Quando o Céu Escurecer, Vasta Clara

O projeto Vasta Clara, idealizado por Rikky Sainn, lançou em setembro de 2025 o seu primeiro EP, Quando o Céu Escurecer. Com quatro faixas, o trabalho aposta em uma sonoridade densa inspirada no grunge dos anos 90 — especialmente Alice in Chains e Soundgarden —, mas traz letras positivas e cheias de espiritualidade, criando uma combinação incomum no cenário atual.

 

Proposta colaborativa

Vasta Clara nasce como uma iniciativa colaborativa, reunindo músicos convidados em torno das composições de Rikky Sainn. As participações de Danni Distler em duas faixas reforçam essa ideia de coletivo, ampliando a variedade de timbres vocais e criando diálogos que enriquecem a narrativa musical.

 

Sobre “Quando o Céu Escurecer”

As faixas do EP foram compostas durante um período de muita dor e aprendizado para Rikky, onde seu pai que se encontrava doente veio a falecer. “Foi um período pesado, doloroso mas ao mesmo tempo, fez com que nos conectássemos de uma forma muito bonita e intimista”, diz Rikki.

 

De uma forma geral, o EP mantém a essência grunge em seus arranjos — riffs de guitarra carregados, vocais em camadas e atmosfera introspectiva — mas rompe com o tom mais sombrio do gênero ao trazer letras que apontam para a fé, a resistência e a busca por luz em meio às dificuldades. Essa combinação dá ao Quando o Céu Escurecer uma identidade própria, equilibrando densidade sonora e mensagem espiritual, capaz de dialogar tanto com fãs de rock alternativo em busca de peso quanto com aqueles que procuram reflexões mais positivas. A crítica social presente em Quem É Você? ainda adiciona um contraponto importante, ampliando o alcance do discurso do EP.

 

 

“Caminhar” (feat. Danni Distler) abre o EP com guitarras pesadas e uma mensagem de seguir em frente, mesmo diante das incertezas.

 

Em “Um Novo Dia” segue levando um tom de esperança e renovação aos ouvintes, funcionando como um epílogo otimista após a densidade inicial.

 

“Sem Olhar Pra Trás” (feat. Danni Distler) retoma a parceria com Distler, defendendo a ideia de deixar o passado e olhar adiante, mantendo a pegada grunge com um viés positivo e agitado.

 

“Quem É Você?”, encerra o EP e vem acompanhada de um vídeo no Youtube. A faixa levanta a reflexão sobre identidades criadas nas redes sociais, um espaço glamoroso, mas também perigoso e obscuro. Confira aqui na Rockstage Brasil.

 

 

“Quando o Céu Escurecer” o novo EP colaborativo do projeto Vasta Clara

O projeto Vasta Clara, idealizado por Rikky Sainn, lançou em setembro de 2025 o seu primeiro EP, Quando o Céu Escurecer. Com quatro faixas, o trabalho aposta em uma sonoridade densa inspirada no grunge dos anos 90 — especialmente Alice in Chains e Soundgarden —, mas traz letras positivas e cheias de espiritualidade, criando uma combinação incomum no cenário atual.

 

Proposta colaborativa

Vasta Clara nasce como uma iniciativa colaborativa, reunindo músicos convidados em torno das composições de Rikky Sainn. As participações de Danni Distler em duas faixas reforçam essa ideia de coletivo, ampliando a variedade de timbres vocais e criando diálogos que enriquecem a narrativa musical.

 

Sobre “Quando o Céu Escurecer”

As faixas do EP foram compostas durante um período de muita dor e aprendizado para Rikky, onde seu pai que se encontrava doente veio a falecer. “Foi um período pesado, doloroso mas ao mesmo tempo, fez com que nos conectássemos de uma forma muito bonita e intimista”, diz Rikki.

 

 

“Caminhar” (feat. Danni Distler) abre o EP com guitarras pesadas e uma mensagem de seguir em frente, mesmo diante das incertezas.

 

Em “Um Novo Dia” segue levando um tom de esperança e renovação aos ouvintes, funcionando como um epílogo otimista após a densidade inicial.

 

“Sem Olhar Pra Trás” (feat. Danni Distler) retoma a parceria com Distler, defendendo a ideia de deixar o passado e olhar adiante, mantendo a pegada grunge com um viés positivo e agitado.

 

“Quem É Você?”, encerra o EP e vem acompanhada de um vídeo no Youtube. A faixa levanta a reflexão sobre identidades criadas nas redes sociais, um espaço glamoroso, mas também perigoso e obscuro. Confira aqui na Rockstage Brasil.

