunca sentiu saudades de um grande amor? Na letra de Amores Imperfeitos essa saudade fica bem clara, mostrando a frustração de ver um grande amor indo embora e a saudade ficando escancarada pelo eu lírico, torcendo por uma chance de poder viver aquilo novamente.
“Amores imperfeitos são as flores da estação”, a verdade é que todos temos defeitos, então é impossível que qualquer relação seja perfeita. Sempre enfrentaremos dificuldades e cabe a nós sabermos lidar com elas, sabermos enfrentar essas situações para seguirmos em frente ao lado de quem amamos.
Viver um “amor imperfeito” é viver um amor real, afinal, o que nos resta é saber aceitar qual defeito e qual situação lutaremos para enfrentar e aceitar, uma vez que a perfeição aqui sempre será uma utopia.
Sentir saudade de alguém e querer viver novamente esse amor não é fraqueza, é apenas sinceridade, é apenas mostrar que aquilo que foi vivido é real. Pode até ser que a outra pessoa não pense assim ou não queria, é possível, mas essa situação não vai mudar o que a primeira pessoa sente: a verdade deve ser dita; o orgulho de fingir que não se sente nada não vai levar ninguém a lugar algum.
A música marca uma nova fase na carreira do Skank e foi lançada no disco Cosmotron (2003), trabalho que contou com outros sucessos como Dois Rios e também Vou deixar. Aqui a banda já havia deixado para trás aquela sonoridade inicial do Reggae e passava a trazer um estilo mais voltado para o Classic Rock e para o Indie Rock, flertando com Música Brasileira, com o Clube da Esquina, por exemplo, além de influências de Beatles e bandas de Rock dos anos 2000 como Artic Monkeys e Strokes.
A letra não é um pedido desesperado de volta, mas é uma constatação da saudade, uma constatação de que tudo poderia ter sido diferente. Às vezes, com um tempo separados, é possível rever os erros e amadurecer as atitudes, tentando encontrar uma forma de ser uma pessoa melhor. Às vezes se quer tanto esquecer alguém que não se percebe que isso não irá acontecer tão fácil, afinal, você está diante do amor de sua vida. Pode até ser um “amor imperfeito”, mas também é, com certeza, um amor real.
Você só consegue ajudar alguém que quer ser ajudado. Infelizmente, Jerry Cantrell viu seu grande amigo, Layne Staley, ir se despedindo aos poucos da vida. Infelizmente, ele desistiu de viver.
O vocalista e frontman do Alice in Chains sempre conviveu com a angústia e depressão, porém essa condição aumentou ainda mais quando sua noiva, Demri Parrot, faleceu, no ano de 1996. Depois dessa situação, a escolha de Layne de deixar esse mundo ficou clara e não importava o quanto seus amigos tentassem ajudá-lo. E eles tentaram.
O Alice in Chains ficou um bom tempo sem fazer shows por causa da condição de Layne. A banda ficou também sem lançar material inédito, encerrando sua trajetória com apenas dois singles inéditos inseridos em uma coletânea da banda. Layne partiu apenas em 2002, mas já havia desistido de viver e de lutar por sua vida havia anos.
Nos últimos tempos, o vocalista mal saía de casa. Infelizmente, ele se entregara a seus vícios e passava a maior parte do tempo no meio de entorpecentes, álcool, TV e videogame. Sempre sozinho, sempre solitário.
E não, não é que seus amigos haviam desistido dele; ele é quem havia desistido de si mesmo. Em Your Decision, single lançado em 2009, no primeiro álbum do Alice in Chains a não contar com Layne Staley, Jerry Cantrell deixou claro que a decisão de desistir da vida fora de Layne e que ele e seus parceiros tentaram ajudá-lo, mas o vocalista não queria ajuda.
A letra da música fala sobre a escolha feita por ele de partir, de desistir, de ir embora e “jogar tudo para o alto”. A letra fala sobre o esforço que tentaram fazer, mas que a escolha foi feita pelo próprio Layne e, depois disso, não havia mais o que fazer.
Esse single faz parte do álbum Black Gives Way to Blue (2009), um grande disco dedicado a Layne Staley e que marcou um momento de tristeza dos integrantes da banda após passarem por um período de luto pela perda de seu grande amigo. O álbum é denso, melancólico, mas também traz esperança de seguir em frente em meio à crise da perda.
