Engenheiros do Hawaii: “A Revolta dos Dândis”, o disco que mudou a sonoridade da banda

 

Sem dúvida, o marco que mudou a sonoridade dos Engenheiros do Hawaii foi o lançamento do icônico A Revolta dos Dândis (1987), o segundo álbum lançado pela banda.

 

A verdade é que a banda começou “sem querer”: era apenas uma brincadeira para tocar apenas uma noite em um evento da faculdade. Com isso, o início não foi muito planejado, nem nada disso. Sendo assim, nem a própria sonoridade da banda estava bem definida em Longe Demais das Capitais (1986), disco de estreia dos Engenheiros. Aliás, Gessinger disse em entrevistas que se soubesse que a banda duraria todo esse tempo, pensaria em um nome melhor e mais sério.

 

A sonoridade de Gessinger e companhia em seu primeiro lançamento trazia outras influências, bem diferentes daquelas que ajudaram a banda a se tornar um grande sucesso. O disco foi bem influenciado por estilos como Ska e New Wave. Não à toa, a banda era chamada de “Os Paralamas do Sul” nessa época. Mas, esse apelido foi deixado de lado assim que a banda chegou com o segundo disco.

 

Muito influenciado pelo Rock dos anos 60 e também pelo Rock Progressivo, a banda chegou com um disco cheio de sucessos como A Revolta dos Dândis, Terra de Gigantes, Infinita Highway e Refrão de Bolero.

 

 


 

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Nirvana: “Incesticide”, a coletânea de sobras que mostra o som visceral da banda

 

Outro detalhe que foi importante para a mudança de sonoridade da banda foi a entrada de Augustinho Licks como guitarrista. No primeiro disco, quem assumia esse posto era Humberto Gessinger que, a partir de A Revolta dos Dândis (1987), ficou responsável pelos graves do contrabaixo por um longo tempo.

 

Letras existencialistas e reflexivas juntas de uma musicalidade envolvente fizeram com que a banda começasse a apresentar um outro estilo. A partir daqui eles também começaram a trazer muita influência de Rock Progressivo, referência que foi se acentuando ainda mais com o passar do tempo.

 

Licks não trouxe apenas qualidade ao disco, trouxe muita dedicação (ele se importava muito com timbres e foi importantíssimo na produção e mixagem dos trabalhos da banda), além de experiência: Augustinho já tinha anos de estrada.

 

A verdade é que a partir de A Revolta dos Dândis (1987) a banda começou a trilhar novos caminhos e conquistou cada vez mais seu público. Com um novo estilo que a banda foi lapidando a partir desse disco, os Engenheiros do Hawaii se tornaram um dos maiores nomes do Rock Nacional de todos os tempos.

 

 

Nirvana: “Incesticide”, a coletânea de sobras que mostra o som visceral da banda

 

O Nirvana foi uma das bandas mais bem sucedidas da história do Rock, principalmente na década de 90. A banda oficialmente tem apenas três álbuns de estúdio: Bleach (1989), Nevermind (1991) e In Utero (1993). Mesmo assim, a banda lançou várias músicas em pouco tempo de carreira. Por sorte, alguns desses trabalhos foram eternizados em uma coletânea de sobras. O nome? Incesticide (1992).

 

Quando surgiu como um grande fenômeno em 1991, o Nirvana já havia lançado um álbum na cena underground – o Bleach (1989). Quando foram gravar o álbum, algumas faixas não foram selecionadas e ficaram guardadas com a Sub Pop. Além disso, o selo também trabalhava com uma espécie de assinatura onde mensalmente os assinantes recebiam um compacto com músicas de bandas do catálogo. Dentre essas músicas, existiam alguns trabalhos do Nirvana que não ficaram muito conhecidos pelo público.

 

 

Após o lançamento e todo o sucesso do Nevermind (1991), a Geffen (gravadora do Nirvana) queria continuar ganhando dinheiro com a banda. Como Kurt e companhia estavam em uma longa turnê e faziam incansáveis shows pelo mundo, não tinham tempo para parar e compor um novo trabalho. A gravadora, então, decidiu recorrer aos trabalhos pouco conhecidos da banda: tantos as músicas que não foram escolhidas para os álbuns quanto as músicas que ficaram apenas para o seleto grupo de assinantes dos compactos.

 

Para conseguir acesso aos materiais, a Geffen entrou em contato com a Sub Pop. Ao finalizarem o acordo, decidiram então lançar o Incesticide (1992).

 


 

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Fresno: “Cemitério das Boas Intenções”, o EP que fez a banda romper com Rick Bonadio


 

O trabalho, mesmo não sendo um álbum propriamente dito, é um disco que mostra a sonoridade intensa da banda. Seja pelos covers escolhidos pelos músicos, seja pelas composições autorais e inéditas, a banda conseguiu se consolidar na cena do Rock com esse ótimo lançamento.

