A banda Addore, novo projeto do rock cristão, estreia com o bom single “Escolhas”, uma canção que convida o ouvinte a refletir sobre o impacto das decisões na vida. Cada escolha deixa marcas — boas ou ruins — mas também abre espaço para aprendizado, transformação e crescimento. Com uma sonoridade marcante do rock contemporâneo, a música inspira a revisitar a própria história e repensar caminhos em busca de propósito e esperança. Confira “Escolhas” logo abaixo:
O single é apenas o começo da trajetória da Addore, que já prepara novos lançamentos. A proposta da banda é clara: unir mensagens cristãs positivas a um som autêntico e impactante, resgatando a força do rock com letras que edificam.
A banda
Formada por Jefferson Lopes (voz e violão), Celso Ferreira (guitarra), André Dias (bateria) e Luiz Otávio (baixo), a Addore nasceu do encontro de amigos que compartilhavam fé e paixão pela música. Inspirada no verbo “adorar”, a banda busca expressar louvor e fé através do rock, transmitindo mensagens de esperança e inspirando pessoas a viverem plenamente sua fé.
“Escolhas” já está disponível nas principais plataformas de streaming e promete consolidar a identidade da banda, que mistura rock cristão e adoração de maneira autêntica e envolvente.
A banda Canacut, de Americana/SP, lançou recentemente seu mais novo EP “À Mercê do Tempo”, que já está disponível nas plataformas de streaming. Com quatro faixas inéditas, o trabalho explora temas como empoderamento feminino, comportamento humano e o caos urbano, mostrando a maturidade e a diversidade sonora do grupo.
O single de destaque, “Desobedeça”, tem chamado atenção por sua energia envolvente e letras provocativas, incentivando a reflexão sobre liberdade e resistência pessoal. A faixa combina a essência do rock alternativo da banda com elementos de jazz, blues e psicodelia, criando uma experiência sonora única e contemporânea. Confira abaixo:
Gravado de forma orgânica, o EP evidencia o cuidado da banda com cada detalhe, apresentando uma sonoridade rica e multifacetada. As influências da Canacut vão de Elza Soares a Alice In Chains, passando por King Crimson, Portishead, Elis Regina e Nina Simone, unindo rock, soul, jazz e ritmos brasileiros em uma mistura criativa e envolvente.
Para quem ainda não conhece, a banda estreou com o EP “Tudo pra Ontem!”, também disponível no Spotify, mostrando desde então sua capacidade de transitar entre estilos e trazer uma voz marcante e cheia de personalidade para o cenário musical brasileiro.
Com “À Mercê do Tempo”, a Canacut consolida-se como uma das grandes apostas do rock alternativo nacional, entregando música autoral de qualidade e experiências sonoras que surpreendem a cada faixa.
Antes de o termo heavy metal fincar raízes no Brasil, o país já pulsava ao som do chamado rock pauleira, expressão usada nos anos 70 para definir tudo o que era mais rápido, agressivo e barulhento que o rock convencional. A mudança de nome — e de sonoridade — marcou a formação da identidade do metal brasileiro.
Quem viveu essa transição de perto foi Roosevelt Bala, vocalista e fundador do Stress, banda pioneira do gênero. Em entrevista ao podcast O Pulo do Gato, no último dia 16, ele relembrou que, no início da banda, em meados dos anos 70, o conceito de heavy metal sequer existia em Belém do Pará.
“A gente não tinha ideia de que existia heavy metal. Naquela época chamava de rock pauleira. Não existia nomenclatura”, contou.
Intercâmbios que redefiniram o som
Fundado em 1974, o Stress começou tocando covers de Beatles, Rolling Stones e Bad Company. A mudança veio quando o tecladista Leonardo Renda passou a trazer discos recém-lançados de viagens à Europa e aos Estados Unidos.
“Foi a primeira vez que a gente ouviu Iron Maiden… olhamos a capa e dissemos: isso aqui deve ser uma desgraça”, recorda Bala.
O choque abriu caminho para novas influências: Judas Priest — a referência máxima — além de Saxon e Motörhead, que apresentavam velocidade, melodias marcantes e guitarras mais elaboradas.
“Se tivesse que dizer qual banda tem mais a ver com o que a gente queria fazer, é o Judas.”
