Graduado em letras, professor de português, músico, compositor, redator, divulgador musical, produtor de conteúdo, editor, curador musical e influenciador digital.
Móbile Drink é uma banda de Rock and Roll formada em 2004 no Rio de Janeiro – RJ. O embrião dos trabalhos se iniciou em 2002 quando começaram a ensaiar juntos, porém o projeto só ganhou corpo dois anos depois e, assim, a banda realmente começou de fato.
Em 2010 deram uma pausa nas atividades, gerando um hiato de cinco anos, retomando os trabalhos novamente só em 2015, já voltando com tudo e apresentando material novo.
A sonoridade da banda traz elementos de Rock and Roll, de Grunge e também de Rock Alternativo, trazendo intensidade, agressividade e boas melodias.
Como influências para a sonoridade da banda, Ronan (vocalista da banda) destaca trabalhos como: Barão Vermelho, Raul Seixas, Led Zeppelin, Nirvana, Black Sabbath, Soundgarden, entre outras bandas.
A banda começou pelo amor que os integrantes sentem pelo Rock and Roll. Como eles mesmos já disseram na abertura de uma apresentação ao vivo registrada em áudio e vídeo chamada Garage Sessions (2015): “A música escolhe você, o Rock escolhe você e pronto!”. Com isso, decidiram que precisavam compor suas próprias músicas para apresentarem suas próprias letras e sua própria mensagem ao público.
“A música escolhe você, o Rock escolhe você e pronto!”.
Ronan Valadão
Dentre os shows que a banda já fez ao longo destes anos de estrada, destacam-se: Circo Voador, no Rio de Janeiro – RJ; Rio Novo Rock, evento que ocorreu no Imperator no Rio de Janeiro – RJ; o evento Roquealize-se, Lona Rock Sunday e uma turnê que fizeram em Brasília – DF.
A discografia da Móbile Drink conta com:
ÁlbumRock (2007) EPTô Saindo Agora (2010) EPO Verdadeiro Amor (2015) Álbum Garage Sessions Ao Vivo (2015) EPCanções da Noite e Outros Tragos (2016) EP(a)morfina (2018) SingleSe desfez (2020) Single Purgatório: eu (2021) EPMóbile Drink (2023) SingleNão Há Mais (2023) Single Ninguém Sai Vivo (2024)
Imagina você chegar aos 20 anos de idade e já estar lançando seu terceiro álbum de estúdio: foi o que aconteceu com os jovens australianos do Silverchair. Em março de 1999 chegava às lojas o Neon Ballroom (1999), o terceiro álbum da banda, trabalho que apresentou uma mudança de sonoridade e que trouxe mais maturidade da banda em seu som.
Ouça o Neon Ballroom (1999)!
Diferente dos trabalhos mais crus e diretos dos dois primeiros discos, aqui a banda explorou novas melodias e novos arranjos instrumentais, sendo uma banda mais madura e que apresentava um som diferente.
A intensidade do seu Rock ainda estava presente, mas a banda também flertou com baladas e sonoridades melancólicas. Daniel Johns já deixou claro que a obra é como se fosse o diário da banda, sendo uma espécie de desabafo.
Não à toa, ele chega com a faixa Ana’s Song; e não, ela não é uma música de amor. O tema desse single é bem mais complexo: a ansiedade e depressão do vocalista trouxeram consigo uma anorexia nervosa, que fez com que ele tivesse que lutar por sua própria vida. O músico relatou que passava dias apenas se alimentando com pedaços de fruta, tal era crítica a situação em que se encontrava.
Outras faixas que ganharam notoriedade na obra foram Miss You Love, Anthem for the Year 2000 e Emotional Sickness.
E Silverchair sempre é um tema interessante, por isso nós da Rockstage falamos sobre a banda no mais recente Rockstage Talks lá no nosso canal do Youtube. Quer conferir? Clique abaixo já!
Silverchair é uma banda de Rock Alternativo formada na Austrália no início dos anos 90. Com uma sonoridade que mistura elementos de Grunge e Rock Alternativo, o trabalho da banda também traz sonoridades de Stoner Rock e até de Heavy Metal e Doom Metal dos anos 70. Essa mistura de influências distintas faz com que a musicalidade da banda tenha um som diferente e interessante.
Muitas vezes a banda é creditada como Post-Grunge, justamente por ter influências parecidas com as bandas de Seattle, mas chegando de outro lugar e alguns anos depois.
Formada por três adolescentes, a banda atingiu o sucesso mundial já no primeiro álbum. Para chegarem ao primeiro álbum, participaram de um concurso do canal SBS com a faixa Tomorrow. Com isso, ganharam a gravação do single e posteriormente do álbum Frogstomp (1995).