 

Incesticide (1992) conta com grandes músicas como Dive, Sliver e Aneurysm, por exemplo.

 

 

Fresno: “Cemitério das Boas Intenções”, o EP que fez a banda romper com Rick Bonadio

A Fresno é uma banda que se consolidou na cena Rock e Emo desde os anos 2000. Mudando sua sonoridade a partir dos anos, a banda segue lançando trabalhos com influências bem distintas até os dias de hoje.

 

No ano de 2011, a banda tinha como empresário o conhecido Rick Bonadio, com quem lançaram os álbuns Redenção (2008) e Revanche (2010), além do DVD O Outro Lado da Porta (2009). Porém, eles queriam continuar lançando trabalhos, enquanto seu empresário queria esperar um pouco. Além disso, a banda queria explorar novas sonoridades, apresentar um som agressivo, sem tanta melancolia como vinha fazendo.

 

 


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Decidiram entrar em estúdio por conta própria e gravaram um EP. O trabalho chama-se Cemitério das Boas Intenções (2011) e traz uma sonoridade agressiva, mostrando músicas com mais intensidade e letras questionadoras.

 

Acontece que Bonadio não ficou muito satisfeito com essa decisão tomada pela banda e decidiu romper com a banda na hora, fazendo com que a Fresno voltasse a ser uma banda independente.

 

O EP Cemitério das Boas Intenções (2011) conta com cinco músicas, são elas: Crocodilia, A Gente Morre Sozinho, Não Vou Mais, Relatos de um Homem de Bom Coração – Versão 2 e Infinito (Lá, Parte 2 – Acústico).

 

 

O canal Blog do Helton Grunge fez um vídeo falando sobre essa situação. Confira agora mesmo clicando abaixo!

 

 

 

Legião Urbana: você sabe o que foi o “Trovador Solitário”?

Renato Russo foi, sem dúvida, um dos maiores nomes do Rock Nacional de todos os tempos. Dono de uma voz ímpar, além de ser um grande escritor e compositor, Renato ajudou a marcar gerações com sua obra.

 

Mas, sabia que além da Legião Urbana, ele também já teve outros projetos e dentre eles o tal do “Trovador Solitário”?

 

Décadas atrás, Renato conheceu os irmãos Lemos, Flávio e Felipe. Renato Russo também conheceu André Pretorius, um rapaz sul-africano que tocava guitarra. De início, Renato, Pretorius e Felipe Lemos resolveram formar uma banda de Punk Rock. O nome do projeto era Aborto Elétrico e foi um marco na cidade de Brasília – DF e também no Brasil.

 

Os músicos movimentaram bem a cena underground da capital do país e foram pioneiros do estilo aqui no Brasil. Acabaram não registrando nada em disco, mas suas músicas ecoam até os dias de hoje por meio de outros projetos.

 

 

 


 

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Infelizmente, por causa de brigas internas, o Aborto Elétrico se separou. Sem vontade de se reunir com banda por um tempo, Renato criou projeto que ele chamou de “Trovador Solitário”, onde apresentava músicas em um formato intimista.

 

Muito influenciado pelo Folk Rock e por Bob Dylan, Renato compôs trabalhos pautados no violão e que geralmente contavam histórias e traziam boas reflexões. O músico geralmente se apresentava nas aberturas de shows de outras bandas da cidade.

 

Músicas como Eduardo e Mônica e Quase Sem Querer que fazem parte do álbum Dois (1986) e também como Eu Sei e Faroeste Caboclo que fazem parte do Que País é Este? (1987) são os maiores destaques dessa fase.

 

O canal do Blog do Helton Grunge fez um vídeo falando um pouco sobre esse projeto. Não deixe de clicar abaixo agora mesmo, fazer sua inscrição no canal e assistir ao vídeo que fala sobre o projeto chamado “Trovador Solitário”.

 

 

 

Engenheiros do Hawaii: em 1997 Gessinger voltava a usar o nome da banda em “Minuano”

Em 1993 os Engenheiros do Hawaii lançavam o último disco com a formação clássica, contando com Augustinho Licks na guitarra; o disco era o Filmes de Guerra, Canções de Amor (1993), um trabalho eletroacústico gravado ao vivo e trazendo releituras de músicas já lançadas pela banda, além de algumas inéditas.

 

Após o lançamento desse trabalho, Augustinho Licks foi mandado embora. Para o álbum seguinte, a banda contou com outra formação, um quinteto. O Simples de Coração (1995) veio com essa nova formação, mas parece que Gessinger não se animou muito com a banda assim.