 

 

De uma forma geral, o EP mantém a essência grunge em seus arranjos — riffs de guitarra carregados, vocais em camadas e atmosfera introspectiva — mas rompe com o tom mais sombrio do gênero ao trazer letras que apontam para a fé, a resistência e a busca por luz em meio às dificuldades. Essa combinação dá ao Quando o Céu Escurecer uma identidade própria, equilibrando densidade sonora e mensagem espiritual, capaz de dialogar tanto com fãs de rock alternativo em busca de peso quanto com aqueles que procuram reflexões mais positivas. A crítica social presente em Quem É Você? ainda adiciona um contraponto importante, ampliando o alcance do discurso do EP.

 

Próximos passos

Seguinte a ideia colaborativa do projeto, Rikky já trabalha em novas composições e convidados para o próximo trabalho. “Temos muitas ideias, inspiração e gente querendo participar. É o que posso dizer no momento” completa Rikky.

 

Siga nas redes sociais

 

Veja também

Engenheiros do Hawaii: a curiosa virada de bateria de “Terra de Gigantes”

 

Os Engenheiros do Hawaii marcaram época com seus bons discos lançados ao longo da carreira. Mas, além disso, ficaram também marcados na história por sua ousadia.

 

Em Longe Demais das Capitais (1986), disco de estreia da banda, as músicas traziam uma sonoridade que flertava com elementos do Ska, do Post-Punk e da New Wave; sonoridade que acabou não sendo explorada nos discos seguintes, pelo menos não com frequência.

 

 

A banda, além de ousar na mudança de sonoridade do primeiro para o segundo disco, também bancaram uma ideia, mesmo que a gravadora quisesse diferente: líderes da RCA ouviram o trabalho que a banda havia gravado e perceberam potencial comercial na faixa Terra de Gigantes. Porém, eles acreditavam que para a música poder ser veiculada com frequência nas rádios, ela precisaria ser tocada também com a bateria, afinal, todas as baladas da época seguiam esta fórmula.

 

Acontece que os Engenheiros não queriam que a música tivesse bateria. Sendo assim, resolveram colocar apenas uma virada de bateria quando Gessinger canta “Tem uns amigos tocando comigo”. O engraçado é que essa virada de bateria sugere que o instrumento voltará em algum momento da música, o que acaba não acontecendo.

 


 

Confira também:

Ira!: “Envelheço na cidade”, uma música cantada em festas de aniversário, mas que relata uma tristeza

Engenheiros do Hawaii: “A Revolta dos Dândis”, o disco que mudou a sonoridade da banda

 


 

 

Mesmo a banda tendo desafiado a gravadora, a escolha se mostrou acertada: a música se tornou um grande hit do álbum. Quando questionados sobre a bateria, os músicos afirmavam que a música possuía sim um som de bateria.

 

A parte mais engraçada ficou para a turnê: quando a banda tocava a faixa Terra de Gigantes, o baterista Carlos Maltz não ficava sentado na bateria. Quando chegava próximo ao momento de sua virada, ele ia ao instrumento, fazia sua parte e saía novamente.

 

Ao longo da carreira, a banda continuou bancando suas ideias e tomando decisões diferentes do padrão da época.

 

Oasis: o impacto da banda em seu álbum de estreia

 

Com a morte de Kurt Cobain, o Grunge começava a perder força. Aquilo que havia dominado as paradas musicais no início dos anos 90 foi se perdendo e o posto começava a ficar sem um “dono”. Foi nesse cenário que surgiu uma das maiores bandas inglesas de todos os tempos, o Oasis.

 

Sendo um dos maiores nomes do Britpop, a banda lançou seu primeiro álbum no ano de 1994, o Definitely Maybe (1994). Diferente de trabalhos posteriores da banda onde os músicos exploraram muito uma sonoridade mais voltada para as baladas e para o Pop Rock, no disco de estreia, o Oasis era mais voltado para o Rock and Roll.

 

O trabalho é bem visceral e intenso, trazendo ótimas linhas de guitarra e melodias marcantes. Seus refrãos são sempre marcantes, fáceis de cantar junto nos palcos.

 

 

Confira também:

 

 

Após a morte de Kurt Cobain, a cena do Rock havia ficado órfã. Foi nessa época que os irmãos Gallagher chegaram com seu primeiro trabalho. Músicas como Supersonic, Cigarrettes and Alcohol, Live Forever e Rock’n’Roll Star dominaram as rádios e os programas de TV na época.