O canal da Rockstage no quadro Rockstage Talks trouxe um vídeo bem interessante falando sobre a banda Silverchair. O vídeo contou com a participação especial do músico e influenciador digital Rodrigo Clark. Quer saber mais? Confira abaixo!
O trabalho de estreia já chega com letras melancólicas e bem reflexivas, apresentando uma sonoridade intensa, agressividade e boas linhas instrumentais. É incrível que uma banda formada por garotos tão jovens conseguisse escrever letras tão profundas e apresentar uma sonoridade tão madura quanto os músicos fizeram já no primeiro álbum.
Os destaques do trabalho de estreia são Tomorrow, Israel’s Son e Pure Massacre, faixas que apresentam intensidade e melodia.
No ano de 1997, quando a banda se encaminhava para deixar a adolescência e começava a se aproximar da juventude, os músicos lançaram o Freak Show (1997). O álbum soa como a continuação de Frogstomp (1997), apresentando temáticas parecidas e uma intensidade próxima. O diferencial é que algumas músicas apresentam mais técnica, mais intensidade e menos groove que no primeiro álbum.
Os destaques ficam por conta de Slave, Freak, Lie to Me e No Association.
Mudando a sonoridade da banda e iniciando um novo ciclo, em 1999 lançaram o Neon Ballroom (1999), um trabalho mais maduro e que trouxe sonoridades distintas ao trabalho da banda. Aqui as baladas ganharam mais destaque, mas o álbum é bem mais que isso. Daniel Johns, o vocalista, já estava morando sozinho e enfrentou problemas psicológicos, como ansiedade e depressão, gerando um problema alimentar: o músico lutou contra a anorexia e descreveu essa situação na faixa Ana’s Song.
A balada Miss You Love também foi importante para a banda. Mesmo a sonoridade da banda não sendo essa, muitas pessoas começaram a associar a banda a esse estilo, deixando de lado a intensidade que a banda sabia apresentar. Muitas bandas dos anos 2000 apostaram em baladas melosas e, quem não conhecia o Silverchair nos primeiros álbuns certamente julgou a banda pelas baladas.
Os destaques desse álbum são Miss You Love, Ana’s Song, Emotion Sickness e Anthem for the year 2000.
A questão que fica é: a banda é subestimada? Seja por ter sido um power trio de adolescentes quando surgiu ou pelo jeito mais suave de algumas baladas da banda, a verdade é que o Silverchair, muitas vezes, não recebe o seu devido valor. Muitos subestimam a banda e acabam perdendo a chance de conhecerem um trabalho com bastante talento, bastante técnica instrumental para o segmento, além de letras muito bem pensadas e reflexivas.
A verdade é que, se pensarmos principalmente nos primeiros álbuns, as letras que a banda trazia já era com reflexões bem importantes e intensas. Mesmo sendo jovens, os garotos traziam temáticas bem relevantes.
Após os três primeiros álbuns, a banda ainda lançou o Diorama (2002) e Young Modern (2007). Os trabalhos exploraram sonoridades diferentes, flertando com elementos do Pop e do Eletrônico em alguns momentos. O Diorama (2002) ainda traz elementos do Neon Ballroom (1999), mas com uma sonoridade um pouco mais Pop; já o último trabalho de estúdio da banda já apresenta elementos modernos, flertando com Música Eletrônica e com Música Pop.
A banda entrou em um hiato no ano de 2011, mas o que parecia ser temporário, aparentemente se transformou em um encerramento. Em entrevistas, Daniel Johns deixou claro que não tem interesse de voltar com a banda e também passou a ideia de não manter contato com os demais integrantes.
Eddie Vedder é um dos maiores vocalistas da cena Grunge. Pensando nas bandas mais icônicas como Nirvana, Soundgarden, Pearl Jam, Alice in Chains e Stone Temple Pilots, Eddie é o único vocalista que ainda está vivo e isso não aconteceu por acaso.
Em uma geração de músicos marcada por letras melancólicas e autodestrutivas, podemos notar que Vedder foi o único vocalista das grandes bandas da cena a sobreviver; mas isso só aconteceu porque ele amadureceu e transcendeu o Grunge, mudando bastante seu estilo de vida e, consequentemente, suas letras.
A verdade é que seu sucesso não veio só por causa da geração ou da moda do Grunge que estava em alta: o músico sempre teve muito a dizer. Sendo assim, suas letras foram ficando cada vez melhores com o passar do tempo e isso foi refletindo toda sua postura diante de sua vida.
Confira abaixo um vídeo feito pelo canal Epifania Experiência que destaca 8 frases marcantes de Eddie Vedder e que certamente entrarão em sua alma e o farão entender porque ele se tornou o último grande ícone da cena Grunge a ainda estar vivo.