No fim, você só consegue ajudar quem quer ser ajudado e não nos cabe a culpa de não conseguir fazer algo quando a pessoa que precisa não quer.
Todo mundo já sentiu falta de alguém, já experimentou a dor da saudade latejando no peito e quis gritar a plenos pulmões que o jogo iria virar. Mesmo que nem todos tenham essa coragem, Esteban Tavares, quando ainda era da Fresno, teve essa coragem e fez isso na música Milonga, faixa presente no álbum Redenção (2008), o trabalho mais comercial da banda.
É bem verdade que a mixagem do álbum não representa a real sonoridade da Fresno, basta ouvir os trabalhos anteriores e posteriores para perceber isso. Os outros trabalhos trazem guitarras mais intensas do que as que fazem parte do Redenção, mas, mesmo o álbum tendo esses problemas, apresenta algumas boas músicas e, dentre elas, a faixa Milonga merece destaque.
Sendo a faixa que fecharia o álbum, a gravadora deu uma espécie de “carta branca” para a banda, deixando-a fazer a música do jeito que queriam, afinal, a gravadora não apostaria nela como single de divulgação do trabalho. Com isso, os músicos prepararam uma faixa que foge do “mais do mesmo”, trazendo nuances distintas ao longo da música e encerrando com berros a plenos pulmões feitos pelo então baixista da banda, Esteban Tavares. Segundo ele, a ideia surgiu de improviso e ele fez um rascunho ali na hora da gravação mesmo e decidiu testar. O que era um teste segue sendo até hoje uma das partes preferidas dos fãs quando a banda, mesmo sem o Tavares hoje em dia, toca Milonga ao vivo.
A letra da música fala sobre um término de relacionamento e sobre saudade do que foi vivido, mas o destaque fica para o trecho berrado por Tavares que enfatiza que em algum momento “o jogo vai virar” e que a outra pessoa vai se lembrar do eu lírico e sentir saudade também, percebendo que deixou escapar de suas mãos o grande amor de sua vida. Mesmo que não seja de imediato, mesmo que demore um tempo, a outra pessoa ainda vai se lembrar do que foi vivido e vai sentir saudade, “o jogo vai virar”.
Essas frases ecoam nos ouvidos de quem ouve a música e nos faz refletir sobre saudade, sobre redenção e sobre o amor. Afinal, nem todos são sinceros com seus próprios sentimentos e em algum momento o jogo pode virar. Será que estaremos todos preparados para isso?
Pearl Jam é um dos maiores nomes do Rock de todos os tempos. Tendo seu início ali na década de 90 depois do fim da Mother Love Bone, a banda de Eddie Vedder já conquistou o sucesso com seu disco de estreia, o Ten (1991). Esse trabalho conta com grandes sucessos da banda e fez com que os músicos tocassem para multidões em todo o mundo.
A banda seguiu fazendo ótimos trabalhos e no início dos anos 2000 mudou um pouco sua sonoridade, trazendo influências de décadas anteriores ao seu som, flertando com trabalhos diferentes daqueles riffs agressivos do início da carreira. Além disso, no Festival de Roskilde lá na Dinamarca, no ano de 2000, a banda enfrentou um trauma: viu alguns fãs morrerem pisoteados durante um show. Essa trágica situação fez a banda até repensar seu futuro.
No ano de 2002 a banda vinha com um novo material inédito, o bom álbum Riot Act (2002). Nesse disco a banda trouxe uma música bem reflexiva sobre o amor, a Love Boat Captain. Sua maturidade misturada com a situação trágica ocorrida tempos antes fez com que os músicos criassem um trabalho reflexivo e impactante sobre esse importante tema para a vida do homem.
Na letra, a banda reforça que não há nada de novo além do que já foi dito pelos Beatles em “All You Need Is Love”, porém reforça essa frase e fala da importância do amor na vida das pessoas. A esperança de que encontrar o amor é o que faz a vida valer ainda mais a pena, deixar claro sua importância na vida das pessoas e mostrar que sem ele não somos nada.
A faixa traz um bom instrumental, mas o destaque fica para a emoção colocada por Eddie Vedder em cada frase e em cada vez que ele repete a importância desse sentimento e dessa atitude na vida das pessoas, seja o amor romântico, seja o amor fraternal. Segundo a banda, não há nada de novo além do que já foi dito: tudo o que nós precisamos é de amor e a letra reforça isso muito bem.
