“Quase desisti para virar professor de esgrima”, diz Bruce Dickinson sobre fase difícil do Iron Maiden

Em entrevista ao The Guardian, músicos relembram crises internas, retorno da banda e os 50 anos de trajetória no heavy metal.

Em entrevista ao The Guardian, integrantes do Iron Maiden revisitaram a trajetória de 50 anos da banda, do circuito de pubs em Londres aos grandes estádios, enquanto se preparam para o lançamento do documentário “Burning Ambition” e para duas apresentações em Knebworth, em julho.

 

O baixista Steve Harris, fundador do grupo, comentou a longevidade da banda com surpresa. “Passou muito rápido. Você sai em turnê por alguns meses e parece que voa… toda a nossa carreira é uma extensão disso — por 50 anos.”

 

“Quase desisti para virar professor de esgrima”, diz Bruce Dickinson sobre fase difícil do Iron Maiden
Fotografia: Ross Halfin/ ÍdolosPhotograph: Ross Halfin/ Idols

 

Já o vocalista Bruce Dickinson relembrou o desgaste da intensa rotina nos anos 1980 e revelou que chegou a pensar em abandonar a música. “Pensei em desistir e me tornar professor de esgrima. Queria ir embora, porque isso parecia melhor do que perder a alma.”

 

Harris também admitiu que a falta de diálogo contribuiu para as crises enfrentadas pelo grupo nos anos 1990. “Nós realmente não conversávamos sobre isso. Poderia ter sido evitado.”

 

Apesar das turbulências, o retorno de Dickinson e do guitarrista Adrian Smith em 1999 recolocou a banda em evidência. Desde então, o Iron Maiden manteve a relevância e segue lotando arenas, consolidando seu legado como um dos maiores nomes da história do heavy metal.

 

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