 

Chegando com um estilo ácido e irreverente, cheios de arrogância e intensidade, o Oasis acabou dominando a cena do Rock e a cena Pop também a partir da metade dos anos 90.

 

Com um trabalho onde a guitarra e a voz chegam com mais destaque, as músicas desse disco de estreia seguem em alta até os dias de hoje. Então, diferente da sonoridade Pop que muitos acreditam que a banda sempre trouxe, o Definitely Maybe (1994) apresenta um estilo agressivo e intenso e merece destaque.

 

Seja por causa das letras e melodias de Noel Gallagher ou por causa da voz icônica de Liam Gallagher, esse trabalho dominou as paradas de sucesso e ajudou a banda começou a pavimentar um caminho de muito sucesso. As músicas ainda contam com arranjos de guitarra diferenciados, mostrando assim o talento do irmão mais velho.

 

Ira!: “Envelheço na cidade”, uma música cantada em festas de aniversário, mas que relata uma tristeza

 

O Ira! é um dos bons nomes de Rock da cena paulista. A banda, formada na década de 80, trouxe uma sonoridade voltada para o Post Punk, muito influenciada por trabalhos como The Jam. A banda teve início com os amigos Nasi e Edgard Scandurra. Os dois se conheceram ainda nas épocas de colégio.

 

No início, o som do Ira! era mais pautado em uma influência voltada para o Punk. Com o passar dos anos, a sonoridade foi tomando forma e trazendo novas influências. Quando lançaram o primeiro álbum, o Mudança de Comportamento (1986), a banda já tinha seu estilo bem voltado para o Post-Punk.

 

No segundo álbum, o icônico Vivendo e Não Aprendendo (1987), a banda lançou o hit Envelheço na Cidade, música cantada em bares até os dias de hoje pelo Brasil a fora. Porém, essa música carrega consigo uma curiosidade.

 


Confira também:

 

Nirvana: “Incesticide”, a coletânea de sobras que mostra o som visceral da banda

 

Engenheiros do Hawaii: “A Revolta dos Dândis”, o disco que mudou a sonoridade da banda

 


 

 

Por causa de seu refrão icônico “Feliz Aniversário: envelheço na cidade”, muitas pessoas cantam essa letra a plenos pulmões quando alguém faz aniversário. Aliás, esse refrão pede esse entusiasmo mesmo. Acontece que o contexto da letra apresenta uma ideia totalmente diferente: no lugar da alegria, melancolia e saudade estão em destaque.

 

A letra fala sobre um término de relacionamento. Enquanto a vida segue normalmente para uma das partes do casal, a outra segue sentindo saudade e contando os dias que vão se passando, até chegar a mais uma data que completa aniversário. A vida segue normalmente, mas apenas para um deles. O eu lírico demonstra muita saudade e quer deixar claro para a outra parte esse sentimento.

 

Scandurra, o compositor da música, falou em algumas entrevistas sobre o significado dessa letra. Ver esse tempo passando e a situação imutável gerava dor e saudade nele. A música representou bem esse momento que ele viveu.

 

Screaming Trees: os 33 anos de “Sweet Oblivion”

 

A banda Screaming Trees há 33 anos lançava o Sweet Oblivion (1992), o maior sucesso de todos os tempos da banda. O disco é muito interessante e foi muito elogiado pelos amantes do Rock Alternativo.

 

É nesse disco que a banda lançou seu maior sucesso, a faixa Nearly Lost You, música que ganhou muito destaque por causa do filme Singles (1992). Aliás, o Sweet Oblivion (1992) poderia ter tido uma venda ainda maior se não tivesse atrasado seu lançamento. Com o filme fazendo sucesso, muita gente queria ouvir as músicas que fizeram parte dele. Algumas bandas lançaram seus discos naquele momento, mas como o Screaming Trees demorou para lançar o seu, quem queria ouvir a faixa da banda comprava a trilha sonora do filme.

 

 


Confira também:

 

Nirvana: “Incesticide”, a coletânea de sobras que mostra o som visceral da banda

 


 

O disco contou com grandes músicas como a própria Nearly Lost You, além de Winter Song, Dollar Bill, More or Less e Troubled Times.

 

Sweet Oblivion (1992) foi lançado pela Sony. Os vocais foram gravados por Mark Lanegan, as guitarras ficaram com Gary Lee Conner, o baixo ficou por conta de Van Conner e a bateria foi gravada por Barrett Martin. A produção ficou com Don Fleming, a mixagem foi feita por Andy Wallace e a masterização foi por conta de Howie Weinberg.

