Explorando o single “I’m Coming For You!” da banda King-Kade

O cenário musical ganhou um novo e poderoso capítulo com o lançamento de “I’m Coming For You!”, da banda King-Kade. A faixa, com uma sonoridade vocal que evoca ecos da energia crua de Jimi Hendrix, destaca-se pela sua vibração dinâmica e cativante. Mais do que uma música, é uma obra impregnada de paixão, experiências de vida e a força de uma amizade de décadas.

 

A essência de King-Kade

King-Kade é o resultado do encontro criativo entre dois músicos veteranos: o guitarrista e compositor de Denver Matthew King, conhecido por seu trabalho em bandas como Glass Helix e Smack The Mosquito, e o vocalista e letrista Chris Kinkade, anteriormente integrante da dupla Elsewaves. Unidos por uma amizade de mais de 35 anos, Matthew e Chris trouxeram à vida um projeto que reflete não apenas suas influências musicais, mas também um desejo de criar algo novo e autêntico.

 

Um pouco de história

Matthew King começou sua trajetória nos palcos lendários de Hollywood, como The Viper Room e The Whisky A Go Go. Após sua passagem por Los Angeles, mudou-se para o Colorado, onde consolidou seu estilo com projetos como Glass Helix. Já Chris Kinkade, radicado no sul da Califórnia em um rancho de cavalos, traz a força poética de suas letras e um talento vocal expressivo que complementa as composições de Matthew.

 

O projeto King-Kade nasceu de forma orgânica, como um fluxo natural de eventos e oportunidades. “I’m Coming For You!” é o primeiro lançamento dessa parceria criativa, e já deixa claro o potencial e a visão da dupla.

 

A mensagem e a musicalidade

A faixa “I’m Coming For You!” é uma celebração do poder da música. Com riffs marcantes, letras intensas e melodias que se infiltram na mente, ela captura a essência do rock visceral que inspira tanto King quanto Kinkade. O som da banda é, ao mesmo tempo, uma homenagem às influências que moldaram os artistas e uma busca por abrir novos caminhos, criando uma identidade musical própria.

 

Um projeto com alma

Mais do que um simples esforço criativo, King-Kade é uma jornada repleta de sangue e memórias, como os próprios músicos descrevem. Cada nota e cada verso carregam a experiência acumulada em décadas de performances e composições, além da alegria pura que sentem ao criar algo juntos.

 

Com “I’m Coming For You!”, King-Kade inaugura um capítulo que promete cativar não apenas fãs de rock, mas todos que buscam autenticidade e paixão na música. Este é apenas o começo de uma trajetória que certamente trará ainda mais surpresas e emoções.

 

Se você ainda não conferiu, agora é o momento: deixe-se envolver pela energia de King-Kade e descubra por que “I’m Coming For You!” é uma música que ficará com você muito tempo depois de terminar de tocar.

 

Ouça King-Kade das redes sociais

Titãs e a atualidade de “Desordem”

No final do ano de 1987, chegava às lojas um dos melhores álbuns do Rock Nacional: a banda Titãs lançava o grandioso Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (1987). O trabalho trazia a mesma agressividade do seu anterior, Cabeça Dinossauro (1986), junto de elementos modernos para a época, contando com bateria eletrônica e sintetizadores. Um álbum que contava com cada lado do vinil soando bem diferente do outro.

 

Porém, uma música ali chama bastante a atenção: estou falando de Desordem, faixa que traz os problemas do Brasil da época. O engraçado é que os problemas dos dias atuais são os mesmos (ou pelo menos bem parecidos). Se analisarmos bem, várias frases daquele momento podem se encaixar com o que vivemos hoje.

 

“São sempre os mesmos governantes, os mesmos que roubaram antes” ou “Tudo tem que virar óleo para por na máquina do estado”: tendo em vista o grande aumento de impostos e os retornos precários que recebemos com isso, essa letra se torna mais atual do que podemos imaginar. É como se tivéssemos progredido (como progredimos), mas que após isso voltássemos a cair nos mesmos erros. E, sim, caímos.

 

Infelizmente, nós como população não aprendemos a exigir nossos direitos e acabamos aceitando todo e qualquer discurso vazio. É justamente isso que faz com que o Brasil não seja a potência que poderia e deveria ser.

 

 

Desordem traz consigo os problemas que o Brasil enfrentava nos anos oitenta, saindo de uma ditadura que trouxe problemas para o país e que não o deixou se desenvolver como outros que cresceram bastante na mesma época. Porém, se analisarmos bem, nos dias atuais nos encontramos em uma situação bem semelhante: aumento excessivo e exagerado de impostos, aumento desenfreado dos preços de itens básicos do nosso cotidiano e promessas vazias.

 

Manter a ordem é importante, porém, será que não enxergamos que com o rumo que o país adotou para seguir, iremos à falência? Algo deve ser feito e urgente, pois cometemos os mesmos erros e hoje pagamos por eles. Ainda há tempo. Não muito, mas há. Espero que não sejamos apenas mais alguns que acreditamos no futuro, mas sim, que possamos viver um futuro melhor.

 

Frogslake

Diretamente de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, a Frogslake se consolida como uma das principais representantes do grunge no Brasil. A banda, que transita pelo rock alternativo com uma identidade marcante, já é um nome respeitado no cenário underground nacional.

 

Em 2023, o grupo lançou o álbum “Take Me Out”, fruto de uma parceria com a Ms Metal e a DNMT Records. O disco foi produzido por Billy Maia, da DNMT Records, em Nova York, e ganhou o toque de excelência do icônico produtor de Seattle, Jack Endino, famoso por trabalhar com bandas como Mudhoney, Soundgarden e Nirvana.

 

Desde 2005 na estrada, a banda carrega influências do rock alternativo dos anos 1990. Seu álbum de estreia, “Inside My Mind”, recebeu ótima recepção, conquistando status de cult entre fãs do gênero. O trabalho ganhou destaque em rádios e sites especializados, tanto no Brasil quanto no exterior, com menções em veículos como Seattle Sound (França) e Skrutt Magazine (Suécia).

 

Com autenticidade e consistência, a Frogslake se tornou uma das bandas mais relevantes do estilo grunge no Brasil, conectando o legado dos anos 90 a uma nova geração de fãs.