Industrial Metal: Conheça as maiores bandas do gênero

Você escuta bandas de Metal Industrial?

 

Este, de acordo com os fãs, é um dos gêneros de metal mais incompreendidos. Muitas vezes esquecida e ignorada, esta vertente sonora inclui elementos muito bem estabelecidos e possui uma grande audiência. Neste artigo separamos uma breve história do surgimento do gênero e algumas das principais bandas de destaque!

 

Industrial Music, um novo gênero experimental na música

 

Este artigo é sobre o metal industrial, mas para compreendermos seus elementos é necessário antes, explorarmos sua maior influência – música industrial.

 

A música industrial começou em meados da década de 1970 como um som altamente experimental, muitas vezes apresentado como uma peça de arte performática repleta de sons de vanguarda, ruído, tons ambientais ásperos/escuros e paisagens sonoras eletrônicas experimentais. A primeira onda do industrial foi liderada principalmente por Throbbing GristleSPKCabaret Voltaire e Boyd Rice .

 

Os elementos principais foram criados originalmente usando máquinas mecânicas e elétricas, e mais tarde sintetizadores avançados, samplers e percussão eletrônica conforme a tecnologia se desenvolveu. O slogan do gênero foi cunhado por Throbbing Gristle , que é frequentemente citado como o primeiro grupo industrial. “Música industrial para pessoas industriais”.

 

 

Qualquer coisa depois dos anos 70 é considerada música pós-industrial, levando em conta que a música industrial explodiu nos anos 80 e, portanto, dali em diante. Alguns artistas e grupos ainda fazem música hoje que soa como música industrial de primeira onda. A maioria desses grupos agora se enquadra no subgênero industrial de dark ambient, death industrial ou power electronics.

 

Como nasceu o Industrial Metal?

 

De uma forma direta, o Metal Industrial é a fusão da música heavy metal e a industrial music. O som do metal industrial depende muito de uma ênfase na repetição de riffs de guitarra com amostragem, linhas de sintetizador ou sequenciador e vocais distorcidos que podem ou não ser acompanhados por percussões elétricas. O metal industrial teve seu início nos anos 80, sendo assim um subgênero direto da  industrial music e não do heavy metal, como muitos analisam.

 

Assim como o industrial nasceu no Reino Unido, o metal industrial também. A banda Fall of Because foi formada em 1982. Esta é a primeira banda do gênero e antecede o ato americano Ministry por vários anos antes de lançar seu primeiro disco de Metal Industrial. Fall of Because é essencialmente pré-Godflesh, que apresenta os mesmos membros.

 

A seguir, separamos uma lista de bandas que foram fundamentais para difusão e desenvolvimento do Metal Industrial no mundo, para você ouvir e conhecer.

 

As principais bandas de Metal Industrial

 

Como dito anteriormente, o Metal Industrial, é sim, a ovelha negra da comunidade do metal. Muitos headbangers simplesmente não consideram estas bandas dentro do cenário do metal. De fato, o Metal Industrial explora muitos elementos performáticos, pirotecnias que ajudam a transcender os elementos básicos do Metal, explorando outros formatos artísticos e experimentais que muitas vezes, levam as bandas para resultados diferente do “comum”.

 

São muitas as bandas, e sem dúvida, há um repertório suficiente para que você conheça muita coisa nova. Aqui vão somente algumas das bandas, que consideramos serem as principais para a criação e expansão do Metal Industrial!

 

 

1 – Godflesh

Godflesh era mais um conceito do que uma banda. Assim como o Napalm Death, um grupo também iniciado por Justin Broadrick, Godflesh ousou testar os limites de reverberação, sons metálicos e sons de baixo “push it to 11“. Eles foram pioneiros sonoros adorados pelos críticos e, quase naturalmente, ignorados pela maioria dos ouvintes de música, exceto por alguns poucos corajosos e ousados. No entanto, álbuns como “Streetcleaner” certamente ajudaram a influenciar os grupos que levaram o industrial a um inesperado auge comercial durante a década de 1990.

 

 

 

2- Pitchshifter

Pitchshifter acreditava que a música industrial dos anos 1990 era a herdeira natural do punk rock. Seu som e atitude em relação aos ouvintes e críticos denotavam isso. O som da banda era agressivo e intransigente, tornando-os um dos maiores grupos do crescente underground do rock industrial. Sua mistura de sons baseados em samples e riffs metálicos foi altamente influente. O Pitchshifter continuou lançando álbuns no início dos anos 2000.

 

 

3- KMFDM

KMFDM é uma banda que desafia os ouvintes até o limite da tolerância de seus tímpanos. Mas eles têm dois bons motivos para fazer tudo isso: sua música é uma forma de luta contra a opressão política através de muita algazarra. A banda alemã KMFDM sempre foi uma unidade impetuosa de ativismo político. Álbuns como “Nihil” ou “Angst” expressaram suas crenças e ajudaram a incendiar toda uma cena europeia para música industrial-metal.