 

A sonoridade crua e agressiva do disco, além da voz melancólica de Mark Lanegan, são os destaques para esse ótimo trabalho.

 

Kill For Nothing: banda de New Metal lança novo single “Booting New G.O.D.”

O single Booting New G.O.D. (2025) é o mais novo lançamento da banda de New Metal chamada Kill For Nothing. O trabalho fará parte do próximo lançamento da banda, o álbum M.i.R.A.G.E., previsto para ser lançado em breve.

 

O álbum M.I.R.A.G.E. é a forma que a banda traz para refletir sobre o emprego em massa das inteligências artificiais: a dependência das pessoas, o ponto de vista da própria IA sobre como influencia o comportamento humano. A Kill For Nothing traz o questionamento de que isso tudo tem feito cada vez mais parte de nossas vidas e sem ser questionado.

 

A IA, muitas vezes, é tratada como uma fonte de verdade absoluta, e isso revela um caminho preocupante. As pessoas se isolam e mantêm seus processos emocionais nas mãos de uma máquina, apenas para evitar serem confrontadas.

 

Nesse turbilhão de reflexões surge o single Booting New G.O.D. (2025), trabalho que traz essa temática à tona e música que já está disponível no canal oficial da banda no Youtube. Clique abaixo e confira já!

 

 

Kill for Nothing é uma banda brasileira de Nu Metal. Formada em 2022, a banda traz um misto de modernidade e nostalgia de influências de gigantes como Korn, Deftones e Mudvayne, porém como identidade única e atual.

 

Com letras intensas e pessoais, o grupo transforma experiências reais em música, abordando temas como vaidade, ego, falsidade, paixões e os dilemas da vida contemporânea. O resultado é um som pesado, visceral e emocional, feito para conectar diretamente com quem ouvir.

 

 

Para saber mais sobre a banda Kill for Nothing basta clicar nos links abaixo.

Instagram
Youtube
Spotify
Site Oficial

 

Oasis: o grande sucesso da banda em “Wonderwall”

 

O Oasis é um dos maiores nomes do Rock Britânico e do Britpop de todos os tempos. Os músicos de Manchester, liderados pelos irmãos Gallagher, já chegaram com um ótimo lançamento no ano de 1994: o Definitely Maybe (1994). O trabalho chegava com um estilo mais ousado e agressivo, contando com ótimas linhas de guitarra e boas melodias de voz.

 

A musicalidade da banda era ousada no primeiro trabalho, trazendo uma superioridade e até uma certa arrogância. Os músicos não tinham medo de serem honestos e de falarem aquilo em que acreditavam.

 

No ano seguinte, em 1995, a banda atingia o ápice do sucesso: chegava às lojas o álbum Whats the Story (Morning Glory) (1995). Aqui, a banda basicamente ficou conhecida em todo o mundo. O disco todo é muito bom e recheado de sucessos, mas, sem dúvida, o grande hit do álbum (e também da banda) é o single Wonderwall.

 


Confira também:

 

Nirvana: “Incesticide”, a coletânea de sobras que mostra o som visceral da banda

 


 

A música conta com uma boa levada de violão, além de uma melodia marcante. A batida simples junto de uma voz nasal e psicodélica de Liam: a sonoridade atingida pela banda aqui demonstra que o Oasis alcançava o mundo com seu maior hit sendo cantado em todos os cantos do mundo.

 

O Oasis surgiu no momento certo: após a morte de Kurt Cobain, em 1994, o mundo precisava de outro grande ícone da música. Com a iminente queda do Grunge após a perda do líder do Nirvana, o Rock esperava por um novo estilo para dominar as paradas musicais. Os irmãos Gallagher chegaram na hora certa e, um ano depois, já lançavam o disco que alçaria a banda como uma das principais da década.

 

Worderwall é aquela típica balada que pode ser tocada em qualquer ambiente. Seja numa festa, seja num evento em família ou seja em um barzinho com um músico de violão e voz, a faixa combina com diversos cenários.

 

O grande hit ainda conseguiu outro marco: tornou-se atemporal. Mesmo depois de três décadas, a música segue sendo cantada por todo o mundo e ainda ajudou a banda a alcançar o topo do sucesso. Wonderwall é aquela música que marca a vida de quem a ouve, trazendo à memória momentos felizes e nostálgicos. A faixa segue sendo, até os dias de hoje, o maior hit do Oasis.

 

Pearl Jam: a polêmica letra de “Daughter”

 

Todo filho gosta de ter o reconhecimento de seus pais, é comum. Durante anos na infância e na adolescência (muitas vezes até na vida adulta), os filhos buscam o reconhecimento de seus pais. Porém, isso nem sempre é atingido.