Meta ousada: ser mais rápido e mais pesado
Em 1980, o Stress decidiu investir em composições próprias com um objetivo ambicioso:
“Nossas músicas tinham de ser mais rápidas do que todos eles juntos”, afirma Bala.
Sem acesso às cenas extremas europeias que surgiam paralelamente, o grupo acreditava — com razão — estar no limite do peso conhecido no Brasil da época.
Reprodução / Podcast O Pulo do Gato
O batismo no Circo Voador
O nome heavy metal só entrou definitivamente na história da banda em 1983, durante um show histórico no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Foram três dias de ônibus de Belém até o Rio, hospedagem simples e economia em pratos feitos — tudo para subir ao palco mais emblemático do rock nacional.
A Rádio Fluminense, uma das mais ouvidas da cidade, preparou um especial com todas as músicas do primeiro disco da banda, chamando os ouvintes para o show.
A apresentação terminou em caos épico: microfones caídos, instrumentos destruídos e a primeira invasão de palco da história do Circo.
Em meio à euforia, alguém gritou: “A primeira banda de heavy metal do Brasil!”
Bala relembra o espanto: “Eu nem sabia o que era metal. Eu sabia que era rock pauleira.”
Do improviso ao legado
A mudança de nome marcou a entrada oficial do Brasil na cena global do metal dos anos 80. Mesmo dialogando com referências internacionais, o Stress manteve identidade própria — especialmente por cantar em português.
Às vésperas de completar 50 anos de estrada, Roosevelt Bala resume a trajetória:
“Se você ouvir uma música do Stress, você identifica que é o Stress. A gente tem um estilo próprio.”
O rock pauleira pode ter ganhado nome internacional, mas manteve sua essência: peso, velocidade e um legado que começou na Amazônia antes mesmo de saber como se chamava.
Em um protesto tão discreto quanto barulhento no debate sobre inteligência artificial, Paul McCartney, 83, lançou uma faixa de 2min45seg quase totalmente silenciosa para criticar o uso não autorizado de obras musicais por empresas de tecnologia. A gravação integra o álbum Is This What We Want?, que será lançado em vinil ainda este mês.
A música — irônica e oficialmente batizada de (faixa bônus) — mistura chiado de fita, ruídos esparsos e um fade out demorado. É a primeira gravação inédita do ex-Beatle em cinco anos, produzida entre apresentações de sua atual turnê na América do Norte.
O projeto reúne nomes como Kate Bush, Sam Fender, Hans Zimmer, Pet Shop Boys e Max Richter, todos contribuindo com faixas igualmente silenciosas. A ideia é simbolizar o que artistas enxergam como um “vazio” criado pelo uso de suas obras para treinar modelos de IA sem autorização.
O álbum foi idealizado pelo compositor Ed Newton-Rex, crítico da postura do governo britânico, que, segundo ele, estaria privilegiando empresas americanas de tecnologia. A obra inclui um recado direto: Londres não deve legalizar exceções de copyright que permitam mineração de dados para IA sem consentimento dos criadores.
McCartney já havia expressado preocupação com o avanço da inteligência artificial na música: “Temos que ter cuidado com isso, porque pode simplesmente tomar conta de tudo”, disse.
Do outro lado do debate, o governo britânico lembra que precisa equilibrar os interesses das indústrias criativas — responsáveis por £125 bilhões anuais — e gigantes de tecnologia que prometem investir mais de £30 bilhões no país. Uma nova legislação sobre IA e direitos autorais só deve ser discutida no Parlamento após 2026.
Enquanto isso, Londres mantém acordos com empresas como OpenAI, Google e Anthropic. A nomeação, em setembro, de um consultor que já defendeu que grandes empresas de IA não deveriam ser obrigadas a compensar criadores gerou apreensão no setor.
O clima esquentou ainda mais com declarações de Donald Trump, que defendeu permitir o uso irrestrito de conteúdo protegido por IA, sem entraves regulatórios.
Em resposta ao protesto de McCartney, o governo britânico afirmou que está “priorizando os interesses dos cidadãos e das empresas do Reino Unido” e que trabalha para garantir “proteções robustas” aos criadores, mantendo diálogo com todos os setores.
Silencioso ou não, o recado de McCartney foi ouvido. O resto é chiado — literalmente.