“Eu sei que eu nasci e eu sei que eu vou morrer: o meio é meu”
(I am Mine – Riot Act, 2002)
Temos apenar duas certezas na vida: que um dia nascemos e um dia iremos morrer, mas é o meio de tudo isso que importa. Nessa letra ele deixa claro que não teve controle do início e também não terá controle do fim, mas quem comanda a “parte do meio”, ou seja, a vida, somos nós mesmos: tudo o que vivemos, criamos ou fazemos são nossas responsabilidades. O mais importante desta frase é entender que não somos vítimas do destino, do determinismo ou da sociedade; ainda que várias coisas possam influenciar nossa existência de uma maneira ou de outra, somos nós quem devemos “tomar as rédeas” da nossa vida e fazer o melhor possível com o tempo que temos entre o nascimento e a morte.
“Eu conhecia todas as regras, mas as regras não me conheciam”
(Guaranteed – Into the Wild, 2007)
Existe uma frase conhecida que diz: “A maneira mais eficiente de burlar uma regra é saber exatamente como ela funciona”. Essa frase de Vedder ainda fala mais: ele sabe até aonde as regras vão, mas elas não sabem do que ele é capaz. E, nesse ponto, ele estaria disposto a mostrar que pode ir muito mais além do que as regras estabelecidas imaginam. Aqui a frase não se trata de ir contra a moral ou a ética, mas se trata de “pensar fora da caixa”, deixar que sua criatividade possa levá-lo a lugares que ninguém nunca foi; expandir os horizontes do pensamento, quebrar barreiras e inovar.
“Eu sou um homem de sorte por contar nas duas mãos as pessoas que amo. Alguns têm só uma, outros nenhuma”
(Just Breath – Backspacer, 2009)
É curioso pensar que, numa época onde temos vários “amigos digitais” em nossas redes sociais, podermos contar em duas mãos as pessoas que amamos pode nos considerar pessoas de sorte. Ao dizer “em duas mãos”, a frase aqui é literal mesmo: de seis a dez pessoas. Mas, isso é a pura verdade: são poucos os que amam de verdade tantas pessoas. O amor é raro, o amor deve durar e é justamente por isso que é muito especial.
“Tal é o jeito do mundo que não se pode saber onde colocar sua fé e onde ela vai crescer”
(Rise – Into the Wild, 2007)
Mal nos acostumamos com a vida ao nosso redor e, de repente, tudo muda. Talvez o erro seja acreditar que as coisas são, quando na verdade elas apenas estão. Como podemos saber onde depositarmos nossa fé? Como saber se ela vai crescer conforme esperávamos? Como saber se não vamos nos decepcionar? A resposta é simples: não temos como saber. Por sorte, nós também mudamos e podemos nos adaptar às mudanças ao redor. Eddie Vedder ainda continua a música dizendo: “Vou me erguer transformando erros em ouro; vou me erguer, achar minha direção magneticamente”. Se não podemos acertar sempre, então faremos o melhor dos nossos erros; se não sabemos o caminho, então deixemos que a direção nos apareça por intuição e nos puxe como um ímã.
“Eu não me importava antes de você estar aqui, eu dançava gargalhando com a eternidade” (Sirens – Lightning Bolt, 2013)
“Quando você não tem nada, não tem nada a perder”: a frase de Bob Dylan em Like a Rolling Stone pode ter influenciado Eddie a escrever sua frase marcante em Sirens. Ele reflete sobre isso de uma maneira clara e direta: o peso que é amar muito alguém e como tudo antes parecia mais simples, mesmo que de uma forma eufórica e infantil. Aqui ele expõe a vulnerabilidade perante o medo de que aconteça qualquer coisa com a pessoa amada. Vedder ainda completa: “Eu te puxo para perto, tanto a se perder sabendo que nada dura para sempre”. Esse medo de perder junto da expressão “nada dura para sempre” contrasta diretamente com a palavra “eternidade” dita anteriormente; isso acontece porque quando ele cita que estava “dançando com a eternidade”, ele tinha a visão de um jovem que acredita que tudo pode durar para sempre; com o tempo, ele amadureceu e percebeu que isso é impossível.
“Eu acho que foram as surras que me fizeram sábio, mas não vou agradecer e nem pedir desculpas”
(Rearviewmirror – Vs, 1993)
Aqui Eddie Vedder trabalha com aquela ideia que são os tempos difíceis que nos fazem crescer e aprender. É inegável que isso seja verdade, mas, às vezes, os tempos são tão difíceis que, mesmo com toda a sabedoria que eles nos trouxeram, não olhamos com gratidão; ou pelo menos entendemos que foi uma troca: pagamos muito caro pelo conhecimento aprendido, ele não veio “de graça”. Apanhamos, aprendemos e mudamos: estamos quites e não devemos nem agradecer e nem pedir desculpas.
