Não é toda banda que consegue seguir sua carreira após a perda de um grande ícone, mas o Alice in Chains se reinventou e mostrou que ainda tinha muito material de qualidade para mostrar.
Layne Staley nos deixou em 2002, porém a banda já estava há algum tempo sem fazer shows e sem lançar materiais novos, com algumas raras exceções.
De qualquer forma, sempre havia aquela esperança de melhora de Layne para que a banda pudesse seguir com ele. Entretanto, sua precoce morte encerrou essa possibilidade.

A banda entrou em hiato. No entanto, era nítido que os três remanescentes, principalmente Jerry Cantrell, tinham muito a apresentar ainda.
O canal Blog do Helton Grunge colocou em pauta uma discussão: quando uma banda perde seu vocalista principal, ela deve continuar com o legado ou os músicos devem iniciar um novo projeto? Assista abaixo.
Com isso, William DuVall assumiu os vocais da banda e fez uma ótima dobra vocal com o guitarrista, que acabou tendo bastante destaque nos vocais nos discos seguintes.
O Alice in Chains, desde seu retorno, já lançou três álbuns: Black Gives Way to Blue (2009), Devil Put Dinosaurs Here (2013) e Rainier Fog (2018).
Além daquela sonoridade de Rock Alternativo, Grunge e Metal, já característicos da banda desde o início, nos novos trabalhos a banda flertou também com outros estilos como o Stoner Rock e o Folk, por exemplo.
A verdade é que a banda se reinventou e mostrou que a perda de seu vocalista (e de um grande amigo) abalou-os, mas não foi o suficiente para que o legado deixasse de existir, não foi o suficiente para acabar com o sonho de ter uma banda.