O Barão Vermelho foi, sem dúvida, um dos maiores nomes do Rock dos anos 80. Liderada por um vocalista excêntrico e poeta, a banda ganhou notoriedade com suas letras poéticas e seu jeito irreverente.
Porém, o caminho da banda não foi fácil: no auge do sucesso da banda, no mesmo ano que participaram do primeiro Rock in Rio, o vocalista Cazuza acabou deixando a banda para seguir carreira solo.
Os membros remanescentes não abaixaram a cabeça e decidiram seguir com o projeto; o guitarrista Frejat assumiu os vocais. Para as novas composições, o Barão fez parcerias com outros bons letristas para que a banda pudesse seguir seu legado.
No início, o trabalho parecia que não iria engrenar: os primeiros álbuns sem Cazuza não venderam muito. Porém, depois de algumas frustrações, a banda reencontrou o caminho do sucesso e seguiu sua trajetória.
Alguns membros foram ficando pelo caminho: o primeiro a deixar a banda foi Maurício Barros, o tecladista. Ele ainda continuou como músico contratado, mas não era mais membro oficial. Em seguida, Dé Palmeira, o baixista, também acabou deixando o projeto anos depois.
O Barão passou por alguns hiatos e voltas, até a saída definitiva de Frejat, que havia assumido os vocais da banda. Com isso, o Barão Vermelho decidiu seguir, então convidaram Maurício Barros para voltar para o projeto como membro oficial, além também de contarem com Rodrigo Suricato para assumir os vocais e a guitarra.
Com essa nova formação, a banda tem feito releituras de grandes sucessos, além de terem lançado um disco de inéditas chamado Viva (2019). Você pode conferir tudo isso em sua plataforma digital preferida.
Entretanto, agora no ano de 2026 a banda decidiu fazer uma turnê com os membros originais. Não podendo contar com Cazuza, falecido em 1990, a banda, então, conta com Frejat na guitarra e voz, Guto Goffi na bateria, Maurício Barros nos teclados e Dé Palmeira no baixo.

Dé, em uma entrevista para o Corredor 5, falou sobre esse retorno. O músico deixou claro que está muito empolgado com os ensaios e com as apresentações que a banda tem feito com esta formação. Segundo ele, a junção dos quatro (além dos músicos de apoio que deixam o som ainda mais completo ao vivo) faz com que a banda soe muito bem ao vivo.
Segundo o baixista, a turnê tem sido muito prazerosa. Além disso, ele disse que para fazer o projeto, a hora era agora mesmo, até pela idade que eles já têm e pelos projetos paralelos que cada um seguiu. Sendo assim, segundo Dé, é o momento perfeito para a turnê e para o reencontro.
O baixista original ainda citou a sinergia que os quatro músicos têm juntos. Para ele, é algo visceral e “explosivo”, sendo muito bom poder voltar a ter essa sensação tocando ao lado de amigos de longa data. O músico deixou claro sua satisfação com a turnê e com os shows, se dizendo animado por fazer parte disso agora.
O canal Blog do Helton Grunge fez um vídeo falando sobre isso. Para assistir, basta clicar abaixo.