“Aquele que esquece será destinado a lembrar”
(Nothingman – Vitalogy, 1994)
A música fala sobre um término melancólico de um relacionamento e essa frase encerra a canção. O protagonista da música decide terminar o relacionamento porque se esqueceu de amar e se esqueceu de dar valor ao que tinha. Agora que tudo acabou, ele se arrepende e sabe que está destinado a se lembrar com amargura e tristeza de tudo o que perdeu e da decisão que tomou. Se por acaso tínhamos nos esquecido do nosso erro, ao errarmos novamente, somos obrigados a nos lembrar dele, porém já é tarde demais. O destino de quem se esquece sempre será, de uma forma ou de outra, lembrar-se novamente.
“É uma arte viver com dor” (Love Boat Captain – Riot Act, 2002)
É uma frase simples e direta que traduz muito bem todo o sentimento do Grunge. Talvez a frase explique porque Eddie é o único sobrevivente dos vocalistas das grandes bandas do Grunge: ele aprendeu a viver com dor. O tema é colocado de forma repetida e intensa pelos músicos da cena; todas as bandas relataram o tema e refletiram sobre, cada um à sua maneira. Talvez a partida precoce de todos os outros mostre que eles não suportaram a dor, não souberam viver com ela. Eddie prova na prática que aprendeu a conviver, seja ela física ou psicológica.
Eddie Vedder tem seu lado sombrio, seu lado que rebelde, seu lado que sofre e seu lado que ama viver; o seu lado maduro e o seu lado jovial. Ele não foi substituindo características com o passar do tempo, ele foi agregando-as. Hoje ele é tudo isso e muito mais; sempre em busca de uma vida melhor, de uma paz maior, de um mundo melhor e tudo isso sem glamourizar o sofrimento.
A frase da música Wishlist onde Vedder diz “Eu queria ser um mensageiro e que todas as notícias fossem boas” encerra bem o que ele sempre buscou em sua vida. Ao mesmo tempo que é uma frase utópica, ela é real, pois busca uma situação onde ele precisa estar em constante evolução para apresentar as notícias, apresentar os conflitos e as situações complicadas da melhor maneira possível. Para alcançar o objetivo (ou chegar o mais próximo disso possível), ele tem que crescer sempre, tem que se desenvolver.
O vocalista do Pearl Jam chegou de surpresa na banda no ano de 1990. Morando em San Diego, dificilmente conheceria o restante dos integrantes, que eram de Seattle. Mas, por causa de Jack Irons (primeiro baterista do Red Hot Chili Peppers), Eddie foi apresentado ao restante e a ligação foi instantânea. Foi como se a banda soubesse “como dizer” enquanto Eddie soubesse “o que dizer”. Vedder tinha muito a dizer de sua vida, de suas frustrações e, com o passar do tempo, foi aprendendo ainda mais.
“Amadurecimento” talvez seja a definição perfeita para o que ele viveu ao longo de sua trajetória na música. Nunca foi fácil, nunca foi “de graça”, nunca foi simples; mas, ele aprendeu. Sem trazer glamour ao sofrimento, sem chamar a atenção de forma exagerada: ele apenas amadureceu e seguiu contando sobre as experiências de sua vida nas letras de suas músicas. Nunca foi um trabalho fácil, mas também não fora impossível.
Eddie estar vivo até os dias de hoje não é por acaso: mesmo tendo a dor na sua adolescência de não ter podido viver ao lado de seu pai e mesmo também tendo a dor de perder um grande amor muito cedo, ele se recuperou, ele sobreviveu. Assim como várias outras pessoas, ele não desistiu e foi aprendendo a cada dia mais com suas experiências. Vedder transcendeu o Grunge e não deixou que suas frustrações (e assim como todos nós, ele também teve) o controlassem: ele definiu que era ele que escolhia o que poderia ser de sua vida e escolheu viver, escolheu amadurecer, escolheu lutar. E venceu.
Depois de encantar o público com Onde Mora O Amor?, Rafael Roma dá continuidade à sua trajetória solo com Bem Perto, o segundo single do aguardado álbum Tudo É Tanto, previsto para o primeiro semestre de 2025. A gravação, realizada no Midas Studios – o maior complexo de estúdios da América Latina – conta novamente com a direção artística de Rick Bonadio e Fernando Prado, além da produção musical de Fernando de Gino (Belo, Vitor Kley) e Sérgio Fouad (Titãs, Zeca Baleiro), reafirmando a solidez de sua equipe criativa.
