Nirvana: a escolha ousada de Kurt Cobain no Unplugged MTV

 

O Nirvana foi uma das maiores bandas de Rock dos anos 90 e de todos os tempos, sendo um grupo que marcou história na música abrindo espaço para toda uma boa geração de Rock Alternativo que surgiu entre o fim dos anos 80 e início dos anos 90. A marca da banda foi a presença de Kurt Cobain, sendo icônico e excêntrico desde sua forma de compor até sua forma de dar entrevistas e de se portar no palco.

 

Mas, além disso, o líder da banda sempre foi ousado em suas escolhas. Uma delas foi no icônico Unplugged MTV, gravado pelo Nirvana no final de 1993 e se tornando um enorme sucesso para a banda e para a emissora de TV.

 

A MTV queria o Nirvana para seu produto chamado Unplugged, um formato que era recém criado na época e que estava trazendo muito retorno para a MTV e também para as bandas. Sabendo que a banda de Kurt Cobain sempre dependeu das guitarras distorcidas para trabalhar seu som, eles sabiam que não seria fácil convencer o grupo a participar. Mas, a banda, com o lançamento do Nevermind (1991), tornou-se um dos maiores nomes da geração, então a emissora sabia que seria um sucesso e que tinha que convencer o Nirvana a participar.

 

Com isso, a emissora acabou aceitando todas as condições impostas pela banda. Além de não querer palpite no repertório e de não querer repetir nenhuma música, a banda ainda exigiu convidados especiais. A MTV ficou feliz com isso, mas mal ela sabia que Kurt não estava pensando em um dueto aclamado com Eddie Vedder ou Chris Cornell, mas que iria chamar a desconhecida banda Meat Puppets.

 

Os Meat Puppets são uma banda de Rock Alternativo que se encaixaram naquela cena Grunge do início dos anos 90. Na época, a banda tinha público no underground, mas era desconhecida do grande público. Com um repertório cheio de releituras para o unplugged, o Nirvana convidou seus amigos da desconhecida banda para apresentarem juntos três músicas: Lake of Fire, Plateau e Oh Me.

 

As três músicas fazem parte do repertório dos Meat Puppets e ficaram muito boas no Unplugged in New York do Nirvana. A emissora chegou a ficar apreensiva com a recepção do público, não só por essas três músicas, mas também pela escolha total do repertório feita por Kurt Cobain.

 

De qualquer forma, o show acabou sendo marcante e provou que a banda fez uma boa escolha, tornando-se um dos acústicos mais vendidos e mais aclamados de todos os tempos, mesmo com a ousadia de Kurt Cobain.

 

 

Charlie Brown Jr: Chorão não fala “guerra” no refrão?

 

Proibida pra mim é um dos maiores hits do álbum de estreia do Charlie Brown Jr, uma das bandas de maior sucesso do Rock Nacional. Sendo uma música com uma sonoridade animada e bem interessante, misturando elementos de Rock Alternativo e Ska, a faixa é uma declaração de amor de Chorão para a mulher que viria a ser sua esposa, Graziela Gonçalves, apelidada de Grazon.

 

Na letra da música, Chorão descreve a situação inusitada de Graziela ter achado seu cabelo engraçado e diferente do comum. Aliás, Chorão tinha um estilo exótico, então se vestia e se comportava diferente das outras pessoas.

 

Porém, algo que costuma ser unânime é a fala no fim do refrão: muitos achavam que Chorão cantava “guerra” depois da frase “Se não eu, quem vai fazer você feliz?”, mas não é bem isso que ele diz.

 

 

A verdade é que ele faz uma espécie de “Yarra”, uma expressão que não tem um significado específico. Essa confusão pode ter sido causada pela regravação do músico Zeca Baleiro que introduziu a palavra “guerra” ao refrão de sua releitura, trazendo uma ideia de “luta pela felicidade”, declarando guerra contra todos os outros possíveis pretendentes da amada.

 

Pelo jeito, a ideia inicial de Chorão não era essa, mas, sem dúvida, sabemos que pelo jeito excêntrico do vocalista do Charlie Brown Jr, ele iria para a guerra para conquistar seu objetivo, mesmo que fosse por um objetivo amoroso. Afinal, a Grazon sempre foi o grande amor de sua vida.