 

Em 1996 Gessinger deu uma pausa na banda e começou o projeto Gessinger Trio ao lado de Luciano Granja e Adal Fonseca. Voltando ao formato de trio e trazendo uma sonoridade mais agressiva, o músico parecia ficar mais à vontade nesse formato. O projeto rendeu um álbum de estúdio lançado em 1996.

 

Acontece que muitos contratantes anunciavam o projeto como se fosse Engenheiros do Hawaii, mesmo não sendo. No início, Gessinger até tentou separar os projetos, mas como demonstrava insatisfação com a formação do quinteto e como Carlos Maltz já tinha avisado a ele que sairia, o líder dos Engenheiros do Hawaii decidiu incorporar os músicos desse novo projeto à sua antiga banda. Mas, em vez de serem um trio, tornaram-se um quarteto com a entrada de Lucio Dorfman nos teclados.

 

Em 1997 era lançado o Minuano (1997), a volta dos Engenheiros do Hawaii, mas com nova formação. A sonoridade desse disco é diferente do que a banda vinha fazendo até então, mas conta com ótimas músicas como Banco, A Montanha, Nuvem e Faz Parte, entre outras.

 

Muitos amantes da banda não gostam desse trabalho, preferindo apenas os lançados pela formação clássica. Mas é inegável que as composições de Gessinger aqui ainda seguiam muito boas.

 

Confira abaixo um shorts do Blog do Helton Grunge falando sobre esse disco.

 

 

Pearl Jam: “VS”, o álbum que ajudou a consolidar o som da banda

 

Não é fácil para uma banda que está prestes a lançar um disco ter a perda de seu vocalista. Foi o que aconteceu com os integrantes do que viria a ser o Pearl Jam. Os músicos Jeff Ament (baixo) e Stone Gossard (guitarra) faziam parte de uma banda chamada Mother Love Bone e confiavam muito no projeto para alcançarem o sucesso. Porém, infelizmente, o vocalista Andrew Wood veio a falecer pouco antes do lançamento do primeiro álbum da banda, frustrando os planos dos músicos.

 

Porém, por meio do músico Jack Irons, vieram a conhecer o vocalista Eddie Vedder. Jeff e Stone mandaram para Eddie alguns trabalhos instrumentais para mostrar para o vocalista o que estavam planejando fazer em relação ao meio musical. Vedder gostou, pegou um avião para Seattle (já que morava em San Diego) e assim o Pearl Jam ganhava forma.

 

O sucesso já veio de início! O disco Ten (1991) trouxe grandes hits como Jeremy, Alive, Black e Even Flow. Mas, acontece que muito dessa sonoridade já estava pronta antes da chegada de Eddie Vedder, trazendo mais referências de Hard Rock e com uma sonoridade mais próxima do que era o Mother Love Bone.

 

 

A sonoridade que consolidou mesmo o Pearl Jam como uma das bandas mais bem sucedidas do Rock começou com o álbum Vs (1993). Aqui Eddie Vedder já começava a participar mais das produções e também das composições desde o início.

 

O Vs (1993) traz uma sonoridade diferente do Ten (1991), com menos groove, menos riffs de guitarra e com uma sonoridade mais crua e agressiva. A banda não queria ser considerada uma “vendida”, então lançou um álbum bem diferente do anterior e conseguiu consolidar o seu som de verdade a partir daí.

 

No álbum seguinte, o Vitalogy (1994), aí sim Eddie Vedder ficou ainda mais presente nas composições, tornando-se uma espécie de líder da banda e conduzindo as composições desde o início. Mas, não há dúvidas que o Pearl Jam se arriscou ao lançar o Vs (1993) e acabou colhendo bons frutos: um álbum cru, direto, com ótimas músicas, com ótima energia e provando que não iriam apenas fazer “mais do mesmo” copiando a fórmula que havia dado certo no Ten (1991).

 

Confira abaixo o que o canal do Blog do Helton Grunge falou sobre essa mudança na sonoridade.

 

 

Engenheiros do Hawaii: saiba mais sobre “Parabólica”

A música Parabólica dos Engenheiros do Hawaii foi lançada originalmente no álbum GLM (1992). Mas, além da versão original, os Engenheiros também a lançaram em dois trabalhos ao vivo: 10.000 Destinos ao vivo (2000) e Acústico II Novos Horizontes (2007).

 

A faixa é uma parceria entre Augustinho Licks e Humberto Gessinger, uma das únicas parcerias feitas no disco. A letra foi uma homenagem de Gessinger para sua filha Clara, que havia nascido há pouco tempo quando o disco foi gravado. Aliás, a própria Clara participa da versão ao vivo do Acústico II Novos Horizontes (2007) dividindo os vocais com o pai.