Ouça Bem Perto (2025) clicando abaixo!
Fiel à fusão de Pop, Pop Rock, Folk e Música Brasileira que marcou sua estreia, Bem Perto (2025) reforça o sentimento de proximidade e acolhimento presentes na letra que aborda a surpresa de um encontro genuíno, a vontade de caminhar lado a lado e o prazer de prolongar cada instante ao lado de quem se ama. É uma canção que convida o ouvinte a valorizar a conexão humana em tempos de incerteza, mantendo a linha emocional e melódica que conquistou fãs em Onde Mora O Amor?.
Com esse lançamento, Rafael Roma evidencia o crescimento de sua carreira e prepara o terreno para a turnê de 2025, além de antecipar o que podemos esperar do álbum Tudo É Tanto, que chega no primeiro semestre do ano. Confira Bem Perto agora em todas as plataformas de streaming e acompanhe a evolução desse artista que segue conquistando espaço na cena musical.
Cantor, compositor e guitarrista, sua música transita entre o Pop, Pop Rock, Folk e MPB, trazendo melodias envolventes e letras que falam sobre amor, fé, gratidão e as conexões humanas que dão sentido à vida.
Após anos atuando como instrumentista e dividindo o palco com diversos artistas no Brasil, Rafael decidiu dar voz às próprias composições, seu primeiro álbum solo, Tudo É Tanto, tem previsão de ser lançado no primeiro semestre de 2025. O projeto carrega sua identidade sonora e emocional.
Para saber mais sobre Rafael Roma, basta clicar abaixo.
Nevermind (1991) é um dos álbuns mais importantes da história da música e, certamente, o mais importante da década de 1990. Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl realmente criaram uma obra-prima que será lembrada por décadas e décadas.
O disco foi o segundo trabalho de estúdio lançado pela banda, foi inovador e responsável por fazer o mainstream se atentar ao que estava acontecendo no underground. O trabalho foi gravado por volta de maio de 1991 e lançado em setembro daquele mesmo ano. O álbum vendeu mais de 300 mil cópias só na primeira semana. Até os dias de hoje, estima-se que as vendas do Nevermind (1991) já ultrapassaram 30 milhões em todo o mundo. Alavancado pelo grande sucesso da faixa Smells Like Teen Spirit, o álbum foi um fenômeno de vendas e fez com que pessoas de todos os estilos musicais comprassem e consumissem o trabalho da banda. O álbum foi realmente um fenômeno e mudou a história da música.
Mas você já reparou toda a mensagem presente no álbum? Desde sua capa, as músicas, as melodias e a mensagem? Pois sim, é uma obra completa que fala sobre vários assuntos vividos por jovens do início da década de 90. A obra foi responsável por atingir um público que nem era fanático por Rock. Sua fama foi tão grande que abriu as portas para que pessoas de outros estilos começassem a conhecer não só a banda, mas toda uma cena que vinha emergente em Seattle.
Mesmo atingindo todo este sucesso e mesmo sendo um trabalho bem importante, Kurt Cobain não ficou muito satisfeito com o resultado do trabalho: isso aconteceu porque ele queria que o disco soasse diferente, não tão Pop como acabou soando. Para o músico, o trabalho soou muito limpo, muito liso, sem aquela sonoridade densa que a banda tinha nos palcos e também no disco de estreia, o Bleach (1989).
Kurt sempre deixou claro que não queria o sucesso, mas isso não é verdade. É provável que toda a responsabilidade que o sucesso lhe trouxe e todo o peso da fama tenham lhe deixado mal, mas, caso ele quisesse se manter na cena undeground, ir atrás de uma gravadora maior (como a Geffen, gravadora do Nevermind) não faria sentido. Talvez ele não acreditasse que a banda seria tão grande como foi. Entender o Nevermind (1991) não é uma tarefa tão simples. A rebeldia adolescente apresentada no trabalho mostrava uma geração frustrada, que estava cansada de conviver sempre com as mesmas questões e as mesmas regras.
O videoclipe de Smells Like Teen Spirit representa muito bem essa situação: jovens indo à loucura em arquibancadas dentro da escola enquanto a banda se apresentava. Ali representava essa rebeldia, essa sede de buscar algo novo, essa vontade de extravasar e buscar algo em que acreditar. O que o Nirvana representou no início dos anos 90 foi muito além de uma banda Pop.
Aqui no site da Rockstage tem uma matéria bem legal falando da icônica capa de Nevermind (1991). Ela foi escrita por André Michel e você já pode conferi-la abaixo!
