Nirvana: por que o disco “Incesticide” não é considerado um álbum?

Nirvana é, sem dúvida, uma das maiores bandas de Rock de todos os tempos. O lançamento de Nevermind (1991) foi muito importante tanto para a banda quanto para toda uma cena underground que estava começando a se consolidar em Seattle. Após o sucesso do álbum, tanto o power trio quanto várias outras bandas ganharam holofotes e dominaram a cena musical no início da década de 1990.

 

Porém, antes do Nevermind (1991) ser lançado, a banda já tinha o Bleach (1989), disco que até performou bem na cena underground, mas que não foi o suficiente para tornar a banda mundialmente conhecida. Após o estouro do álbum de 1991, a gravadora começou a pressionar o trio para que lançassem um novo trabalho, porém em meio a tantos shows, estava difícil fazer os músicos pararem e trabalharem neste novo álbum. Acontece que a banda tinha material gravado que não havia ainda sido lançado em nenhum álbum. Foram músicas preteridas nos discos ou faixas que foram gravadas para serem lançadas apenas em compactos da Sub Pop. Sabendo disso, a Geffen sugeriu ao Nirvana fazer uma espécie de coletânea de sobras, juntando todo este material em um único disco.

 

Foi então que o Incesticide (1992) entrou em cena, porém ele não é considerado um álbum de estúdio do Nirvana. Mesmo que as faixas sejam inéditas para o grande público, o disco não tem um conceito por trás e chega com sonoridades diferentes entre si, uma vez que as faixas foram gravadas em épocas diferentes, com músicos diferentes na bateria e em estúdios diferentes. Quer saber mais detalhes? O canal Só Me Resta o Rock’n’Roll do Youtube fez um vídeo falando mais detalhes sobre essa história. Quer conferir? Basta clicar abaixo! Não deixe de fazer sua inscrição no canal e também de deixar seu like no vídeo.

 

 


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Recentemente, Gene Simmons do KISS, deixou sua opinião falando que o espírito do Rock estava morto nos dias atuais. Algo que Billy Corgan, líder do Smashing Pumpkins, discorda.

 

“Parece apenas uma manchete bacana. Não acho que seja real, porque o que acontece – e é ignorado – é que o espírito do Rock’n’Roll sempre será o que os jovens decidem fazer em uma espécie de ódio ou repulsa pelo que estão vendo”.

Billy Corgan

 

O músico ainda deixou claro que acredita que o domínio do Pop está com os dias contados, uma vez que o gênero já está nas paradas musicais sem concorrência há cerca de 10 anos. Corgan ainda disse acreditar que há jovens descobrindo maneiras de expressar o que estão sentindo contra esse Pop hegemônico. Ele ainda destacou o trabalho da banda The Linda Lindas, que chegou a abrir alguns shows do Smashing Pumpkins.

 

“Aqui está a questão: eu não preciso entender isso [a mensagem da banda]. Não é para mim ou mesmo para Gene entender. É realmente para as pessoas da próxima geração sentirem que alguém está falando por elas”

Billy Corgan

 


 

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