Pete Townshend, do The Who, afirmou que pretende usar inteligência artificial para finalizar músicas inéditas que compôs ao longo dos anos. Ele comentou o assunto durante o programa “The Late Show with Stephen Colbert”, exibido no último dia 12.
Townshend revelou que possui entre 350 e 450 músicas não lançadas, muitas ainda incompletas. “Boa parte provavelmente é terrível. Consegui ouvir mais ou menos metade delas”, contou o músico, explicando que parte do material nunca chegou a ser desenvolvida.
O artista também mencionou o interesse em usar plataformas de IA, como o Suno, para experimentar novas versões de suas canções antigas. “Quero pegar músicas que não deram certo e ver o que a IA consegue fazer com elas. Pode ser que se tornem alguns sucessos”, afirmou.
Além disso, Townshend já havia demonstrado curiosidade sobre o tema em entrevista ao The Times, em março de 2025. Na ocasião, disse que, se uma IA escrevesse “músicas do Pete Townshend como ele fazia em 1973”, muitos fãs do The Who ficariam satisfeitos.
O músico também abordou o assunto no podcast “Broken Record”, em 2023, quando declarou estar otimista com o potencial da tecnologia. Segundo ele, a IA pode ajudar em muitas etapas criativas, embora também traga riscos. “Ela pode nos surpreender, como aconteceu com a internet. Mas, quando se torna o motor da máquina, é preciso ter cuidado”, explicou.
Cofundador e principal compositor do The Who, Pete Townshend escreveu mais de cem músicas para os doze álbuns de estúdio da banda, incluindo as óperas rock “Tommy” (1969) e “Quadrophenia” (1973). Ele também desenvolveu carreira solo e ficou conhecido pelo estilo agressivo de tocar guitarra e pelas letras poéticas que marcaram o rock britânico.