Jerry Cantrell encanta público em show histórico em São Paulo

O líder do Alice in Chains, Jerry Cantrell, realizou um show histórico na Audio, em São Paulo, na noite de ontem. Com uma performance que durou uma hora e 45 minutos, Cantrell apresentou um repertório que mesclou suas canções solo com clássicos da banda.

 

A noite começou com a banda de abertura E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, que tocou um set de post-rock instrumental agradando ao público. Já Cantrell subiu ao palco às 21h e iniciou sua apresentação com “Psychotic Break”, uma faixa de seu disco “Degradation Trip”.

 

O show foi uma oportunidade para Cantrell apresentar suas novas composições, incluindo faixas de seu mais recente álbum, “I Want Blood”. O público respondeu bem às novas canções, especialmente “Afterglow” e a faixa-título “I Want Blood”.

 

A banda solo de Cantrell estava bem afiada, com destaque para o guitarrista Zach Throne (que fez especialmente nessa apresentação os vocais) e o baterista Roy Mayorga. O show foi um sucesso, com o público cantando junto às músicas e pedindo bis. Confira o setlist do show!

 

 

Aliás, a grande surpresa da noite estava no bis, “Sea Of Sorrow”, clássico de Facelifit, primeiro álbum do Alice In Chains, foi cantada extraordinariamente pelos quase 3 mil presentes a Audio.

 

 

Ao final do show, Jerry visivelmente emocionado dizia que não queria ir embora. O público hipnotizado pela performance e com medo da chuva, também não!

 

Jerry volta aos EUA, prosseguindo com shows agendados e divulgação de I Want Blood.

 

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Mark Lanegan: a voz que vinha do fundo da alma

Música é muito mais do que simplesmente técnica, envolve também mexer com o ouvinte. E isso, o vocalista Mark Lanegan sabia fazer muito bem.

 

Com uma voz marcante, além de letras introspectivas e intimistas, Lanegan conseguiu mexer com os amantes de Rock Alternativo. Vocalista do Screaming Trees, o músico também tem uma carreira solo de respeito.

 

 

Infelizmente, Mark nos deixou em 2022, silenciando assim uma das vozes mais marcantes da cena de Seattle dos anos 90.

 

Seu talento musical ia muito além da técnica: sua voz vinha do fundo da alma e você conseguia sentir a melancolia em cada nota, em cada frase, em cada palavra cantada por Lanegan.

 

O maior sucesso de sua banda foi o disco Sweet Oblivion (1992) e foi o que fez a banda mais se aproximar do mainstream. Talvez uma erro estratégico de lançamento não permitiu que a banda vendesse mais discos: o hit Nearly Lost You fez parte do filme Singles, que retratou a cena de Seattle e a juventude da época. Porém, quando o filme foi lançado, o álbum da banda ainda não havia sido lançado. Sendo assim, quem gostou da música acabou comprando a trilha sonora do filme, uma vez que era o único jeito de poder escutá-la quando quisesse.

 

 

O músico também teve uma carreira solo de respeito. Carreira esta que começou antes mesmo de encerrar a trajetória da banda.

 

Lanegan foi amigo de Kurt Cobain. Os dois até cogitaram criar um projeto de Blues e ouviam muitas vezes trabalhos como o de LeadBelly juntos. Aliás, Lanegan teve certa importância na escolha de Kurt para colocar Where Did You Sleep Last Night para encerrar o MTV Unplugged in New York do Nirvana: essa música, apesar de ser originalmente de LeadBelly, foi gravada por Lanegan em seu primeiro trabalho solo. Sua performance encantou Cobain que não teve dúvidas e optou por tocá-la em com sua banda.

 

 

Além de bom vocalista, o músico também era letrista e compositor, conseguindo atingir o público com sua voz e também com sua mensagem. A melancolia sempre acompanhou sua obra e sua voz jamais será esquecida pelos amantes de Grunge e Rock Alternativo dos anos 90.

 

Lanegan é a prova viva que a técnica pode não ser o mais importante em um trabalho musical. O músico conseguiu imprimir muita emoção em seu trabalho, conseguindo colocar sua alma em cada música gravada.

 

Qual seu trabalho preferido gravado por Lanegan?

 

 

Chandresh Kudwa: Uma Mensagem de Esperança e Resistência em Tempos Turbulentos em “Someday”

O mais recente single de Chandresh Kudwa, “Someday”, destaca-se como uma peça sincera e de profunda reflexão, composta e interpretada pelo próprio artista. Conhecido em toda a Índia por suas habilidades extraordinárias na guitarra, Chandresh imprime neste trabalho sua marca, fundindo o peso do rock clássico com toques de blues e metal alternativo. A colaboração com o renomado baterista Gino Banks, um amigo de longa data e parceiro de estúdio, adiciona ainda mais intensidade e camadas rítmicas à faixa, enriquecendo a mensagem central de esperança que ela busca transmitir. Com “Someday”, Chandresh solidifica seu legado em 2024 como um dos principais expoentes do rock no cenário indiano.

 

Inspirado pelos sons emblemáticos dos anos 70, 80 e 90, Chandresh apresenta uma combinação ousada e melódica em suas guitarras, evocando influências de ícones como Slash, Joe Satriani e Gary Moore. A faixa reflete um espírito de resiliência em tempos difíceis, quando a violência global e os conflitos parecem mais presentes do que nunca. “Someday” é, assim, uma espécie de manifesto pessoal de esperança, que acredita em um futuro em que o ódio se dissipará, dando lugar à paz — uma visão que ressoa como uma prece em meio ao caos moderno.

 

Produzido no estúdio particular de Chandresh, com a contribuição de Gino Banks gravada em seu próprio espaço, “Someday” não é apenas uma criação musical, mas uma expressão emocional enraizada nas experiências pessoais e nas filosofias de vida do artista. Este trabalho une técnica e emoção, carregando a assinatura inconfundível de Chandresh.

 

 

Sobre Chandresh

Chandresh é mais do que um guitarrista; ele é uma lenda viva do rock indiano, com uma carreira de 26 anos que inclui dois álbuns solo aclamados e colaborações de prestígio com artistas como Jennifer Batten e Mattias IA Eklundh. Fundador da plataforma educacional The Guitar Thing, Chandresh também desempenha um papel fundamental na formação de novos músicos na Índia, como um pioneiro e influente instrutor online de guitarra.

 

Mais sobre Chandresh