Os músicos trouxeram voz a toda uma juventude rebelde que tinha outras questões em suas mentes e suas vidas; uma juventude que não queria mais apenas aqueles pensamentos rasos que bandas da década anterior traziam: festas, bebidas e mulheres. Os jovens da época buscavam algo a mais e encontraram no álbum algumas respostas ou, pelo menos, alguns direcionamentos diferentes para suas vidas.
O canal Vitruviano do Youtube fez uma análise do álbum, falando um pouco sobre todas as mensagens e sensações que o trabalho passa, desde sua icônica capa até suas belas e intensas músicas. Quer conferir o vídeo? Basta clicar abaixo.
O músico Seu Igão chega com seu mais novo lançamento. Trata-se da faixa Meu Santo É Ateu (2025), música que já está disponível em todas as plataformas digitais.
Confira o single agora mesmo abaixo!
Meu Santo É Ateu (2025) é um Rock no estilo Matanza, com vocais rasgados, muitos riffs de guitarra e gaita.
A letra fala sobre o fim da esperança, sobre o desespero de se estar no fundo do poço, sem uma perspectiva de melhora, sem contar com a ajuda de ninguém nem mesmo de Deus. Meu Santo É Ateu (2025) foi composta por Seu Igão e produzida por Felipe Hyily.
Seu Igão em 2023 está dando início ao seu projeto solo com o seu próprio nome artístico, Seu Igão, onde a proposta é continuar com o rock n roll, porém com letras mais ácidas, reflexivas e até cômicas, onde cada canção terá uma identidade própria, porém passeando pelos estilos: blues, hardcore, punk e uma pitada de metal, numa música você aprecia pegadas pesadas, distorções, e pancadaria, e numa outra você pode estar apenas curtindo somente um ukulele bem acompanhado de uma gaita e vocais bem suaves.
Para saber mais sobre Seu Igão basta clicar abaixo.
Porre da Porra traz um olhar visceral sobre os conflitos internos causados pelo abuso de álcool e drogas, contrastando a ilusão da diversão com a dura realidade do dia a dia.
Originalmente lançada pela banda Los Bones, a música ganhou uma nova roupagem nesta versão especial de Seu Igão, que imprime sua identidade única na faixa. A composição é assinada por Igor Barbosa e Pedro Mancini, agora repaginada e ainda mais intensa!
Confira o videoclipe agora mesmo abaixo!
No videoclipe, o personagem principal é interpretado pelo próprio músico, gravado na Praça do Village do Cohatrac V, o videoclipe é divertido e traz cenas que imprimem a letra da canção em imagem. A captação, direção, colorização e edição final ficaram a cargo de Pedro Matraca.
Seu Igão é cantor, compositor e comediante e começou na música aos 17 anos. Em 2015 entrou como baixista em uma banda autoral chamada Vinil de Metal, um estilo mais próximo do Motorhead, mas não durou muito tempo, então em 2017 fundou a banda Los Bones também autoral de rock n roll, dessa vez sendo o vocalista e gaitista da banda.
Seu Igão em 2023 deu início ao seu projeto solo com o seu próprio nome artístico, Seu Igão, onde a proposta é continuar com o rock n roll, porém com letras mais ácidas, reflexivas e até cômicas, onde cada canção tem uma identidade própria, porém passeando pelos estilos: blues, hardcore, punk e uma pitada de metal, numa música você aprecia pegadas pesadas, distorções, e pancadaria, e numa outra você pode estar apenas curtindo somente um ukulele bem acompanhado de uma gaita e vocais bem suaves.
Para saber mais sobre Seu Igão basta clicar abaixo.
Los Hermanos é uma banda que inspira reações distintas nas pessoas: ao mesmo tempo que uns a odeiam e falam mal do trabalho, a banda lota estádios no Brasil até os dias de hoje quando decide se juntar. Mas, afinal, o que a banda fez para conquistar todo este sucesso e ainda ser odiada por muitos?
Diferente de outros trabalhos de bandas que alcançaram o mainstream por estarem “na moda”, o Los Hermanos criou, ao longo da carreira, uma sonoridade própria e um estilo único. Afinal, até a banda surgir, existia algo parecido com o que os músicos faziam no Brasil e até no mundo?
A banda ficou conhecida por causa de uma música (o hit “Anna Júlia“), mas isso chegou a frustrar os músicos, mesmo com todo sucesso: a faixa estava bem longe de representar a essência e a sonoridade que queriam apresentar.
O canal de Júlio Ettore fez um vídeo bem detalhado falando sobre como a banda conquistou bastante público e falando sobre essa relação de amor e ódio com as pessoas.
Você pode até não gostar do trabalho dos Los Hermanos, mas que eles souberam fazer um bom trabalho de divulgação e de afirmação da “marca”, isso é inegável.