A música traz consigo a esperança de encontrar alguém e fazer a vida valer a pena, mostrar para o mundo que sem viver a experiência de amar, nós estamos apenas perdendo tempo por aqui. Love Boat Captain reforça a importância do amor e de buscá-lo em todos os momentos de nossas vidas.
O músico Breno Dallas acaba de lançar seu primeiro álbum de estúdio. O nome desse bom trabalho é Bicho Opaco & Outros Cantos (2025), álbum que conta com 11 faixas. Algumas das músicas já haviam sido lançadas em forma de singles, porém agora o músico apresenta a obra de forma completa, com começo, meio e fim.
Quer ouvir esse álbum agora mesmo? Clique abaixo.
Se você gosta de Rock Alternativo com influências de Folk Rock, de Música Brasileira, de Indie Rock e até de Post Punk, você não pode deixar de conferir o bom trabalho de Breno Dallas. A sonoridade traz referências dos anos 80 e também dos anos 2000. As letras são bem reflexivas e falam sobre questões pessoais, trazendo pensamentos sobre a vida e sobre o cotidiano.
Além de sua carreira solo, Breno também é vocalista da banda Fino Trapo, projeto de Rock Alternativo com mais de uma década de atividade e que conta com um material bem interessante, também disponível em sua plataforma digital preferida.
Você pode ouvir o trabalho na íntegra abaixo também.
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A frase mais atual e, ao mesmo tempo, que já está fazendo quase 40 anos dos Titãs é “Tudo tem que virar óleo para por na máquina do estado”. A frase é simples e direta, demonstrando a indignação da população com um estado cada vez mais forte, enquanto a população tem que se virar para sobreviver. O Brasil é um país com impostos altíssimos e vários cargos públicos, fazendo com que a população fique cada vez mais sem dinheiro para o básico.
Essa frase citada faz parte da faixa Desordem, um ótimo trabalho presento no disco Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (1987).
O tempo se passou, mas a verdade segue a mesma: tudo o que o país desenvolve, acaba mais nas mãos do governo do que da população. São taxas cada vez mais altas, são valores cada vez mais absurdos para termos serviços cada vez piores. A população segue, cada vez mais, enfurecida por não ver seu dinheiro sendo valorizado. Ao mesmo tempo que enfrenta isso, tem que lidar com um poder público cada vez mais forte, tirando a liberdade da população e aumentando seus próprios salários e gastos.
Outra frase marcante é “São sempre os mesmos governantes, os mesmos que lucraram antes”. O país acaba elegendo sempre as mesmas pessoas para os cargos públicos e, por algum motivo, espera resultados diferentes. Ora, se fosse para acontecer alguma melhoria real, ela já estaria presente.
A verdade é que nosso estado está cada vez mais inchado, enquanto a população segue cada vez mais “estrangulada” pelos impostos. Se nada mudar, se o povo não mudar, se a situação não mudar, não haverá um bom futuro para o Brasil, assim como não está havendo um bom presente. Não há país que se sustente tendo um estado cada vez mais forte, cada vez maior, cada vez mais poderosos e vendo o número de assistências distribuídas pelo governo sendo maior que o número de trabalhadores: a conta não fecha.
Esse “óleo” para manter “a máquina do estado” pode nos custar caro demais.
Todo mundo tem um amigo que não tem limites para a diversão e a música Bom é quando faz mal retrata exatamente isso. Sair, sem hora para voltar; beber demais, fazer churrasco e aproveitar ao lado dos colegas: a música traz a reflexão de que é mais divertido quando “faz mal”.
A letra descreve ambientes de festas e churrascos, mostrando que o que faz a diversão são as pessoas empenhadas e que não há motivos para não aproveitar cada um desses momentos. Mesmo que a sociedade julgue como algo que “faz mal”, a diversão pode ser encontrada em ambientes assim, principalmente em alguns momentos especiais.
O exagero pode ser divertido em algum momento, principalmente se ele não se tornar rotina. A celebração à vida e à diversão é colocada ao máximo nesse grande clássico da banda Matanza.
Nesse clima de fim de ano é o melhor momento para poder aproveitar com os amigos esses bons ambientes, afinal quem não gosta de beber um pouco de vez em quando e comer aquele churrasco entre amigos e família?
Segundo a letra, bom mesmo é correr atrás da diversão, não importa as condições. A reflexão mais importante é: a consequência virá de qualquer jeito; vale a pena passar a vida sem se divertir? Afinal, bom, mas bom mesmo, é quando faz mal.