 

 

4 – Skinny Puppy

Skinny Puppy foi uma das bandas pioneiras do gênero. O grupo devia mais ao terrorismo sonoro de grupos como Throbbing Gristle. Uma vez que seus pares mais jovens alcançaram sucesso de platina, Skinny Puppy mudou pouco de seu som, em vez disso, confiando em um metal motorizado, sombrio e cheio de angústia para representá-los. Consequentemente, sua popularidade dentro desse nicho nunca vacilou.

Uma curiosidade: Em 2014, Skinny Puppy entrou com um processo de $ 666000 contra o governo dos EUA por usar sua música para torturar presos de Guantanomo.

 

 

5 – Rammstein

O Rammstein se tornou uma das maiores bandas do mundo graças à força de um som que eles apelidaram de “tanz-metal” e a uma estética que ecoava as paisagens sombrias de Berlim Oriental, onde o grupo começou. Misturando melodias cativantes, humor e uma forte dose de horror europeu, o Rammstein marcou vários sucessos com músicas como “Engel”, “Du Hast” ou “Ich Will” e continua sendo uma das maiores exportações musicais da Alemanha. Ainda assim, alegações recentes contra o cantor Till Lindemann correm o risco de colocar o futuro e o legado da banda em perigo.

 

 

6 – Ministry

Nenhuma banda fez mais pelo sucesso do metal industrial do que o Ministry. Extremo, doido e muitas vezes hilário, a banda criou uma música que aparentemente misturava sons de revolução violenta e festas depravadas. O interesse estava tanto na filosofia esotérica ou nas canções de protesto quanto em substâncias ilegais e sexo pervertido.

Ministry foi a primeira banda do gênero a atingir esse tipo de sucesso. Ao longo do caminho, o grupo criou uma série de álbuns clássicos inegáveis.

 

 

7 – Marilyn Manson

Marilyn Manson foi inicialmente uma banda de metal industrial em dívida com o Ministry e o Nine Inch Nails e mais tarde um veículo para o controverso astro do rock de mesmo nome. No auge da popularidade de Manson, ele vendeu milhões de discos e aparecia constantemente na MTV. Ao mesmo tempo, seus shows também atraíram protestos em massa de organizações religiosas. Além disso, sua música chamou a atenção para as imagens violentas incorporadas em letras e vídeos.

Além da controvérsia, álbuns como “Antichrist Superstar” ou “Holy Wood (In The Shadow of the Valley of Death)” resistiram ao teste do tempo. Esses são alguns dos discos mais interessantes, eu acho, do período. E, certamente, são alguns dos lançamentos de rock mais bem-sucedidos daquela época.

 

 

8 – Nine Inch Nails

Nine Inch Nails não apenas empurrou o metal industrial para a vanguarda do mainstream. Trent Reznor também provou que uma parede gigantesca de som poderia ser produzida, virtualmente, por um homem atrás de um computador. A estreia da banda, “Pretty Hate Machine”, ecoou fortemente a influência do Ministry. No entanto, o álbum conceitual “The Downward Spiral” foi uma das maiores conquistas críticas e comerciais dos anos 1990.

 

Com “The Fragile”, o escopo do NIN se estendeu ainda mais. Nos últimos anos, o trabalho de Reznor como compositor de trilhas sonoras de filmes foi elogiado, rendendo a ele um Oscar, e o Nine Inch Nails conquistou o respeito que o músico tanto desejava.

 

 

9 – White Zombie / Rob Zombie

Rob Zombie compartilhava um interesse em visuais chamativos e temáticos de terror com seus colegas do metal industrial. Assim como Marilyn Manson, Zombie também tinha uma riqueza de ambição e uma visão que se estendia muito além dos tropos comuns familiares do gênero.

Com a banda White Zombie, Rob alcançou sucesso mainstream com álbuns como “La Sexorcisto: Devil Music, Vol. 1” e “Soul Crusher”.

O cantor adotou uma abordagem similar orientada ao groove para sua carreira solo. Além da música, Rob Zombie ganhou uma ótima reputação como diretor de filmes de terror e transformou sua pequena paixão por filmes B em uma carreira agitada.

 

 

Agora que você sabe um pouco sobre como surgiu o Metal Industrial e já conhece algumas bandas do subgênero, que tal se aprofundar um pouco mais? Sem dúvidas tem muita coisa boa que casa com o New Metal (assunto para outro artigo hehe). Separamos uma playlist aleatória pra você explorar um pouco mais sobre o Industrial Metal aí no seus fones de ouvido!