Fazer sucesso já no primeiro disco como eles fizeram não é para qualquer um. Além disso, muitas bandas tentariam repetir o sucesso apostando em uma fórmula parecida ou sonoridade próxima nos próximos discos. A verdade é que o Los Hermanos fez o oposto disso.
Mesmo tendo sua música tocada de forma exaustiva nas rádios e até em festas de outros gêneros (como Axé, por exemplo), a banda optou por seguir outro caminho: apostar em uma sonoridade que transparecesse de forma real a sonoridade que a banda queria passar, mesmo que, com isso, não atingissem novamente o mesmo sucesso alcançado por “Anna Júlia”.
Sendo assim, em vez de novos hits com letras fáceis e refrãos marcantes, a banda optou por textos mais elaborados, músicas, muitas vezes, sem refrão; além, também, de apostar na divulgação via internet e shows menores e mais introspectivos. Ao trocarem as grandes arenas por pequenos palcos, a banda se aproximou dos fãs, tornando a relação mais íntima. Assim, o público começou a entender melhor o que a banda queria mostrar em seu trabalho e começou a se manter ainda mais fiel aos músicos. Com o tempo, o público voltou a crescer, só que dessa vez mais engajado e mais conectado com a banda.
No início, a banda trazia uma sonoridade voltada para o Hardcore, mas com influências de Samba e de Ska. Com esse estilo, eles eram bem respeitados na cena underground. Porém, com o sucesso de “Anna Júlia“, foram considerados “traidores do movimento”. O engraçado é que nem um e nem outro estilos tinham a ver realmente com o que a banda viria mostrar futuramente.
O álbum de estreia do Los Hermanos trouxe uma sonoridade que misturava elementos de Hardcore com marchinhas de carnaval. Sendo assim, quem comprou o disco por causa de “Anna Júlia” e até por causa de “Primavera” pode ter se decepcionado bastante por perceber que essas canções mais voltadas para o Pop não representavam fielmente a proposta do projeto.
A banda passou pela mesma situação (em proporções menores, é claro) que passaram o Nirvana e o Pearl Jam: após terem um sucesso absurdo com um disco, a gravadora esperava um trabalho parecido em seguida, buscando ter o mesmo lucro que teve com o trabalho anterior. Porém, assim como as bandas de Seattle, o Los Hermanos decidiu ir por um caminho diferente e mostrar uma sonoridade que soasse verdadeira, que soasse real e que transmitisse a essência dos músicos.
A briga foi tão intensa que a gravadora, ao ouvir o esboço do que viria a ser o segundo álbum da banda, obrigou o Los Hermanos a regravar o trabalho, a refazer as músicas. A banda se recusou. O trabalho passou por uma nova mixagem e nova masterização para tentar soar um pouco mais Pop, mas realmente a banda apostou em um estilo bem diferente de seu trabalho de estreia.
A gravadora não entendeu, mas essa atitude foi o que consolidou o Los Hermanos na cena musical: quem gostou de como a banda seguiu, começou a consumir tudo o que a banda fazia, de uma forma genuína e intensa.
O segundo disco da banda se chama Bloco do Eu Sozinho (2001) e ali a banda realmente começou a mostrar uma sonoridade mais próxima do que viria a ser o Los Hermanos. Diferente do Hardcore do primeiro trabalho e ainda mais distante de baladas fáceis como “Anna Júlia“, o trabalho fala sobre cuidar do próprio nariz, sobre a ressaca de estar sozinho depois de um momento agitado (carnaval, por exemplo) e sobre cuidar de si próprio. As letras desse álbum começaram a ser mais relatos em prosa, sem refrãos fáceis a todo momento.
Com essa atitude, o Los Hermanos se consolidou na cena do Rock brasileiro trazendo cada vez mais fãs (e também “haters”) com o passar do tempo. De qualquer forma, é inegável dizer que a banda atingiu o sucesso.
O Pearl Jam é uma das maiores bandas da cena de Grunge e também do Rock em geral de todos os tempos. Sendo uma das principais do Rock dos anos 90, a banda é a única das mais famosas do seguimento a ainda estar em atividade até os dias atuais sem nunca ter entrado em hiato.
A banda também é a única das grandes do segmento a ainda contar com seu vocalista vivo (Kurt Cobain do Nirvana, Layne Staley do Alice in Chains, Chris Cornell do Soundgarden e até Scott Weiland do Stone Temple Pilots nos deixaram ao longo dos anos).
Uma das características mais marcantes da banda é sua personalidade: eles defendem suas ideias e não abrem mão delas. É justamente essa atitude ousada que fez a banda arriscar sua própria carreira abrindo mão de fazer videoclipes em uma época onde a MTV era importantíssima para divulgar o trabalho musical. Depois de “Jeremy“, música presente no álbum de estreia do Pearl Jam, a banda só voltou a fazer videoclipe em “Do the Evolution“, faixa presente no álbum Yield (1997), seis anos e quatro álbuns depois.
