Post Death Soundtrack: Uma Viagem Sonora Canadense entre o Caos, Emoção e Liberdade

Projeto canadense que mistura metal, grunge e industrial para expressar emoções cruas com liberdade artística e intensidade sonora.

Post Death Soundtrack é mais do que uma banda: é uma experiência sonora intensa que une o peso do metal, a visceralidade do grunge, a experimentação do industrial e a ousadia do avant-garde. O projeto canadense comandado por James Moore, artista com mais de 30 anos de estrada musical, se destaca por oferecer uma arte crua, honesta e livre de censuras – tanto no som quanto nas emoções que expressa. Abaixo o single “Good Time Sow Jam”.

 

 

A trajetória musical do fundador do Post Death Soundtrack começou nos anos 90, quando, por volta de 1993-1994, ganhou sua primeira guitarra. Poucos anos depois, em 1996, já gravava demos e vendia seus próprios álbuns na escola. Desde então, foram 15 lançamentos, passando por projetos solo e bandas de metal, punk, eletrônico e industrial. “Escolhi esse caminho quando percebi que na música não havia censura, e que era um espaço seguro para expressar o que eu quisesse”, afirma. Entre suas influências estão nomes como Nirvana, The Beatles, Alice in Chains, Faith No More, Skinny Puppy, Tool, Tom Waits, Sepultura, Deftones e Soundgarden – uma mistura que revela a diversidade sonora e a profundidade artística de sua obra.

 

Ao ser questionado sobre como definiria seu som, ele responde: “Música pesada com coração”. E não é exagero. As composições do Post Death Soundtrack são carregadas de sentimento, mas longe de recorrer à obviedade. As emoções são trabalhadas como metáforas, transformadas em verdadeiras “pinturas sonoras” que convidam o ouvinte a se perder – e ao mesmo tempo se encontrar – no meio do caos. “Tento inspirar outras pessoas a se libertarem e atravessarem o caos com coragem”, diz o artista.

 

O mais recente lançamento da banda intitulado “In All My Nightmares I Am Alone” é ousado: um álbum com 30 faixas, muitas delas esboços ou peças curtas. A proposta foi registrar de forma espontânea e sincera emoções intensas, sem buscar a perfeição. A inspiração veio de discos como Sketches for My Sweetheart the Drunk, de Jeff Buckley – também inacabado, devido à morte prematura do artista. O sentimento de mortalidade esteve presente durante a gravação, e o álbum foi estruturado como se pudesse ser seu último. Confira:

 

 

Entre os momentos mais marcantes da carreira, o artista destaca a oportunidade de abrir o show da banda Helmet e conhecer o vocalista Page Hamilton. “Mas, no geral, o que mais gosto é do processo de divulgação depois que um álbum é lançado. É quando você escuta o que o mundo tem a dizer. Isso sempre é um ponto alto.”. Logo abaixo você confere a faixa “Surrender”.

 

 

E o que vem pela frente? Muito mais música. Estão a caminho um novo álbum do projeto HE IS ME, em parceria com Casey Braunger – uma imersão no doom metal industrial com toques ambientais – e também um novo disco do Post Death Soundtrack, ainda em fase inicial de produção. “Talvez eu lance três álbuns esse ano”, adianta.

 

Com uma discografia marcada pela intensidade emocional e pelo compromisso com a autenticidade, o Post Death Soundtrack segue como um dos nomes mais intrigantes do cenário alternativo canadense. Para quem busca mais do que música – uma jornada emocional entre luz e escuridão – vale a pena apertar o play e se deixar levar.

 

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