 

 

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Cinnamon Babe e Love Ghost se unem no metal alternativo de “Do You Kike Me Now?”

Produzido por Mike Summers (Tech N9ne, Kendrick Lamar, Lil Wayne) “Do You Kike Me Now?” segue uma série de lançamentos de singles de Love Ghost que vem sido elogiados por Rolling Stone, Clash, American Songwriter, FLAUNT, Alternative Press, Lyrical Lemonade, Earmilk, Playboy, Grita Fuerte e muitos outros.

 

A faixa apresenta uma boa sonoridade, voltada para o metal alternativo e nuances de pop. Confira aqui na Rockstage Brasil.

 

Eles fizeram recentemente uma turnê pela Europa, onde tocou no festival Rockpalast transmitido para toda a Alemanha pela tv. Na Cidade do México eles fizeram shows no Auditorio BB, Indie Foro Rocks, Salón Moctezuma, Trap House, Amazon’s Gamergy Festival – que foi transmitido para toda a América Latina, e muitos outros locais. Eles fizeram músicas com artistas de todo o mundo, incluindo Rico Nasty, Camidoh, Adan Cruz, Teeam Revolver, Geassassin, Mabiland e Tankurt Manas – para citar alguns.

 

 

Finnegan Bell do Love Ghost está atualmente no México escrevendo e gravando com muitos artistas latinos, incluindo Wiplash, Dan Garcia, Ritorukai, Go Golden Junk, ND Kobi, FLVCKKA, Phyzh Eye, Josue, Young Dupe, Blnko, Helian Evans e muitos outros. Os produtores com quem estão trabalhando no México incluem Shantra (o mais recente da Santa Fe Klan álbum), BrunOG (indicado ao Grammy Latino) e SAGA.

 

Eles têm várias outras músicas chegando este ano incluindo um álbum inteiro com o guitarrista e produtor de Marilyn Manson, Tim Skold encomendado pela Metropolis Record.

 

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Arquivamento de processo contra Marilyn Manson é revertido na justiça

Ex-assistente de Marilyn Manson reverte situação e poderá processar cantor

 

Ação havia sido arquivada devido a manifestação considerada “tardia”, mas vítima alegou que suas memórias foram bloqueadas pelo trauma

 

Ashley Walters, ex-assistente pessoal de Marilyn Manson, conseguiu reverter o arquivamento do processo que está movendo contra o cantor. Ela é uma das mulheres que tem acusado o artista nos últimos anos por agressões, abusos sexuais e comportamento ameaçador. Algumas das acusações não seguiram em frente.

 

O processo de Walters havia sido arquivado em 2022. Segundo o juiz na ocasião, ela “apresentou poucos fatos e se manifestou tarde demais para manter o caso no tribunal”, já que o caso teria ocorrido entre 2010 e 2011.

 

Atenção: há relatos de crimes sexuais a seguir.

 

A ação inicial alegava agressão sexual, assédio sexual e inflição intencional de sofrimento emocional, entre outras reivindicações. Em seu processo inicial, Walters afirmou que Manson se aproximou dela em março de 2010 para elogiar uma fotografia sua. Mais tarde, eles se encontraram quando o músico supostamente pediu que ela se despisse para fotos, eventualmente forçando a mão em sua roupa íntima, de acordo com o processo.

 

Ela declarou que em certo ponto, ele teria dito que “adorava quando as meninas pareciam ter acabado de ser estupradas”. O músico também é acusado de ter chicoteado e jogado Ashley contra a parede durante um ataque de raiva provocado pelo consumo de drogas.

 

Walters ainda alega que Brian Warner (nome verdadeiro do artista) agiu de forma ameaçadora para garantir o silênco da ex-funcionária. Ele negou todas as acusações.

Normalmente, as acusações são aceitas dentro de um prazo de até dois anos após os abusos terem ocorrido. Walters conseguiu provar que o trauma causou nela uma supressão de memória, o que justificou a demora no início do processo. A Justiça da Califórnia anula a prescrição em casos do tipo.

 

Seu advogado, James Vagnini, falou com a Rolling Stone sobre a retomada da ação.

 

“Essa é uma grande vitória para todas as sobreviventes, já que possibilita um caminho claro para questões de memória reprimida e descoberta atrasada nesses tipos de casos. Acho que a corte está sendo muito firme em articular uma decisão muito clara de por que sobreviventes têm memórias reprimidas e por que isso deve ser relevante quando elas se manifestam mais tarde para trazer essas acusações. Acreditamos que isso passa uma mensagem.”

 

O cantor terá de arcar com as custas da apelação aceita. Até o momento, ele não se manifestou.