 

O Pearl Jam, sabendo disso, apresentou uma música em seu segundo disco trazendo essa temática. A faixa Daughter fala sobre uma menina que foi muito sobrecarregada, muito cobrada pelos pais e, muito por isso, pede para não ser chamada de filha por não se sentir amada por eles.

 

A música conta com ótimas linhas de violão, além de um trabalho melódico diferente e apaixonante.

 

O Pearl Jam já estava com uma sonoridade definida antes mesmo da chegada de Eddie Vedder para a banda. O músico foi o último a integrar a banda para a gravação do primeiro álbum. Até por isso, sua participação nas composições ficou mais restrita, principalmente às letras.

 

Para o segundo trabalho, Eddie já começou a participar de forma mais ativa. Sendo um grande músico, grande vocalista e muito criativo, a faixa Daughter surge como uma emocionante música no álbum Vs (1993).

 

A banda já havia trazido história polêmicas em seu trabalho de estreia. Jeremy também trata sobre um jovem que, por sua vez, acabou tirando a própria vida na frente dos colegas de classe.

 


Confira também:

 

Legião Urbana: a triste letra de “Pais e Filhos”

Nirvana: “Incesticide”, a coletânea de sobras que mostra o som visceral da banda

 


 

O segundo trabalho da banda trouxe uma proposta diferente: em vez de terem uma sonoridade próxima ao Hard Rock dos anos 80, a banda agora apostava em influências distintas como o Garage Rock, o Punk e até o Folk. O Vs (1993) trouxe uma mudança para a sonoridade da banda, mudança que se consolidou já no trabalho seguinte, o Vitalogy (1994).

 

Daughter traz questionamentos sobre a cobrança intensa dos pais em cima dos seus filhos. Exigir demais dos filhos e não reconhecer que alguns possam ter dificuldades em certas áreas faz com que eles se sintam incompreendidos e maltratados. A faixa fala sobre essa situação: uma menina com dificuldades de aprendizado sofria as consequências por enormes cobranças de seus pais que não compreendiam que não se tratava de preguiça e sim de dificuldade.

 

A letra mostra o olhar da banda sobre questões familiares e sobre interações pessoais e familiares. A temática reflexiva acabou sendo recorrente na carreira dos músicos e segue assim até os dias atuais.

 

Legião Urbana: a triste letra de “Pais e Filhos”

Sempre existe uma música que o público gosta mais do que as outras. Há também a possibilidade de a banda não gostar tanto assim da música em algum momento. Foi o que aconteceu com a banda Legião Urbana e a música Pais e Filhos, lançada no álbum As Quatro Estações (1989).

 

Claro que isso não foi do nada: Renato Russo tinha uma relação de amor e ódio com essa canção. Apesar de ter um refrão bem convincente e que fala de amor, o contexto da música e o restante da letra trata de temas mais delicados; entre eles, fala sobre suicídio.

 

A música fala sobre as relações distintas entre pais e filhos, isso de várias situações e de vários contextos diferentes. Porém, há uma frase que merece destaque: “Ela se jogou da janela do quinto andar”. Renato se inspirou em um caso real para colocar essa frase na música; não só real como próximo: uma prima dele acabou se jogando da janela.

 


 

Confira também:

Engenheiros do Hawaii: “A Revolta dos Dândis”, o disco que mudou a sonoridade da banda

Legião Urbana: você sabe o que foi o “Trovador Solitário”?

 


 

 

Renato disse no Programa Livre que a letra dessa música trazia lembranças de uma época que ele não queria mais se lembrar e era justamente por isso que o vocalista não gostava muito de cantar a faixa sempre.

 

De qualquer forma, Pais e Filhos é uma das músicas mais conhecidas da banda e até hoje tem seu refrão cantado a plenos pulmões nos palcos pelo Brasil a fora, mesmo que a banda já tenha encerrado suas atividades.

 

A musica é a segunda faixa do disco As Quatro Estações (1989). O álbum, além de ser o mais vendido da banda, também trouxe uma sonoridade diferente do que a banda fazia até o disco Que País é Este? (1987). Nos três primeiros discos, a Legião trazia uma sonoridade com muita influência de Punk e Post-Punk; já, a partir do As Quatro Estações (1989), a banda começou a flertar com outros estilos e a utilizar mais o violão.

 

De qualquer forma e mesmo com essa situação envolvendo Renato Russo, é inegável que a faixa continua sendo icônica na carreira da Legião Urbana.