 

 

A música usa várias referências a palavras que começam com “para”, além de referências da relação que Gessinger tinha com a filha na época. A letra traz leveza e suavidade, sendo uma bela homenagem de pai para filha.

 

A música é uma das únicas parcerias do disco, ao lado de Canibal Vegetariano devora Planta CarnívoraApesar do nome GLM (1992), a banda estava em sua fase mais desunida: cada um chegava e gravava sua parte; não tinha conversa, mal tinha interação entre os membros. Licks se sentiu desprestigiado com isso: quando foi gravar o instrumental de Canibal Vegetariano devora Planta Carnívora, faixa que seria a única parceria no disco, aproveitou também para deixar outro instrumental gravado. Esse instrumental deixado tornou-se Parabólica.

 

O canal Júlio Ettore falou mais sobre a história dessa música. Clique abaixo e saiba mais.

 

 

Os Mutantes: a separação da formação clássica da banda

O ciúme e o ego culminaram no fim da formação clássica da banda Os Mutantes. A banda lançou alguns dos maiores discos do Rock Nacional, lá nos anos 70, mas a formação clássica acabou se encerrando e abrindo espaço para a carreira solo de Rita Lee.

 

A banda decidiu viver numa espécie de acampamento hippie, onde não existia monogamia, onde o “amor era livre”. Mas, acontece que Arnaldo Baptista e Rita Lee eram casados; o que acabou não mudando muita coisa para tal filosofia.

 

A verdade é que essa liberdade toda acabou trazendo outras situações para a banda, dentre elas o ciúme. Esse sentimento acabou gerando atritos que não foram resolvidos e acabaram ajudando a fazer a formação clássica da banda se separar.

 

Arnaldo Baptista começou a dar a entender que Rita Lee não tinha muita técnica instrumental para agregar à banda. Sendo assim, ele dizia que a banda iria explorar uma sonoridade ainda mais Progressiva e Psicodélica, precisando de músicos mais técnicos para executar o trabalho.

 

Todo este atrito culminou para a saída de Rita Lee do projeto. Porém, essa saída nunca foi muito bem explicada, tendo algumas versões: Rita disse que foi expulsa por Arnaldo, enquanto o restante da banda apresenta que a cantora decidiu deixar o grupo.

 

A verdade é que Rita Lee conseguiu ter sucesso em sua carreira solo, até maior que o conquistado anteriormente com a banda.

 

O jornalista Julio Ettore falou mais sobre a polêmica separação da formação clássica da banda e da briga entre Rita Lee e Arnaldo Baptista. Confira abaixo!

 

 

Marcelo D2: músico explica o motivo do fim do Planet Hemp

Um dos grandes nomes do Rock dos anos 90 está em sua turnê de despedida, o Planet Hemp. O músico e líder da banda Marcelo D2 foi ao PodPah e falou um pouco mais sobre a decisão de encerrar a banda.

 

Os músicos já tiveram outras pausas na carreira, algumas delas até surgindo de brigas. Sendo assim, D2 disse que desta vez não precisaria ser assim, era melhor eles terminarem a banda do que brigarem novamente.

 

A real é que os integrantes estavam focados em suas carreiras paralelas, não tendo muito tempo para turnês com o Planet Hemp. D2 disse que chegaram até a ganhar um Grammy, mas não fizeram uma turnê para divulgar ou comemorar a premiação recebida.

 

Com tudo isso, a banda decidiu se reunir, focar nos shows da banda e fazer uma turnê de despedida. Confira abaixo o que Marcelo D2 disse sobre o fim do Planet Hemp.

 

Brandon D. Adkins: conheça a sonoridade clássica do músico em “What I want”

Chegando com uma sonoridade que mistura elementos de Folk Rock e também de Classic Rock, lembrando bandas dos anos 70, abaixo você conhece o mais novo e bom single de Brandon D. Adkins. O nome dessa mais nova música é What I want (2025) e você não pode deixar de ouvi-la.

 

O trabalho de guitarra merece destaque, sendo uma sonoridade bem intensa e interessante. A música vai da calmaria à agressividade, mas sem deixar de lado sua boa melodia e sua sonoridade única.

 

O lançamento também traz elementos de Rock Alternativo, trazendo alternância de suavidade e agressividade. O single apresenta uma sonoridade intensa que os amantes do Rock vão gostar de conhecer.

 

Não deixe de ouvir What I Want (2025) agora mesmo clicando abaixo!

 

 

Para saber mais sobre Brandon D. Adkins, basta clicar nos links abaixo.

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