 

 

 

As acusações de Marilyn Manson

Desde 2016, Marilyn Manson vem sendo acusado por mais de uma dezena de mulheres de abuso sexual, agressão, tortura e outros crimes relacionados. A primeira denúncia partiu da atriz Evan Rachel Wood, que foi namorada do cantor. A ela se seguiram diversos outros nomes, incluindo alguns não identificados, referidos apenas como “Jane Doe”.

 

Acordos já foram feitos e acusações foram retiradas, mas o problema está longe de terminar. A carreira de Manson está praticamente parada desde que as acusações começaram e ele perdeu contratos importantes, tanto na indústria da música como no entretenimento geral, já que ele dava sequência a uma carreira de ator, com participações em séries de TV.

 

Alguns dos outros processos

Em 2021, a atriz Esmé Bianco, conhecida pelo trabalho na série “Game of Thrones”, processou Marilyn Manson por abuso sexual e psicólógico — assim como outras várias mulheres. Em janeiro último, a britânica e o cantor americano chegaram a um acordo extrajudicial para dar fim à ação. Os termos não foram revelados.

 

Jay Ellwanger, o advogado de Bianco, disse para a Rolling Stone que ela concordou em resolver a situação para seguir em frente com sua vida e carreira. Apesar de outras acusações contra Manson terem surgido antes das suas, a atriz foi a primeira vítima a mover uma ação contra ele.

 

No início do ano, a modelo Ashley Morgan Smithline também abandonou as acusações que havia feito contra Manson. Ela havia denunciado o músico por violência sexual, cárcere privado e envolvimento com tráfico humano. Foi a segunda a recorrer ao subterfúgio, após a ex-assistente do cantor, Ashley Walters.

 

Em manifestação oficial repercutida pelo Page Six, Ashley declarou ter sido manipulada por Evan Rachel Wood, ex-namorada de Manson que revelou ter sofrido abusos e desencadeou uma série de outras denúncias. Assim, concordou em espalhar publicamente acusações de violência.

“Eu sucumbi à pressão de Evan Rachel Wood e seus associados para fazer acusações de estupro e agressão contra o Sr. Warner que não eram verdadeiras. Comecei a acreditar que o que me disseram que repetidamente aconteceu com a Sra. Wood e outras também tinha acontecido comigo.”

 

Um representante de Wood publicou comunicado negando o fato.

 

“Evan nunca pressionou ou manipulou Ashley. Ela contatou Evan primeiro, falando sobre o abuso que havia sofrido. É lamentável que o assédio e as ameaças que Ashley recebeu pareçam tê-la pressionado a mudar seu testemunho.”

 

Outra alegada vítima, que disse ter sido estuprada em 2011 e sem identidade revelada (Jane Doe”), fez um acordo com o cantor em setembro último. A tratativa foi realizada pouco antes do julgamento, que estava marcado para a próxima semana em Los Angeles, nos Estados Unidos.

 

O processo também havia sido movido em 2021. Na época, ela afirmou que, além de violentá-la, Manson a impediu de comer e dormir enquanto estava na casa dele e ameaçou “batê-la na cabeça” caso tornasse a questão pública.

 

Os termos do acordo não foram divulgados. À Rolling StoneJane Doe” assumiu ter concordado em abandonar o caso após “anos de ameaças”, intensificadas nos últimos tempos.

 

“Eu estava totalmente preparada para o julgamento, nunca em um milhão de anos pensei que me contentaria dessa forma, mas nos últimos dois anos e meio sofri silenciosamente ameaças, bullying, assédio e várias formas de intimidação que ficaram mais fortes nas últimas semanas. Marilyn Manson assistiu ao meu depoimento e fui forçada a responder a sete horas de um interrogatório agressivo com ele me olhando do outro lado da mesa. Me disseram que isso quase nunca acontece, porque é cruel, e que um dos principais motivos para isso acontecer seria intimidar e impor sofrimento emocional a uma vítima.”

 

Ela complementou a resposta, ressaltando o medo de perder o anonimato se optasse por seguir em frente com o julgamento.

 

“Nunca me importei com dinheiro, só queria justiça, mas se tivéssemos ido a julgamento, eu poderia ter perdido meu direito ao anonimato e ter sido descredibilizada como vítima em escala pública. Ainda mais importante, eu poderia ter arriscado perder a liberdade de contar minha história e isso vale mais do que qualquer coisa no mundo.”

 

Howard King, advogado do cantor, contou à revista que seu cliente ficou satisfeito com a resolução. Apesar de não entrar em detalhes a respeito, o profissional mencionou que Jane recebeu uma quantia como indenização.

 

“Brian está satisfeito que, assim como os processos anteriores foram abandonados sem pagamento ou por pouco dinheiro, essa demandante concordou em desistir do processo em troca de uma indenização que representa uma fração de suas reivindicações e muito menos do que custaria para Brian caso o julgamento acontecesse.”