Outra briga que a banda acabou “comprando” foi com a Ticketmaster, empresa responsável pela venda de ingressos de grande parte dos artistas dos EUA: a banda não concordava com a taxa de 30% que a empresa cobrava de “taxa de serviços” sobre o valor do ingresso. O Pearl Jam levou o caso para a justiça, acabou perdendo, mas trouxe à tona para outras bandas essa questão e foi precursora no assunto.
O Pearl Jam também começou a lançar seus álbuns em digipack, tendo as capas de papelão, encartes muito bem trabalhados e interessantes. Mesmo sendo um produto físico mais caro, a banda abriu mão de parte do seu lucro para fazer um produto que julgava ser mais interessante.
O canal da Rockstage no Youtube fez um vídeo bem legal falando sobre a banda. Quer conferir já? Não deixe de clicar abaixo!
Tudo começou com o Green River. Faziam parte desta banda o vocalista Mark Arm, o baixista Jeff Ament e o guitarrista Stone Gossard. Os dois instrumentistas queriam buscar o sucesso, “alçar voos mais altos”, enquanto o vocalista queria manter-se no underground. Sendo assim, o grupo acabou se dividindo, formando-se dois grandes nomes da cena: Mark formou o Mudhoney, enquanto Jeff e Stone formaram o Mother Love Bone.
A banda Mother Love Bone contava com o vocalista Andrew Wood, um rapaz muito carismático e muito querido na cena underground. Todos que conheciam a cena apostavam muito na banda para conquistar o sucesso, uma vez que formou uma equipe de músicos muito boa, além de trazer boas músicas. Infelizmente, o sonho teve fim com a precoce morte de Andrew.
Jeff e Gossard cogitaram desistir da música, mas o guitarrista Mike McCready insistiu para que não fizessem isso e se dispôs a ajudar. Começaram a ensaiar juntos sem compromisso, apenas pelo prazer de tocar. Nesses ensaios (chamados de “jam”), criaram faixas instrumentais que acharam interessantes. Mas, o projeto ainda não contava com um baterista e nem com um vocalista.
Chamaram, então, Jack Irons, primeiro baterista do Red Hot Chili Peppers. O músico não aceitou o convite naquele momento, mas indicou um amigo de San Diego para fazer parte: era Eddie Vedder. Mandaram, então, as faixas instrumentais para Eddie; o vocalista compôs algumas letras e reenviou as fitas para Seattle. Jeff e companhia se surpreenderam com o talento de Eddie, que foi prontamente convidado a fazer parte da banda. Começava assim o Pearl Jam.
A banda lançou seu maior sucesso, o Ten (1991), logo de início. Músicas como Alive, Jeremy, Black e Even Flow tocavam sempre nas rádios e na TV. O sucesso foi enorme. Porém, a banda acabou não gostando muito de ser uma celebridade dessa forma. Os músicos se sentiram muito explorados pela mídia e pela gravadora, o que impactou diretamente na postura da banda nos demais trabalhos.
Em 1993 a banda lançou o Vs (1993). Com uma sonoridade bem mais crua, mais intensa e mais direta, os músicos deixaram de lado aqueles riffs marcantes e aquele groove presentes no trabalho de estreia e apostaram em uma sonoridade diferente. As temáticas das letras também começaram a se tornar ainda mais engajadas em pautas políticas e sociais.
A sonoridade do projeto foi mudando ao longo dos álbuns. Alguns agradaram mais, outros nem tanto. Destacam-se álbuns como Vitalogy (1994), Yield (1997) e Pearl Jam (2006). Faixas como Courdoroy, Better Man, Do The Evolution, Just Breath e Sirens (entre outras) seguiram chamando muito a atenção do público, sendo tocadas nas rádios de todo mundo e sendo importantes também no setlist da banda em seus shows.
O Pearl Jam também é famoso por suas apresentações. Os músicos sempre apostam na mescla perfeita entre grandes hits e faixas não tão conhecidas. Eles gostam de fazer shows diferentes, a ponto de tocarem em dias seguidos no mesmo lugar com repertórios bem distintos. A banda nunca se deixou levar pela pressão do público ou da gravadora, mantendo sempre sua convicção.
No ano de 2024 os músicos lançaram seu mais recente álbum, o Black Matter (2024). Trazendo uma sonoridade que lembra bastante a intensidade do Vs (1993), a banda mostrou que ainda segue na ativa lançando material relevante e sendo uma das maiores bandas de Rock de todos os tempos.